sábado, novembro 11, 2017

MINAS GERAIS - Cartilha traz diretrizes de funcionamento dos centros de capacitação na área de surdez

Documento apresenta, entre outras coisas, as áreas de abrangência dos CAS, as principais ações e estrutura básica10 de Novembro de 2017 , 16:50 

A partir deste ano, os Centros de Capacitação de Profissionais de Educação e Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS) passam a contar com um documento que traz todas as diretrizes de funcionamento dos centros. “Os CAS já existiam anteriormente, mas a cada ano era uma demanda diferente por alguma orientação específica. Com a nossa experiência e com as demandas que foram surgindo ao longo do tempo, criamos esse documento. Ele é como se fosse o regimento de funcionamento dos centros e funciona também como um projeto político pedagógico para alinhar e dar sustentação da proposta de trabalho que os CAS executam”, destaca a diretora de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação, Ana Regina de Carvalho.

O documento apresenta, entre outras coisas, as áreas de abrangência dos CAS, as principais ações e estrutura básica. Ele também traz diretrizes para o processo de avaliação de tradutores intérpretes que desejam atuar na rede estadual, como ressalta Ana Regina. “Nós também disciplinamos todo o processo de avaliação de tradutor intérprete para atuação na rede estadual. Essa é uma competência que os Centros de Capacitação de Profissionais de Educação e Atendimento às Pessoas com Surdez têm. Esse processo é complexo. Então, fizemos toda uma discussão para discipliná-lo”, conclui Ana Regina.

Os CAS têm por objetivo trabalhar propostas para a educação de surdos. Eles trabalham no aspecto da formação continuada dos professores, oferecendo cursos de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e de Língua Portuguesa como segunda língua para estudantes surdos. Neles também são produzidos materiais didáticos acessíveis ao estudante surdo, como vídeos didáticos em libras, além da capacitação de professores de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Nos dois últimos anos, mais de 1 mil profissionais participaram de alguma capacitação na área da surdez no Estado. No último mês de agosto, 50 alunos surdos de 22 regionais do estado participaram de curso de capacitação de instrutores, promovido pela SEE, em parceria com o CAS de Belo Horizonte.

A Secretaria mantém o funcionamento de cinco CAS, localizados nos municípios de Belo Horizonte, Montes Claros, Varginha, Diamantina e Uberaba. Eles são implantados por resoluções e funcionam anexos a alguma escola estadual que fica responsável pelas questões administrativas. Além deles, também existem dois Núcleos de Capacitação e Apoio Pedagógico às Escolas de Educação Básica nos município de Januária e Governador Valadares.

CLIQUE AQUI para acessar a cartilha com as diretrizes dos CAS.

FONTE: Secretaria da Educação de Minas Gerais

segunda-feira, novembro 06, 2017

Aplicativo de jornal para os surdos é lançado pela TV Ines

O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), órgão do Ministério da Educação, celebra 160 anos de fundação em 2017. Para comemorar a data, a TV Ines lançou o aplicativo do Jornal Primeira Mão, um programa semanal exibido na única emissora brasileira a produzir e transmitir conteúdo em libras e português. O lançamento foi no 16º Congresso Internacional da instituição, que acontece entre esta segunda-feira, 6, e quarta-feira, 8, no Rio de Janeiro.

O aplicativo foi lançado um dia após a realização da primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, que trouxe a reflexão sobre a educação para os surdos no Brasil como o tema da redação. A população de surdos é de mais de 9 milhões de pessoas em todo o país.

Com o aplicativo, a comunidade surda poderá se informar semanalmente, em libras por meio do celular, sobre as principais notícias do país e do mundo. É uma inovação que traz para o universo dos equipamentos móveis uma ferramenta de comunicação visual, factual e informativa.

No ar desde 2013, a TV Ines conta com parceria da Fundação Roquette Pinto Comunicação Educativa, responsável pela TV Escola. É o primeiro canal brasileiro com a proposta de integrar os públicos surdo e ouvinte numa única grade de programação.

São 24 horas de programação disponíveis na web e via satélite e parabólica em todo o território nacional. A produção bilíngue em libras e português é feita por uma equipe de profissionais de televisão surdos, ouvintes, tradutores intérpretes e profissionais do Ines.

