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quarta-feira, maio 26, 2021

ACESSIBILIDADE - Ines produz materiais didáticos e paradidáticos acessíveis a surdos por meio do DIDAPS

Ferramentas possibilitam o processo de aprendizagem em Ciências Naturais na perspectiva da educação bilíngue inclusiva.

O grupo de pesquisa Desenvolvimento de Instrumentos Didáticos Acessíveis na Perspectiva Surda (DIDAPS) do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) foi criado com o objetivo produzir materiais didáticos e paradidáticos acessíveis a surdos, de modo que possibilitem o seu processo de aprendizagem em Ciências Naturais na perspectiva da educação bilíngue inclusiva.

Por meio do DIDAPS, o Ines produz conteúdos didáticos nos mais variados formatos. O videolivro "Um menino do Brasil", por exemplo, conta a história de um menino surdo de origem humilde, que teve uma oportunidade de inclusão na escola. O livro foi escrito em língua portuguesa pela autora Carla Silva Souza e adaptado para Libras pela equipe DIDAPS.

domingo, setembro 27, 2015

SP - Espaço Virtual de Educação Bilíngue

SME lança espaço em comemoração ao Dia Nacional dos Surdos.


O dia 26 de setembro é o Dia Nacional dos Surdos. A data foi instituída pela Lei Federal n º 11.796, de 29 de outubro de 2008 e marca as lutas históricas pela garantia de direitos das pessoas surdas: dignidade, cidadania, educação, saúde, trabalho, melhores condições de vida e acessibilidade.

Para comemorar a data, a Secretaria Municipal de Educação (SME), por meio da Diretoria de Orientação Técnica – Educação Especial, lançou o “Espaço Virtual de Educação Bilíngue”.

Este é um espaço de pesquisa e compartilhamento de materiais que ajuda Professores Bilíngues, Intérpretes de Libras, Guias-Intérpretes, Instrutores de Libras e toda a comunidade escolar a se informar e se formar para atuar em favor da educação bilíngue para surdos.

Através do Espaço Virtual de Educação Bilíngue é possível acessar dicionários, glossários e aplicativos, produções acadêmicas, material sobre acessibilidade, inclusão e legislação, bem como vídeos, aulas e filmes que envolvem a temática, promover o estudo e discussão das práticas que focalizem o ensino do português como segunda língua visando um letramento adequado por parte dos estudantes surdos.

Segundo Renata Garcia, Coordenadora do Núcleo de Educação Especial da SME, o Espaço representa o compromisso da SME com a oferta, valorização e intensificação da educação bilíngue: em Língua Brasileira de Sinais – Libras como primeira língua e na modalidade escrita da Língua Portuguesa como segunda língua no município de São Paulo.

Na implementação da educação bilíngue Rede Municipal de Ensino (RME), há que se destacar ainda as seguintes ações: formação continuada dos profissionais da RME, em especial dos educadores que atuam com educandos e educandas surdos das Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS), Unidades Polo de Educação Bilíngue, Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAI) e Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão (CEFAI); ensino de Libras; contratação de Instrutores de Libras, Intérpretes de Libras e Guias-Intérpretes; ampliação da carga horária do componente curricular “Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS” nas EMEBSs e introdução da docência compartilhada – professor regente de LIBRAS e professor bilíngue nas EMEBSs, produção da Nota Técnica nº 10 “Especificidade linguística dos estudantes surdos e ensino de Libras – Língua Brasileira de Sinais nas EMEBSs – Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos” do Programa Mais Educação São Paulo, formação nas EMEBS e Escolas Polo sobre a Deficiência Múltipla, dentre outras.


Segundo dados de 2015, a Rede Municipal de Ensino atende 1.417 educandos e educandas com surdez e 11 surdocegos.

