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quinta-feira, março 22, 2012

Professores de educação física têm até o dia 28 para se inscrever em curso sobre inclusão

da SEESP

O objetivo é ampliar a participação de alunos com deficiência nas atividades físicas

A ação é uma parceria entre as secretarias estaduais da Educação e dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Fundap

Para aprimorar a inclusão de alunos com deficiência nas aulas de educação física e nas atividades esportivas em âmbito escolar, professores que ministram a disciplina na rede estadual podem participar do curso Educação Física e Esporte como Inclusão Social na Escola”, realizado por meio de parceria entre as secretarias estaduais da Educação e dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap). As inscrições seguem abertas até a próxima quarta-feira, 28 de março.

O cadastro deve ser feito pelo site da Escola de Formação e Aperfeiço­amento dos Professores do Estado de São Paulo “Paulo Renato Costa Souza” (EFAP), no link www.escoladeformacao.sp.gov.br/efinclusao. Serão disponibilizadas 2.500 vagas.

O curso será realizado no período de 16 de abril a 1º de julho, fora do horário de trabalho do docente. A carga horária é de 44 horas, sendo 36 horas on-line e 8 horas de aulas presenciais. Ao final, os professores estarão aptos para o planejamento e a execução de atividades que favoreçam a aprendizagem de estudantes com deficiência.

Entre as temas abordados estão deficiência auditiva e surdez, deficiência visual e cegueira, deficiência física e deficiência intelectual. Além disso, os professores também serão orientados sobre os cuidados a serem tomados durante as aulas, atividades indicadas, adaptação de materiais com segurança e valorização do aluno. Os formandos do curso receberão certificado da Fundap, que terá validade para evolução funcional.

Atendimento especializado

Para oferecer suporte ao processo de inclusão escolar dos alunos com necessidades educacionais especiais na rede estadual de ensino foi criado pela Secretaria da Educação, em 2001, o Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado (Cape).

Desde 2003, o Cape, em parceria com a equipe curricular de educação física, oferece capacitações com o objetivo de fornecer aos docentes que atuam na rede estadual subsídios teóricos e metodológicos para criação de mecanismos que favoreçam o acesso, a permanência e a participação dos estudantes com deficiência na prática da atividade física, esportiva e de lazer. A equipe responsável pelo currículo de educação física e as diretorias regionais de ensino, desde então, têm multiplicado esses conhecimentos com a participação de diferentes profissionais, especialmente professores de educação física.

O centro atua no gerenciamento, acompanhamento, e suporte às ações regionais de educação especial, nos processos de formação continuada, na provisão de recursos e na articulação das escolas com a comunidade.

Dentro do processo de formação continuada, o Cape prioriza temas como: Educação Física Adaptada, Uso e Ensino do Soroban Adaptado para Cegos, Ensino de Língua Portuguesa para Surdos, Superdotação/Altas Habilidades, Distúrbios Globais do Desenvolvimento, Atendimento Educacional no Contexto Hospitalar, Estudo de Caso, Tecnologias Assistidas, Comunicação Alternativa e/ou Suplementar e Dinâmica da Sala de Recursos.

sexta-feira, maio 29, 2009

Uepa oferece atividades para portadores de necessidades especiais

Os programas de atividades físicas desenvolvidos pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa em Educação Física Adaptada, Esporte e Lazer, do Laboratório de Atividades Físicas Adaptadas (Lafad), ligado ao curso de Educação Física da Universidade do Estado do Pará (Uepa), têm 45 vagas disponíveis para crianças com síndrome de Down, autismo, asma e paralisia cerebral.

As atividades integram um projeto acadêmico-social que busca oferecer atividades físicas adaptadas para crianças com necessidades especiais ou distúrbios da saúde. As turmas abertas atenderão crianças e adolescentes de 3 a 16 anos. As inscrições são realizadas no curso de Educação Física da Uepa, na avenida João Paulo II, onde funciona o Lafad, até o preenchimento das vagas. Para a a inscrição é necessário apresentar a certidão de nascimento da criança, duas fotos 3x4 e comprovante de residência.

Há turmas para manhã e tarde. As aulas para crianças e adolescentes com autismo e paralisia cerebral são oferecidas nas segundas e quartas-feiras, de 09h30 às 10h30 e de 16 às 17 horas. Crianças com asma são atendidas às terças e quintas-feiras, de 09 às 10h30, de 10h35 às 11h40, de 15 às 16h30 e de 16h35 às 17h40. Para crianças com síndrome de Down o atendimento é feito às terças e quintas-feiras, de 18 às 19 horas.

Proposta lúdica - Os programas de atividades físicas com exercícios específicos respeitam as possibilidades e limitações dos participantes. Todos os projetos do Lafad seguem uma proposta lúdica, com a realização das atividades em meio a brincadeiras. Além de dispor da estrutura do curso de Educação Física da Uepa – piscina, salas, brinquedoteca e pista de atletismo -, os alunos também realizam passeios pela cidade, em atividades fora do campus.

“As crianças com necessidades especiais quase não têm oportunidades de praticar atividades físicas apropriadas às suas possibilidades e, como raramente têm acesso a programas específicos, acabam desistindo e tornando-se sedentárias ou recorrendo apenas a atendimentos médicos e de reabilitação. Tais atendimentos, apesar de serem muito importantes no tratamento de crianças com necessidades especiais, não são o bastante para garantir o pleno desenvolvimento de tais crianças”, explicou a professora Simone de La-Rocque Cardoso, mestre em Motricidade Humana com ênfase na área de Inclusão Educacional.

A proposta do Lafad, segundo a professora, integra ações multiprofissionais, nas quais as crianças recebem atendimento destinado à melhoria dos aspectos psicossociais e afetivos, do condicionamento físico geral, da qualidade de vida e inclusão social.