O aplicativo do Jornal Primeira Mão já está disponível nas lojas virtuais para Android e iOS.

fonte: MEC

quinta-feira, outubro 19, 2017

SP Rede do Saber Videoconferência "Educação Especial - Procedimentos relacionados à Educação Especial"

Educação Especial  
Profissionais da rede participarão de videoconferência sobre ensino inclusivo. Dia 19/10, às 13h.
Acesse o link da gravação

Nome da Videoconferência: Educação Especial
Data: 19/10/2017
Horário: das 13h às 15h


A rede estadual paulista é pioneira na implantação de políticas de atendimento educacional especializado aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Em busca de uma educação inclusiva, a videoconferência irá orientar os professores da rede sobre procedimentos relacionados à Educação Especial na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Para falar sobre o assunto, estarão presentes Carolina Quedas, técnica do CAPE; Cristiano de Almeida Costa, diretor do CAesp; e Kauê Grecco, assessor técnico de Coordenador.

A transmissão será realizada pela Rede do Saber e a interação poderá ser feita pelo e-mail faleconosco@rededosaber.sp.gov.br.

quarta-feira, agosto 23, 2017

5 Dicas de atividades que estimulam a inclusão das pessoas com deficiência na escola

Com o objetivo de informar a população sobre as necessidades específicas das pessoas com deficiência e desconstruir preconceitos, comemora-se a “Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla” de 21 até o dia 28 de agosto. Instituída em 1964, a Semana é um momento não apenas para refletir sobre a participação, mas também para entender e aceitar a diversidade da sociedade como um caminho para nossa evolução como seres humanos.

As necessidades sociais, educacionais e psicológicas das crianças e jovens com deficiência são praticamente idênticas às das outras crianças e, com exceção das deficiências mais graves, podem ser satisfeitas sem cuidados especiais. Por isso, é bom que a criança estude em escolas regulares e que participe, conforme suas capacidades, das brincadeiras e atividades da escola, aprendendo assim a se relacionar socialmente, aceitando e convivendo com seus limites.

A integração e a inclusão escolar são imprescindíveis para desenvolver seu potencial e exercer seus direitos de cidadão. É evidente que a deficiência impõe cuidados e providências específicas, e que as necessidades psicológicas têm algumas particularidades. Desta forma, o Blog educação selecionou algumas atividades que estimulam a inclusão das pessoas com deficiência na escola. Confira:

Dinâmicas

Quando um aluno com necessidades educacional for integrado em uma escola regular, sugerimos que além das orientações gerais oferecidas pela professora da classe, a mesma possa desenvolver com o grupo algumas dinâmicas, elas facilitem a integração do aluno com necessidades educacionais especializadas.

Jogos

Utilizar jogos, não como instrumento recreativos na aprendizagem, mas como facilitadores, colaborando para trabalhar os bloqueios que os alunos apresentam em relação a alguns conteúdos matemáticos. Como por exemplo, o dominó.

Comunicação por figuras

O Sistema de Comunicação por Figuras – PECS (Pecs- Picture Exchange Communication System), é um método de comunicação mais utilizado com autistas, desde os primeiros anos de vida. Muito popular seu uso em escolas (classes especiais), terapias e em casa. Os PECS são extremamente importantes para os autistas não verbais.

Teatro

Através do teatro não verbal, o aluno irá utilizar o corpo e gestos para transmitir uma mensagem. Outra metodologia é o teatro de vara ou hastes, usado para ampliar vinculo afetivo, descobrindo seu corpo e potencialidades, limites e fortalecendo sua autoestima na relação social ampla. Outra possibilidade é utilizar fantoches, seu potencial mágico ajuda a promover o desenvolvimento integral dos alunos, como convite a contar histórias.

Atividades coordenação motora

Os professores de educação física podem inventar, criar e imaginar atividades esportivas para trabalhar o planejamento motor, coordenação motora e equilíbrio. Atividades baseadas em modalidades olímpicas podem ser bastante divertidas.

Educação Inclusiva

Em Minas Gerais, a rede estadual de ensino, de acordo com dados do Sistema Mineiro de Administração Escolar (Simade), conta com 43.002 alunos matriculados com algum tipo de deficiência – seja física, auditiva, visual ou intelectual -, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidade/superdotação. Desse total, 40.439 são estudantes incluídos em 3.245 escolas regulares; e 2.563 são alunos matriculados em escolas especiais exclusivas (26 unidades).

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE) trabalha em toda a sua rede para que a oferta do ensino seja universal e de maneira inclusiva. Para garantir todo o suporte ao estudante com deficiência, as escolas oferecem o Atendimento Educacional Especializado, que tem por objetivo levar aos alunos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e superdotação/altas habilidades o atendimento especializado que lhes possibilite a participação plena na escola. Esse atendimento, em caráter complementar e de apoio, permite ao aluno um melhor aproveitamento de suas potencialidades, melhorando seu processo de aprendizagem e facilitando a sua inclusão nas classes comuns.