Acesse aqui o Espaço Virtual de Educação Bilíngue.
 
fonte: Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

segunda-feira, dezembro 17, 2012

SP - Secretaria lança o novo e inédito Caderno de Apoio e Aprendizagem de Libras

DO PORTAL DA SECRETARIA MUNICIAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO

A Secretaria Municipal de Educação lançou, no último dia 13, no CEU São Rafael, o Caderno de Apoio e Aprendizagem – Língua Brasileira de Sinais. É o primeiro material do país para o ensino de libras produzido por uma rede municipal de educação.

“A elaboração dos Cadernos de Apoio e Aprendizagem está articulada com as Orientações Curriculares – Expectativas de Aprendizagem de Libras e possibilitará aos alunos e professores trabalharem os aspectos específicos relacionados à Língua Brasileira de Sinais, assim como os aspectos relacionados à cultura, à identidade e à comunidade surda”, explica Silvana Drago, coordenadora da Divisão de Orientação Técnica – Educação Especial da secretaria.

O material já chegou às escolas. Contempla do 1º ao 5º ano do Ciclo I e é voltado para alunos e professores das Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS), das escolas-polo e das Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAIs) que atendem estudantes com deficiência auditiva. Os livros do professor são acompanhados ainda de DVDs, com textos em libras pertencentes a todos os gêneros literários.

Os cadernos estão disponíveis para download no Portal da Educação, na página da Biblioteca Pedagógica (link de Publicações da DOT – Cadernos de Apoio e Aprendizagem). Eles também podem ser consultados ou solicitados para empréstimo na biblioteca da secretaria (rua Diogo de Faria, 1.247, sala 115).

Programa Inclui – A iniciativa faz parte do maior e mais completo programa de inclusão em escolas do país – o Inclui. O piloto foi lançado em setembro de 2010 e, hoje, 18 mil alunos com necessidades educacionais especiais são atendidos por professores qualificados, com material didático adequado e Transporte Escolar Gratuito (TEG) Acessível.

Nos últimos cinco anos, mais de 33 mil educadores passaram por formação e outros 400 fizeram cursos de pós-graduação. Nas escolas, 1,3 mil estagiários de Pedagogia atuam com os regentes das classes comuns. Além disso, 700 Auxiliares de Vida Escolar (AVEs) acompanham alunos com deficiências severas e que não têm autonomia para alimentar-se, fazer a própria higiene e locomover-se. E para manter a qualidade do trabalho, supervisores técnicos visitam as escolas, orientando os AVEs e prescrevendo mobiliário adaptado.

A Rede Municipal de Ensino de São Paulo conta ainda com 13 Centros de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (CEFAIs), onde atuam mais de 50 Professores de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (PAAIs). Eles realizam um trabalho itinerante junto às escolas. Além disso, uma equipe multiprofissional faz avaliação e acompanhamento dos alunos e, juntamente com os CEFAIs, apoiam as famílias e equipes escolares. Outro avanço na rede foi a ampliação do apoio pedagógico especializado. Desde o lançamento do programa, foram criadas ainda novas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAIs) nas escolas regulares, totalizando 380 espaços com toda a estrutura necessária para o atendimento dos alunos com necessidades educacionais especiais no contraturno escolar.

Para ir à escola e a atividades fora do horário regular de aula, esses estudantes contam com o Transporte Escolar Gratuito (TEG). Além dos convencionais, 210 veículos são acessíveis. É preciso também garantir acessibilidade ao currículo. Para isso, foi produzida pela Secretaria Municipal de Educação uma série de documentos que orienta os educadores que atuam com diferentes tipos de deficiência e/ou transtornos. Os livros distribuídos pelo Minha Biblioteca – programa que entrega livros a cada ano para todos os estudantes da rede municipal, para que eles formem uma biblioteca pessoal – também têm versões em Braile, áudio e em formato digital.

Saindo na frente – Em novembro de 2011, a Prefeitura de São Paulo deu mais um passo importante no trabalho de inclusão nas escolas e assinou um decreto que instituiu as Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS), transformando as seis escolas de Educação Especial (EMEEs) em espaços onde a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a primeira língua. As novas escolas bilíngues contam com professores especialistas e Instrutores de Libras que ensinam a língua de sinais paraalunos, professores, pais e comunidade.

