quinta-feira, maio 18, 2017

SP Rede do Saber Videoconferência "Educação especial - Autismo"

Educação especial - Autismo  
Educadores da rede participarão de videoconferência sobre ensino especializado. Dia 18/05, às 13h.

Nome da Videoconferência: Educação Especial - Autismo
Data: 18/05/2017
Horário: das 13h às 15h


Carolina Quedas, representante do CAPE (Centro de Apoio Pedagógico Especializado), com Andresa Libertado, PCNP da Diretoria de Ensino de Guarulhos-Sul, realizarão videoconferência para orientar professores, coordenadores, supervisores e diretores de escola da rede para o trabalho com alunos autistas, com enfoque nas avaliações do processo de ensino e aprendizagem.

A transmissão será realizada pela Rede do Saber/EFAP, e a interação poderá ser feita pelo e-mail faleconosco@rededosaber.sp.gov.br.

terça-feira, maio 09, 2017

MINAS GERAIS - SEE altera critérios de classificação para designação da Educação Especial

Resolução modificou os itens 10, 11 e 12 do anexo IV, seção IV, da Resolução SEE nº 3.118, de 17 de novembro de 2016

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) alterou os critérios de classificação para designação de professores para a Educação Especial. As novas regras foram definas pela Resolução SEE nº 3.417, de 05 de maio de 2017, publicada na edição do último sábado (06/05) do Diário Oficial de Minas Gerais.

A nova resolução alterou os critérios de classificação constantes nos itens 10, 11 e 12 do anexo IV, seção IV, da Resolução SEE nº 3.118, de 17 de novembro de 2016, igualando a Pedagogia com ênfase em Necessidades Educacionais Especiais ou em Educação Especial com a pós-graduação em Educação Especial. “É dar o entendimento de que os candidatos possuindo a qualificação exigida, seja a Pedagogia com ênfase ou não, a pós-graduação, licenciatura ou os cursos de qualificação profissional, podem concorrer e preencher as vagas existentes”, explica a diretora de Educação Especial da SEE, Ana Regina de Carvalho.

Os itens 10, 11 e 12 referem-se, respectivamente, ao cargo de Professor de Educação Básica para as funções de Guia Intérprete; de Apoio à Comunicação, Linguagens e Tecnologias Assistivas; e para atuar no Atendimento Especializado (AEE) – Sala de Recursos. Os novos critérios podem ser conferidos aqui.

De acordo com o artigo 2º da Resolução SEE nº 3.417, ficam mantidas, até a vacância do cargo, as designações que ocorreram e tiveram como referência a resolução anterior. “Essas mudanças atingem apenas os candidatos que lograrão vaga após a data de publicação da nova resolução”, ressalta Ana Regina de Carvalho.

A Secretaria de Estado de Educação, conforme o artigo 3º da Resolução SEE nº 3.417, emitiu uma nova classificação dos candidatos inscritos para os cargos constantes nos itens 10, 11 e 12, que sofreram modificação em seus critérios de classificação. A lista pode ser conferida no www.designaeducacao.mg.gov.br.

FONTE: SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

segunda-feira, abril 24, 2017

ENEM 2017 - Candidatos surdos terão auxílio e receberão orientação na prova

Pela primeira vez, candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) surdos ou com alguma deficiência auditiva poderão contar com vídeos e tradutores especializados na língua brasileira de sinais (libras) para orientações durante a prova. É necessário que o participante informe a necessidade de atendimento especial ainda no ato da inscrição.

De acordo com a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, a inciativa tem caráter experimental e visa atender uma demanda antiga dessa população. “É a primeira vez que o fazemos, para atender também prerrogativas legais e o anseio dessa população”, disse.

As provas dos participantes surdos ou deficientes auditivos serão realizadas em salas adaptadas e separadas dos demais candidatos. Cada uma terá até seis participantes e dois intérpretes. Maria Inês Fini explica que os intérpretes terão por função esclarecer dúvidas que não interfiram nas respostas às questões, assim como traduzir informações gerais sobre a aplicação transmitidas pelos chefes de sala, que também atuam nessas salas. O Inep esclarece, ainda, que no caso dos participantes com surdo-cegueira são oferecidos guia-intérprete, prova ampliada, prova superampliada, prova em braille, tradutor-intérprete de libras, leitura labial, ledor, transcritor e sala de fácil acesso.

