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terça-feira, março 18, 2014

Treino de curta duração melhora destreza manual de bebês


Por Karina Toledo

Agência FAPESP – Um protocolo de treino simples e de curta duração criado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pode ajudar a desenvolver em bebês típicos e atípicos, de 3 a 5 meses de idade, a habilidade de alcançar (estender o braço até a mão tocar um objeto), podendo ou não apreendê-lo.

De acordo com as pesquisadoras, esse tipo de intervenção pode prevenir problemas no desenvolvimento motor e cognitivo de crianças prematuras, com síndrome de Down, paralisia cerebral e mielomeningocele (espinha bífida).

“O alcance manual é fundamental para que o bebê adquira habilidades manipulativas, como pegar e explorar um brinquedo ou um alimento, e para se apoiar nos móveis e ficar em pé. É por meio da exploração dos objetos e do espaço, da percepção da textura, do peso e da maleabilidade ou rigidez do objeto que o bebê vai formando conceitos. O atraso no desenvolvimento da destreza manual pode resultar em problemas na idade pré-escolar, como dificuldades para segurar o lápis, compreender ou desenhar formas, calcular a força para manusear um objeto”, explicou Eloisa Tudella, pesquisadora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da UFSCar.

Tudella coordena o projeto “Influência do treino específico na emergência do alcance em lactentes a termo e pré-termo”, apoiado pela FAPESP e pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) no âmbito de um acordo de cooperação entre as duas instituições. Resultados parciais foram apresentados no dia 13 de março, no 1º Seminário de Pesquisas sobre Desenvolvimento Infantil, na FAPESP.

“A técnica usada no estudo foi desenvolvida na prática, durante os atendimentos que realizamos no programa de intervenção precoce oferecido pelo Núcleo de Estudos em Neuropediatria e Motricidade (Nenem), da UFSCar. Decidimos levar essa metodologia ao laboratório, para constatar a efetividade daquilo que era observado clinicamente”, contou Tudella.

O trabalho de investigação foi, até o momento, realizado por três estudantes de doutorado. Andréa Baraldi Cunha avaliou, com apoio de Bolsa da FAPESP, o efeito do treino em condição de prática variada seriada em 30 bebês nascidos a termo, ou seja, entre 37 e 41 semanas e 6 dias.

Também com Bolsa da FAPESP, Daniele de Almeida Soares avaliou o efeito do treino em condição de prática variada seriada em bloco em 36 prematuros tardios, nascidos entre 34 e 36 semanas e 6 dias.

Os efeitos do treino também foram verificados em 18 prematuros extremos, com 33 semanas de vida ou menos, durante o doutorado de Elaine Leonezi Guimarães.
 
 
FONTE: FAPESP

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Pesquisadora utiliza a dança em crianças com paralisia cerebral

Dois meninos e quatro meninas melhoraram sua coordenação motora após sessões onde eram estimuladas a se movimentar de acordo com a música

Taís Guerino - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Estudo inédito do Instituto de Psicologia da UnB mostrou como a dança pode ajudar crianças com paralisia cerebral a melhorar seus movimentos. Em sua pesquisa de mestrado, a fisioterapeuta Elizabeth Maia estudou a evolução da capacidade motora de seis crianças, com idades entre 5 e 9 anos, a partir de sessões em que elas eram estimuladas a se mexer conforme a música.

“Em cada sessão, a criança era tirada da cadeira de rodas, trazida ao tatame e colocada no meu colo. Ao som de músicas infantis, eu dançava e o movimento do meu corpo estimulava movimentos no corpo dela. Fiz a análise do quanto este contato poderia promover ganho de equilíbrio e reações posturais na criança”, afirma. Segundo ela, a pesquisa teve por objetivo geral avaliar se os exercícios da dança de contato, aplicados à criança com paralisia cerebral, poderiam impactar na modificação e ampliação do seu repertório de mobilidade e de expressões cognitivas (atenção) e emocionais (satisfação e insatisfação) durante a atividade.

