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quarta-feira, setembro 02, 2020

ENEM - Conheça os recursos acessíveis para cegos e surdocegos

Participantes poderão contar com várias ferramentas durante a aplicação do Enem. Medida faz parte da Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep


O participante do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que solicitou atendimento especializado para cegueira, surdocegueira, baixa visão ou visão monocular e teve sua solicitação aprovada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) poderá utilizar uma série de recursos de acessibilidade durante a aplicação das provas.

De acordo com o edital do Enem, quem se enquadrar nessas condições poderá ser acompanhado por cão-guia e utilizar material próprio: máquina de escrever em braile, lâmina overlay, reglete, punção, sorobã ou cubaritmo, caneta de ponta grossa, tiposcópio, assinador, óculos especiais, lupa, telelupa, luminária, tábuas de apoio, multiplano e plano inclinado. Os recursos serão vistoriados pelo aplicador, exceto o cão-guia.

Uma novidade é que o participante que solicitou atendimento para essas condições, na inscrição, poderá contar com um programa que possibilita a leitura de textos na tela do computador durante a prova, além de indicar o uso do implante coclear, no caso de surdocegueira. Haverá três guias-intérpretes para atendimento ao participante surdocego e uma banca especial para correção de suas provas.

Confira outros recursos e auxílios compatíveis:
  • Baixa visão: tempo adicional, auxílio para leitura ou leitor de tela ou prova ampliada ou superampliada, auxílio para transcrição e sala de fácil acesso.
  • Cegueira: tempo adicional, prova em braile, auxílio para leitura ou leitor de tela e sala de fácil acesso.
  • Surdocegueira: tempo adicional, guia-intérprete, auxílio para transcrição, sala de fácil acesso, prova em braile ou prova ampliada ou superampliada ou leitor de tela.
  • Visão monocular: tempo adicional, auxílio para leitura ou leitor de tela ou prova ampliada ou superampliada, auxílio para transcrição e sala de fácil acesso.
Quem necessitar de atendimento devido a acidentes ou imprevistos, após o período de inscrição, deverá solicitá-lo via Central de Atendimento, por meio do 0800 616161, em até dez dias antes da aplicação do exame.

O Enem será realizado nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 (versão impressa) e nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 (versão digital). Não há atendimento especializado na aplicação do Enem Digital.

Atendimento especializado – Todas as necessidades adicionais para fazer as provas do Enem agora são consideradas como atendimento especializado, que inclui gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar e/ou com outras condições específicas. Para o Enem 2020, o Inep recebeu quase 55 mil solicitações de atendimento especializado para as provas impressas. Desse total, 47.847 participantes tiveram o pedido aprovado. Os atendimentos especializados são garantidos pela Política de Acessibilidade e Inclusão do instituto. A cada ano, o Inep implanta melhorias de acessibilidade e inclusão em seus exames e avaliações.

Enem – Realizado anualmente pelo Inep desde 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar ao final da educação básica. A estrutura do exame conta com uma redação e 45 questões em cada prova das quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.

Acesse o edital do Enem Impresso

Acesse a Página do Participante 
 
fonte: INEP

segunda-feira, abril 30, 2012

Instituto federal implanta curso para adestradores de cães-guia

 Cães da raça golden retriever estão entre os mais adequados para servir de guia a deficientes visuais (foto: entretenimento_r7_com)O campus de Camboriú do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense vai oferecer, a partir do segundo semestre, os primeiros cursos técnicos de treinador e de instrutor de cão-guia na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. As obras do centro de formação, que servirá de projeto-piloto para iniciativas semelhantes, devem estar concluídas na metade do ano.

O cão-guia é adestrado para acompanhar deficientes visuais. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 45 milhões de pessoas apresentam algum tipo de deficiência. Destas, 528.624 têm deficiência visual e outros seis milhões, baixa visão.

Os cursos, com 1.440 horas de aula cada um, foram aprovados recentemente pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e constarão da próxima edição do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, prevista para este ano. O treinador é responsável por ensinar e adestrar o cão. O instrutor cuida da adaptação e da formação de dupla entre o deficiente visual e o animal, conforme as características físicas e comportamentais de ambos.

No primeiro ano de funcionamento do curso, serão oferecidas cinco vagas no período diurno e em tempo integral, no campus. A quantidade de alunos toma como base o número de cães necessários para o treinamento — o aproveitamento deve ser de no mínimo seis cães treinados por estudante ao longo do curso.

A escassez de fornecedores de filhotes adequados leva à limitação do número de vagas. A coordenadora da implantação do centro em Camboriú, Márcia Souza, professora do Instituto Federal Catarinense, explica que serão necessários pelo menos 30 cães para o início dos trabalhos. “No Brasil, as melhores raças para trabalhar são golden retriever e labrador”, diz Márcia. “São animais que não têm aparência agressiva, nem provocam medo, além de serem muito inteligentes.”

Em razão da carga horária e da metodologia de trabalho, os estudantes ficarão hospedados nas dependências do próprio centro. “Os alunos residirão no centro durante um ano, pois têm de acompanhar os cães a serem treinados”, explica Márcia.

Adaptação — Durante a fase de formação de duplas, os deficientes visuais candidatos a receber um cão-guia serão recebidos no instituto federal para adaptação e instrução. A entrega dos cães seguirá padrões nacionais e internacionais de comodato — empréstimo gratuito de algo a ser restituído no tempo convencionado pelas partes —, com base nos direitos e deveres envolvidos na parceria.

O centro de treinamento, com 1.750 metros quadrados, contará com salas de aula, miniauditório, alojamentos para alunos e pessoas com deficiência visual, canil e clínica veterinária, entre outras instalações.

Assessoria de Comunicação Social, com informações do Instituto Federal Catarinense
MEC

Confira o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos
Palavras-chave: instituto federal, cão-guia, treinador, instrutor

sexta-feira, abril 22, 2011

Escola faz apelo para formar cães-guias

na UOL EDUCAÇÃO:
Por Lucila Cano
Treinar um cão-guia para acompanhar e dar mais autonomia a um deficiente visual custa em torno de R$ 30 mil. O treinamento de cada cão, o que inclui a adaptação ao futuro dono, toma dois anos. O cão é acompanhado desde os 45 dias de vida até os dois anos de idade. Já o processo de adaptação com o deficiente visual leva de quatro a cinco semanas.
No país, existem cerca de 70 cães-guias devidamente treinados. Graças ao apoio de voluntários e de doações de pessoas físicas, órgãos governamentais e empresas, desde 2006 a Escola Helen Keller entregou quatro cães-guias. Neste ano, em junho, fará a entrega de mais dois. Além deles, outros 10 cães passam por processo de avaliação e treinamento.
Na fila, mais de mil deficientes visuais aguardam por um cão-guia no Brasil.

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