Vale observar que os candidatos com deficiências como surdez, cegueira, déficit de atenção, dislexia e discalculia ou outra condição especial também poderão solicitar tempo adicional. Da mesma maneira, este requerimento deve ser feito no ato da inscrição com apresentação de laudo comprobatório. “Até o ano passado, ele podia fazê-lo ao fiscal do local de aplicação. Este ano, terá de fazê-lo no ato da inscrição. A inserção de laudo comprobatório da deficiência ou de outra condição especial também deverá ser feita no ato de inscrição. E o resultado da análise desses laudos deverá ser consultado na página do participante”, acrescentou Maria Inês Fini. Gestantes e idosos poderão, igualmente, solicitar atendimento especializado.

O Enem 2017 será realizado nos dias 5 e 12 de novembro, que correspondem a dois domingos consecutivos. As inscrições estarão abertas de 8 a 19 de maio.

fonte: MEC

Decreto nº 9.034, de 20/04/2017 - Inclui Pessoas com Deficiência nas Cotas para Ingresso nas Universidades e Instituições Federais


Altera o Decreto nº 7.824, de 11 de outubro de 2012, que regulamenta a Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, que dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio. 

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição, e tendo em vista o disposto nos art. 3º e art. 5º da Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, 

DECRETA: 

Art. 1º O Decreto nº 7.824, de 11 de outubro de 2012, passa a vigorar com as seguintes alterações:

"Art. 2º 
..................................................................................... 

II - as vagas de que trata o art. 1º da Lei nº 12.711, de 2012, serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados pretos, pardos e indígenas e por pessoas com deficiência, nos termos da legislação pertinente, em proporção ao total de vagas, no mínimo, igual à proporção respectiva de pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência na população da unidade federativa onde está instalada a instituição, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. .............................................................................................." (NR)

"Art. 3º .................................................................................... 

II - as vagas de que trata o art. 4º da Lei nº 12.711, de 2012, serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados pretos, pardos e indígenas e por pessoas com deficiência, nos termos da legislação pertinente, em proporção ao total de vagas, no mínimo, igual à proporção respectiva de pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência na população da unidade federativa onde está instalada a instituição, segundo o último censo do IBGE." (NR) 

"Art. 9º .................................................................................... 

I - a forma de apuração e comprovação da renda familiar bruta de que tratam o inciso I do caput do art. 2º e o inciso I do caput do art. 3º; 

II - as fórmulas para cálculo e os critérios de preenchimento das vagas reservadas de que trata este Decreto; e

III - a forma de comprovação da deficiência de que trata o inciso II do caput do art. 2º e o inciso II do caput do art. 3º se dará nos termos da legislação pertinente." (NR) 

Art. 2º O Ministério da Educação editará, no prazo de noventa dias, contado da data de publicação deste Decreto, os atos complementares necessários à aplicação dos critérios de distribuição das vagas de que trata o art. 1º. 

Parágrafo único. Até a publicação dos critérios de distribuição referidos no caput, a reserva de vagas, pelas instituições de ensino, seguirá a sistemática adotada no concurso seletivo imediatamente anterior. 

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 20 de abril de 2017; 196º da Independência e 129º da República. 

MICHEL TEMER 
José Mendonça Bezerra Filho

Publicado no Diário Oficial da União de 24 de abril de 2017

Sistema de cotas é regulamentado para estudantes com deficiência

Pessoas com deficiência que almejam ingressar nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio poderão, a partir de agora, concorrer a vagas pelo sistema de cotas. A novidade foi confirmada com o Decreto nº 9.034, publicado nesta segunda-feira, 24, pelo Diário Oficial da União. A legislação que rege os cotistas já garantia cotas a estudantes oriundos de escolas públicas, de baixa renda, negros, pardos e indígenas.

O coordenador-geral de programas de educação superior do MEC, Fernando Bueno, explica que o adendo foi necessário para se adequar à nova legislação vigente. “Em dezembro de 2016, foi publicada a Lei nº 13.409, que alterou a lei de cotas”, lembra. “Como o Decreto nº 7.824 não contemplava esse público [pessoas com deficiência], foi preciso propor uma mudança. O decreto estava desatualizado em relação à nova redação da lei.”

Cotas – A lei de cotas garante a reserva de, no mínimo, 50% das vagas por curso e turno nas universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia a alunos oriundos integralmente do ensino médio público, em cursos regulares ou da educação de jovens e adultos. Os demais 50% das vagas permanecem para ampla concorrência.

O decreto que atualiza a lei de cotas pode ser visto na página do Diário Oficial da União.