Duas vezes por semana, cada criança passava por uma sessão de 30 minutos em que eram realizados três exercícios básicos da dança de contato. Criada especificamente para o contexto do estudo, a dança compõe-se de exercícios que combinam ações de rolar, girar, subir, escorregar, aproximar e afastar, inclinar e retornar da inclinação, trazendo a brincadeira para o processo de estimulação das crianças com paralisia cerebral participantes da pesquisa.

Elizabeth explicou que o estudo fez a análise de 21 sessões, registrando em vídeo quatro delas. “Eu choro cada vez que assisto aos vídeos porque cada conquista das crianças é uma satisfação indescritível. Elas não têm oportunidade de experimentar o meio como uma criança sem limitações experimenta. Eu sentia os ganhos de interação das crianças principalmente através do olhar”, afirmou.

Especificamente, os exercícios puderam comparar os desempenhos cognitivos e motores com o auxílio de testes neuropsicológicos (testes Gross Motor Function Classification System (GMFCS - de mobilidade para determinar o nível de independência locomotora), Columbia Mental Maturity Scale (CMMS/Columbia – de raciocínio e maturidade mental) e Gross Motor Function Measure (GMFM - da função motora grossa) antes e após a intervenção da dança, além de acompanhar a evolução dos desempenhos dos participantes com paralisia cerebral através de um etograma (uma tabela de desempenho e análise) comportamental elaborado a partir das imagens coletadas nos vídeos.

BENEFÍCIOS - Foram percebidas modificações na atenção, com evolução no comportamento cognitivo; na motricidade, com a diminuição dos movimentos involuntários de membros superiores e inferiores; diminuição de movimentos incoordenados de cabeça, tronco e membros superiores; aumento de movimento coordenado de cabeça, tronco e membros superiores e inferiores. Em contrapartida, houve diminuição do movimento coordenado global, ou seja, a estimulação impactou o desenvolvimento de aspectos motores, cognitivos e interativos.

Segundo Elizabeth, os resultados da pesquisa indicaram que quanto maior o número de sessões, menor foi a falta de coordenação para cabeça, tronco e membros; maior foi a aquisição de controle motor e, consequentemente melhoraram funcionalidade e expressividade. "Os efeitos da intervenção Dança de Contato sobre os aspectos cognitivos, interativos e motores indicaram ser possível a utilização desta abordagem como instrumento de intervenção neuropsicológica”, explica.

Em outras palavras, se for levado em consideração que a intervenção totalizou um período de dois meses pode-se sugerir que as modificações dos padrões comportamentais se evidenciaram, não por ter havido maturação neural natural, mas sim, devido aos 53 estímulos recebidos. “Ao adquirir maior controle sobre os próprios movimentos e conquistar independência motora entre as unidades corporais dissociando cintura pélvica e escapular, controlando a mobilidade da cabeça ou controlando o movimento de membros superiores e inferiores, a criança se faz capaz de atribuir funções às unidades corporais”, argumentou a pesquisadora.

Elizabeth se envolveu com o tema quando conheceu o professor Sérgio Leme, do Instituto de Psicologia, em um congresso sobre paralisia cerebral. A partir desse contato, Sérgio a estimulou a se inscrever no mestrado em Neurociências do Comportamento e aprofundar o estudo. “Somos todos diferentes e precisamos respeitar as diferenças dos outros. Me senti envolvida o tempo todo. Acho que estou contribuindo e a alegria é imensa. Eu me sinto com o compromisso de continuar”, afirma a fisioterapeuta, formada também em dança contemporânea.

METODOLOGIA – A pesquisadora iniciou o estudo fazendo uma triagem a partir da observação de crianças da Escola Especial 2, em Brasília. Seis crianças com idade entre 5 e 9 anos (dois meninos e quatro meninas), foram as escolhidas para a pesquisa por apresentarem um diagnóstico clínico de encefalopatia crônica não progressiva da infância (chamada de paralisia cerebral, é uma desordem caracterizada por alteração do movimento por conseqüência de uma lesão não progressiva do cérebro ainda na fase de desenvolvimento) e quadro clínico de quadriplegia do tipo mista (com comprometimento nos quatro membros do corpo e alto déficit de cognição ou pouca capacidade de compreensão).