O Lafad e seu Núcleo de Estudos contam com o apoio voluntário de professores dos cursos de Educação Física, Fisioterapia, Medicina, Pedagogia e Terapia Ocupacional da Uepa, com alunos voluntários da instituição e de outras universidades, além de bolsitas de iniciação científica.

Ascom/Uepa

quinta-feira, maio 07, 2009

Professores de Educação Física participam de formação para inclusão de alunos especiais

Por Rogerio Valdez Gonzalez, do Notícias MS

Compromissada em oferecer educação para todos, de uma forma democrática e inclusiva, a Secretaria de Estado de Educação (SED) realiza até dia 13 a Formação Continuada em Educação Física Adaptada e Transtornos Globais do Desenvolvimento. O encontro tem o objetivo de oferecer novos conhecimentos pedagógicos aos professores de educação física e técnicos dos Núcleos de Educação Especial para otimizar o atendimento aos estudantes com deficiência.

O evento, que acontece desde ontem (4) no Hotel Chácara do Lago, em Campo Grande, reúne 50 professores da área de educação física e outros 50 técnicos dos Núcleos de Educação Especial de 37 municípios e da Capital. Ao todo a formação continuada tem 80 horas/aula.

A iniciativa do encontro propõe uma reflexão sobre a educação para todos, uma vez que a escola democrática deve atender a toda diversidade, provocando mudanças neste meio e na formação dos professores, beneficiando a todos os alunos.

Na formação continuada os professores têm a oportunidade de unir a teoria e a prática. O encontro possibilita que sejam discutidas estratégias e alternativas capazes de fornecer instrumentos para atender a todas as especificidades de estudantes. Por isso a Educação Inclusiva aposta no currículo centrado no aluno, como forma de ajudá-lo a superar suas dificuldades. Assim, os profissionais bem qualificados e preparados para atender a toda a demanda de alunos são uma ferramenta para combater a evasão ou a exclusão escolar.

PANTANAL NEWS

domingo, março 29, 2009

Escolas adaptam aulas de educação física para alunos com deficiência

Além de regras modificadas, deficientes contam com ajuda de colegas.
Atividades de inclusão melhoram desempenho em outras disciplinas.

Do G1, em São Paulo

Várias escolas no país estão adaptando as aulas de educação física para atender alunos com deficiências físicas. Mônica Guimarães, de 15 anos, participa de atividades e esportes adaptados pela própria professora de educação física, Maria Conceição Moreira Lopes.

“Começamos com um trabalho para aprimorar a coordenação motora da Mônica e, em seguida, adaptei algumas regras de esportes que costumamos ensinar para os alunos. O basquete, por exemplo, passou a ser jogado com a bola de vôlei. Já o futsal, que ela adora e pratica com a ajuda de muletas, é jogado com uma bola de borracha, mais leve”, diz Maria Conceição ao G1.

A professora conta que levou a turma de Mônica para uma visita à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) para conscientizar os alunos e reduzir o preconceito. “Essa experiência foi fundamental para que eles passassem a integrar Mônica em suas atividades e começassem a ajudá-la não só nas aulas de educação física, mas em outros momentos”, afirma.

Mônica estuda há cinco anos no Colégio Adventista de Interlagos, em São Paulo. Segundo sua mãe, Maria Isabel dos Santos Guimarães, as mudanças nas regras dos esportes foram de grande proveito para a autoestima da menina. “Fez muita diferença para o emocional dela e melhorou, inclusive, o desempenho nas outras disciplinas. Ela passou a se sentir incluída em todas as atividades praticadas pelos outros alunos e isso me deixou muito satisfeita”, diz. Mônica nasceu prematura de 6 meses e meio. Uma hemorragia cerebral causou uma paralisia e afetou a coordenação motora da estudante.

“As atividades são produzidas de forma diferenciada, com mudanças ou adaptações de regras, materiais e dinâmica da atividade, sempre visando a inclusão e a participação desses alunos nas atividades. Entretanto, infelizmente isso não pode acontecer em todo tipo de atividade, em razão das limitações físicas diferenciadas que cada aluno pode apresentar. Em alguns momentos eles participam das atividades do grupo com outras funções, auxiliando o professor”, diz Dantival Jacyobá de Siqueira Filho, professor de educação física da Escola Pueri Domus, que também trabalha com alunos deficientes físicos.

Para Dante de Rose Junior, doutor em psicologia social pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e professor livre-docente pela Escola de Educação Física e Esporte da USP, o esporte proporciona uma série de benefícios em muitos aspectos da convivência social.

“A atividade física ajuda qualquer pessoa, não só deficientes físicos, porque é capaz de melhorar a coordenação motora e a autoestima. No caso específico de um deficiente físico, há ainda o importante componente da socialização e da inclusão. O aluno passa a ter a oportunidade de praticar a mesma atividade que os demais, mesmo que dentro das suas limitações. O esporte amplia a capacidade de superação”, afirma o especialista ao G1. Rose Junior é autor do livro “Esporte e Atividade Física na Infância e na Adolescência”.

Coordenadora-geral de articulação da política de inclusão da Secretaria de Educação Especial, do Ministério da Educação, Martinha Dutra dos Santos considera que um sistema educacional inclusivo deve contemplar uma proposta pedagógica que atenda às necessidades específicas de todos os alunos.

“A educação física não se restringe aos jogos como vôlei ou basquete, mas consiste em atividades coletivas de cooperação, interação e participação, portanto devemos organizar grupos de pessoas independentemente de suas diferenças físicas, sensoriais, mentais”, diz ao G1.

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