FONTE: MEC

sexta-feira, abril 21, 2017

Um robô contra o autismo

Matéria da ISTO É Independente
http://istoe.com.br/um-robo-contra-o-autismo/

Criado na Inglaterra, Kaspar estimula as crianças a superarem desafios típicos do transtorno, como a dificuldade de interagir com outras pessoas

Kaspar tem o tamanho de uma criança de quatro anos e responde a estímulos táteis. Quando o toque é apropriado, reage com animação e empatia. Se passa do limite, afasta-se e se recolhe. Esta é uma das habilidades do robô criado na Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra, para ajudar no tratamento de meninos e meninas autistas. Nos Estados Unidos, no último episódio da temporada de Vila Sésamo, exibido há duas semanas, Garibaldo e sua turma foram apresentados à Júlia, portadora da síndrome. No clima descontraído do programa, os velhos personagens aprendem a conhecer a nova amiga e a fazer dela mais uma parte da divertida gangue.

A chegada de Kaspar e de Julia ao tratamento do autismo faz parte do esforço para preparar cada vez mais as crianças para dividirem os ambientes familiares, sociais e profissionais com todos os que não apresentam a condição. A inclusão estimula melhoras e contribui para reduzir o estigma, mas não é algo simples. O Transtorno do Espectro Autista é composto por diversos distúrbios de desenvolvimento, caracterizado por uma ampla variedade de sintomas e de intensidade desses sinais. Alguns dos mais marcantes são justamente a pouca ou nenhuma habilidade de reconhecer as respostas alheias a gestos ou expressões faciais e de interagir com as pessoas. Limitações assim podem prejudicar seriamente a capacidade da pessoa autista de manter vínculos emocionais e sociais.

Nos testes feitos até hoje na Universidade de Hertfordshire com quase duas centenas de crianças, o robô Kaspar mostrou que cumpre bem seu papel de treinar a criança para interagir em situações cotidianas. “Brincar de alimentá-lo ajudou uma delas a relaxar e fazer pela primeira vez uma refeição junto com os amigos da escola”, contou à ISTOÉ Ben Robins, um dos criadores do robô. “Outra aprendeu a comunicar melhor os sentimentos após explorar as funções ´triste´e ´feliz´de Kaspar.”

Vila Sésamo

Os cientistas tomaram cuidados especiais na confecção do robô. O objetivo era deixar claro para as crianças que se tratava de um brinquedo, e não de uma pessoa. Por isso, tem formas muito parecidas com as humanas – nariz, olhos, boca – , mas também óbvios componentes não-humanos. Entre eles, peças visíveis de metal e sons audíveis de motores. “Acreditávamos que isso facilitaria o contato físico das crianças como ele, especialmente o toque e o olhar direto”, explicou Robins.

O robô começará a ser testado no Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde, órgão do governo inglês que tem por objetivo estudar tecnologias com potencial para serem incorporadas na rede de atendimento. Serão dois anos acompanhando cerca de 250 crianças entre 5 e 10 anos. No Brasil, ainda não há nada parecido. A informação sobre o recurso, no entanto, entusiasma quem lida no dia a dia com as dificuldades de inclusão enfrentadas por autistas. “Ajuda as crianças e também pais e professores”, afirma Ana Maria Mello, superintendente da Associação Brasileira de Autismo.

Júlia, a boneca de Vila Sésamo, apresenta reações muito típicas. Demora a responder quando chamada pelos amigos, não se engaja de primeira na brincadeira do esconde-esconde e tem uma crise quando escuta o som alto de uma sirene. Os amigos estranham, mas entendem que Júlia é assim. E aos poucos encontram uma forma de integrar a nova companheira ao grupo.

O NÓ DO DIAGNÓSTICO

Um dos principais obstáculos ao tratamento é a identificação do transtorno, de sintomas amplos e de intensidade muito variável. Alguns dos principais

1. Comportamentos repetitivos

2. Concentrar atenção em movimentos como mover objetos ou parte deles

3. Ter interesse em assuntos específicos (números ou fatos históricos, por exemplo)

4. Reagir negativamente à mudança de rotina

5. Não responder ou demorar a reagir quando chamado

6. Repetir palavras ou sons

7. Apresentar dificuldade para entender a reação das outras pessoas

Novo teste

Um exame criado no Instituto Politécnico Rensselaer (EUA) mostrou 98% de eficácia na determinação do risco de desenvolvimento do transtorno

Como funciona

Analisa a concentração no sangue de 24 substâncias associadas ao transtorno
Foi checado em 83 crianças entre 3 e 10 anos com autismo e 76 não portadoras
O método detectou corretamente 98% das autistas e 96% das que não manifestavam a síndrome

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