Elizabeth conversou com os pais das crianças, explicando como seria o estudo e colhendo informações sobre o comportamento em casa. Os responsáveis assinaram termo de consentimento e autorização do uso das imagens para eventos científicos e publicação em revistas, livros e artigos científicos. Ela resguardou o sigilo em relação a todos os participantes substituindo seus nomes por números (o nome dos participantes não foi divulgado).

Quanto às perspectivas para o futuro, Elizabeth pretende levar o conhecimento da pesquisa para as escolas. Seus atuais orientandos, alunos de Licenciatura em Dança, pelo Instituto Federal de Brasília (IFB), trabalham com o ensino especial. “Passo a linguagem adiante para esses professores poderem atuar sob este olhar sensível, nas escolas públicas. A meta é formar multiplicadores desta técnica, pois meu grande sonho é treinar pessoas para se chegar ao maior número possível de crianças”. Elizabeth destacou também que pretende fazer algo pela UnB, especialmente desenvolvendo um trabalho semelhante no Hospital Universitário da UnB (HUB).

TRAJETÓRIA – A bailarina Elizabeth Maia formou-se em dança contemporânea e terapia através da dança pela Faculdade Escola Angel Vianna, no Rio de Janeiro em 1992. Após contato com o bailarino tetraplégico norte-americano Bruce Cortes, Elizabeth tomou gosto pela causa da inclusão social e adotou-a em seus estudos já no início da carreira. Foi pioneira no Brasil na área de reabilitação hospitalar, implantando a dança na reabilitação de pacientes com comprometimentos neurológicos nos hospitais da Rede Sarah Kubitschek, em 1993.

Em seguida, graduou-se em fisioterapia e concluiu a especialização em fisioterapia neurofuncional pela Escola Superior de Ensino Helena Antipoff, da Sociedade Pestalozzi do Rio de Janeiro, em 2003. Elizabeth tem experiência na área de Fisioterapia Neurofuncional com ênfase em Educação Somática e experiência em dança contemporânea com ênfase em dançoterapia. Atua como docente no Instituto Federal de Brasília (IFB) no curso de Licenciatura em Dança.
 
Fonte: UnB

quarta-feira, maio 06, 2009

Álcool e Gravidez

Pesquisas divulgadas pelo CISA alertam para os problemas ocasionados pelo uso de álcool durante a gravidez.

O consumo de bebidas alcoólicas pelas mulheres, realizado com frequência e quantidade cada vez maiores, tem despertado a atenção para a saúde física e a vida social da mulher. Diante deste contexto, a maternidade, que deveria ser um período especial, pode se transformar em uma época de preocupação com a saúde do bebê. Pesquisas divulgadas pelo CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, organização não governamental e uma das principais fontes de dados sobre o tema no País, apontam que o uso de álcool durante a gravidez pode trazer inúmeros problemas para a criança, como hiperatividade, déficit s de atenção, aprendizado e memória.

De acordo com os estudos, diversos fatores podem contribuir para o surgimento de problemas no feto, como padrão de consumo de álcool, metabolismo materno, suscetibilidade genética, período da gestação em que o álcool foi consumido e vulnerabilidade das diferentes regiões cerebrais da criança.

De qualquer forma, sabe-se, atualmente, que os riscos para o feto aumentam com o nível de consumo e a frequência de uso. Em mulheres grávidas que bebem, a alcoolemia fetal é bastante similar à materna, uma vez que a placenta é totalmente permeável à passagem do álcool para o feto.