FONTE: 
BLOG EDUCAÇÃO
http://blog.educacao.mg.gov.br/?p=13646

quinta-feira, agosto 17, 2017

SP Rede do Saber Videoconferência "Utilizando o ABA no Contexto Escolar"

Educação especial - Autismo  
Educadores da rede participarão de videoconferência sobre ensino especializado. Dia 17/08, às 13h.
ASSISTA A GRAVAÇÃO

Nome da Videoconferência: Utilizando o ABA no Contexto Escolar
Data: 17/08/2017
Horário: das 13h às 15h


A representante do CAPE (Centro de Apoio Pedagógico Especializado) Carolina Quedas e a especialista e psicóloga da Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social Valéria Mendes Tavitian realizarão uma videoconferência para orientar professores, diretores, vice-diretores, coordenadores e Professores Coordenadores do Núcleo Pedagógico (PCNP), de toda a Rede, para utilização do ABA (Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo) no contexto escolar.

A transmissão será realizada pela Rede do Saber/EFAP, e a interação poderá ser feita pelo e-mail faleconosco@rededosaber.sp.gov.br.

sábado, julho 22, 2017

ENEM - Candidatos deficientes auditivos farão videoprovas com libras

As mídias onde estão gravadas as videoprovas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), traduzidas para a língua brasileira de sinais (Libras), foram enviadas nesta sexta-feira, 21, para a gráfica que fará a reprodução do material. O transporte contou com escolta da Polícia Federal para garantir a segurança e o sigilo das informações. As videoprovas serão aplicadas pela primeira vez no Enem 2017 aos candidatos surdos ou com deficiência auditiva que solicitaram o recurso.

De acordo com a diretora de Gestão e Planejamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Eunice Santos, o transporte das videoprovas é feito com o mesmo aparato de segurança realizado na prova regular.

“As questões da prova do Enem, trabalhadas pelos técnicos do Inep com apoio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foram traduzidas para a linguagem de libras, arquivadas em dispositivo próprio e transportadas em total segurança para a gráfica responsável pela reprodução dos DVDs que serão distribuídos nos dias do exame”, detalha a diretora.

A videoprova é uma das novidades do Enem 2017. O recurso foi escolhido por 1.897 participantes surdos ou com deficiência auditiva com inscrições já confirmadas. Outras opções eram o tradutor-intérprete de libras, que teve 1.489 solicitações, e o recurso de leitura labial, escolhido por mil pessoas. Cerca de 52 mil participantes solicitaram atendimento especializado para o Enem. Desses, 4.957 são deficientes auditivos e 2.184 são surdos.

O novo recurso de acessibilidade do Enem foi desenvolvido pelo Inep em parceria com professores, pesquisadores e especialistas da UFSC e do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), entre outros. Algumas instituições de educação superior têm usado o recurso em seus vestibulares, entre elas a própria UFSC e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Funcionamento – Cada participante receberá um notebook para fazer as provas. As orientações, os enunciados das questões e as alternativas de respostas serão apresentadas em libras, por meio de vídeos gravados em DVDs. O menu do vídeo é simples, fácil e autoexplicativo. Junto com o notebook e os DVDs, o participante também receberá o caderno de questões, a folha de redação e cartão-resposta, onde deverá marcar as respostas. O participante poderá escolher qual área do conhecimento fazer primeiro e poderá assistir aos vídeos na ordem que preferir.

A prova será aplicada em ambientes especialmente preparados para garantir sigilo, autonomia e segurança. A sala poderá ter até 20 participantes usando o recurso, e nela atuarão dois intérpretes, três fiscais e um técnico de informática. Os intérpretes farão a mediação entre ouvintes e usuários de libras. Esses profissionais não vão auxiliar os participantes na tradução das questões da prova.

A videoprova terá o mesmo número, ordem e valor de questões da prova regular, além da garantia de qualidade e normas de segurança máxima de todas as provas do Enem. Só não serão integralmente traduzidas as questões de língua estrangeira moderna. Nesses casos, somente os trechos originalmente em português serão traduzidos para libras.

Treino – Para que os participantes possam se familiarizar com o novo recurso antes da aplicação das provas do Enem, podem praticar em 60 questões de edições anteriores do exame, disponíveis na página da UFSC na internet. A única diferença entre o simulado e a prova é que as respostas às questões do estudo podem ser marcadas no próprio computador, e no Enem elas deverão ser marcadas no cartão-resposta.

Acesse as questões das edições anteriores, em libras

FONTE: MEC

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