As mais graves consequências relacionadas ao consumo de álcool durante a gestação são a Síndrome Fetal Alcoólica (SFA) e os Efeitos Relacionados ao Álcool (ERA). A criança com SFA exibe algumas anomalias faciais e apresenta déficit intelectual, além de problemas cognitivos e comportamentais. Já no caso do ERA, existem três formas de manifestação:

- Parcial: crianças que apresentam algumas alterações faciais e comprometimentos neurológicos;

- Malformações congênitas: crianças que apresentam uma ou mais anormalidades congênitas, incluindo anormalidades cardíacas, auditivas, renais e esqueléticas, e;

- Desordem neuropsicomotoras: crianças que apresentam déficits em sua capacidade de aprendizado, especialmente em aritmética e em seu desenvolvimento sócio-emocional.

Outro motivo de preocupação é o consumo de álcool por mulheres no período pré-gestacional. Pesquisa divulgada pelo CISA indica que o uso de álcool na fase pré-gestacional, em padrão binge (ou seja, quatro ou mais doses alcoólicas em uma mesma ocasião), é forte indicador do consumo durante a gravidez. O estudo apontou que, em relação às mulheres que não bebiam, as gestantes que o fizeram em “binge” nos três meses anteriores à concepção foram oito vezes mais prováveis de beber e 36 vezes mais prováveis de beber em “binge” durante a gestação.

Também é válido reforçar que o etanol, presente nas bebidas alcoólicas, é transferido para o leite materno. Desta forma, o álcool eliminado na amamentação de crianças de alcoolistas pode causar efeitos adversos no sono da criança, no desenvolvimento neuromotor e, mais tarde, no aprendizado. A recomendação é para que a mãe que ingeriu bebida alcoólica se abstenha de amamentar nas horas seguintes à ingestão.

Portanto, para aproveitar o momento especial da maternidade e cuidar desde o início da saúde do bebê, a principal recomendação do CISA é que a bebida alcoólica seja evitada durante a gravidez.

Sugestão de entrevistas: Para possíveis matérias sobre este assunto, sugerimos entrevista com Dr. Arthur Guerra de Andrade, presidente do CISA, professor da Universidade de São Paulo (USP), psiquiatra e especialista em dependência química, ou com a Dra. Camila Magalhães Silveira, psiquiatra e coordenadora do CISA.

Sobre o CISA

O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA, organização não governamental lançada em 2004 pelo psiquiatra e especialista em dependência química Arthur Guerra de Andrade, é hoje a maior fonte de informações no País sobre o binômio álcool e saúde. Por meio de seu website (www.cisa.org.br), o CISA dispõe de um banco de dados com mais de 1.600 títulos, desde publicações científicas reconhecidas nacional e internacionalmente, dados oficiais, até notícias publicadas em jornais e revistas destinados ao público em geral. Além de estar comprometido com o avanço do conhecimento na área de saúde e álcool, o Centro também atua na prevenção do abuso e nos problemas do uso indevido da substância, por meio de parcerias e elaboração de materiais de apoio a pais e educadores.

SEGS PORTAL NACIONAL

sábado, março 14, 2009

Afinal não usamos apenas 10% do cérebro

A crença popular de que só utilizamos 10% da nossa capacidade cerebral não passa de um mito criado pelo facto de o cérebro humano ser o sistema vivo mais complexo do Universo.

Quem o diz é João Malva, presidente da Sociedade Portuguesa de Neurociências e investigador da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, questionado pela Lusa a propósito da Semana Internacional do Cérebro, que decorre a partir de domingo em todo o país.

"A actividade do cérebro é extremamente dinâmica, varia a cada milissegundo e é portanto impossível quantificar numa determinada circunstância qual a percentagem que está a ser utilizada" - afirmou.

"A capacidade do cérebro é imensa e funciona de forma integrada e global", pelo que afirmar que só usamos 10% é uma "quantificação perfeitamente ilícita" - acrescentou, em declarações à Lusa.

As técnicas de imagiologia cerebral mostram isso mesmo, ou seja, que todo o cérebro está em actividade permanente e é extremamente mutável, dependendo das diferentes tarefas que a pessoa desempenha num determinado momento.

Além disso, os estudos metabólicos do processamento de químicos cerebrais pelas células indicam que não há partes inactivas deste órgão em condições normais, e mesmo durante o sono.

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terça-feira, julho 15, 2008

Iodo e desempenho escolar

Sara R. Oliveira| 2008-07-14

Estudo "Aporte de iodo em Portugal" centra-se numa amostra de três mil crianças com idades entre os 7 e os 12 anos. Dificuldades de concentração e mau desempenho escolar podem indiciar níveis deficitários do nutriente.

Avaliar a necessidade de introduzir suplementos alimentares de iodo é o principal objectivo do primeiro estudo epidemiológico sobre "Aporte de iodo em Portugal", que está a ser desenvolvido pelo grupo de estudos para a tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM). A pesquisa centra-se agora numa amostra de três mil crianças de todo o país, com idades compreendidas entre os 7 e os 12 anos, através da análise da quantidade de iodo na urina, depois de se ter concluído que 70% das grávidas portuguesas têm carência deste nutriente. Esta foi, aliás, a principal conclusão da primeira etapa do estudo que incidiu nesta população específica, uma vez que é durante a gravidez que as necessidades de iodo são maiores e que níveis baixos do nutriente podem estar na origem de bócio na grávida e no bebé e de perturbações cognitivas no feto. Perante estes dados, os especialistas ponderam as vantagens de voltar a introduzir no mercado a venda de sal iodado.

O mau desempenho escolar pode ser um sinal de baixos níveis de iodo no organismo. Esta é uma das hipóteses do estudo que deverá ter dados conclusivos no final deste ano, quando 50% da amostra tiver sido observada. A pesquisa estará terminada no próximo ano. Falta de apetite e estagnação no crescimento podem estar relacionadas com falta de iodo que está presente em certos pescados, frutos, vegetais e água. A falta de iodo nos mais pequenos implica problemas no desenvolvimento cognitivo e motor que se podem expressar em atrasos psíquicos, dificuldade de concentração e estatura reduzida.

O coordenador deste estudo, João Jácome Castro, explica, numa nota enviada à imprensa, que os elementos reunidos até agora dão nota de que a situação das crianças não será tão preocupante como o caso das grávidas. "No entanto, a amostra analisada é ainda muito reduzida e é provável que a situação se altere. O importante é serem criadas condições para que o aporte de iodo nas crianças seja suficiente e que não tenham de ser os pais a suspeitar de carências, através de sinais exteriores como o atraso no crescimento e falta de aproveitamento escolar", sublinha.

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) apoia a investigação e garante atenção às medidas que conduzam à introdução de suplementos de iodo na alimentação. "É um problema de saúde pública mundial e estamos a acompanhar de perto a situação em Portugal. As conclusões finais deste primeiro estudo epidemiológico são fundamentais para a tomada de posição que viermos a defender", destaca Machado Saraiva, da DGS, no comunicado enviado à imprensa.

A ciência explica que o iodo é um micronutriente utilizado pela tiróide na síntese hormonal e é responsável pelo normal funcionamento de funções vitais como a regulação da temperatura, frequência cardíaca, funcionamento intestinal, força muscular, memória e estados de humor. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que a deficiência de iodo é a "causa evitável mais frequente de doenças mentais e do desenvolvimento". Nestes casos, a UNICEF estima que 41 milhões de recém-nascidos estejam desprotegidos, enquanto a OMS prevê que cerca de 13% da população mundial esteja afectada por doenças causadas por falta de iodo e 30% esteja em risco.

O estudo epidemiológico conta com os apoios do colégio da especialidade de Endocrinologia da Ordem dos Médicos, da DGS, do comité português da UNICEF, e do conselho internacional de controlo dos distúrbios de iodo, contando com o patrocínio institucional da empresa química e farmacêutica Merck.

Educare.pt

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