Dos 18 mil alunos matriculados na rede que apresentam necessidades educacionais especiais, 1,3 mil estão matriculados nas escolas bilíngues, entre eles crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez, surdez com outras deficiências associadas e surdocegueira.

A opção pelo tipo de atendimento continua sendo da família, que poderá matricular o aluno em uma escola bilíngue, em uma escola regular ou em uma escola-polo.

sexta-feira, novembro 11, 2011

SP - Prefeitura assina decreto que institui escolas bilíngues

Do Portal da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo:

Nesta quinta-feira (10), a Prefeitura de São Paulo dá mais um passo importante no sentido de fazer da escola um lugar onde todos possam aprender bem, independente de suas necessidades educacionais. Hoje, será assinado um decreto que institui as Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS) na capital paulista, transformando as seis escolas de Educação Especial (EMEE) em espaços onde a Língua Brasileira de Sinais (Libras) será a primeira língua, oferecendo aos surdos toda a estrutura necessária para que eles possam ter acesso a todo conteúdo de forma adequada, e possam vivenciar plenamente a cultura surda.

A língua de sinais é a base da constituição dos sujeitos surdos e, ao ser assumida nos espaços educacionais para a instrução e comunicação, o desenvolvimento e desempenho dos alunos são significativamente melhores. Pensando nisso, a Secretaria Municipal de Educação começou a planejar em 2007 a reestruturação das EMEEs, tendo como foco a organização curricular na perspectiva bilíngue, com produção de material pedagógico específico – entre eles as Orientações Curriculares e Expectativas de Aprendizagem em Libras e em Língua Portuguesa para Pessoa Surda –, formação dos profissionais e definição de novos critérios de avaliação.


As novas Escolas Bilíngues contarão com professores especialistas – cerca de 100 profissionais já participaram de curso de pós-graduação com ênfase em surdez, e outros 150 iniciarão sua formação ainda este ano –, Instrutores de Libras que ensinarão a língua de sinais para alunos, professores, pais e comunidade, e Intérpretes e Guia Intérpretes de Libras que mediarão a comunicação. Além disso, como a Educação Bilíngüe é baseada também na Pedagogia Visual, a Secretaria investe na aquisição de recursos que favorecem a ‘visualidade’ das atividades, como câmeras de filmagem e aparelhos multimídia e de projeção.


Dos mais de16 mil alunos matriculados na Rede Municipal de Ensino de São Paulo que apresentam necessidades educacionais especiais (NEE), quase 1,3 mil estão matriculados nas escolas que passam a ser bilíngues, entre eles crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez, surdez com outras deficiências associadas e surdocegueira. A opção pelo tipo de atendimento continua sendo da família, que poderá matricular o aluno em uma Escola Bilíngue, em uma Escola-Pólo – que é uma escola regular, inclusiva bilíngüe, que contará com a mesma estrutura para o atendimento ao surdo, e continuará atendendo também alunos ouvintes – ou em uma escola regular.


Programa Inclui - A mudança faz parte das ações do programa Inclui, o maior e mais completo programa de inclusão nas escolas que foi lançado pela Secretaria Municipal de Educação em setembro de 2010, com o objetivo tornar as escolas municipais da capital paulista cada vez mais adaptadas e acolhedoras. Educadores passam por formação constante; estudantes de Pedagogia apóiam os professores em sala de aula; 500 Auxiliares de Vida Escolar (AVEs) acompanham alunos com deficiências severas e que não têm autonomia para alimentar-se, fazer a própria higiene e locomover-se; mobiliários e equipamentos específicos para atender as necessidades dos alunos. O TEG Acessível também foi ampliado e hoje conta com cerca de 190 veículos adaptados circulando pela capital.

Outra novidade é a ampliação do apoio pedagógico especializado. Serão criadas pelo menos mais 57 novas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAIs) nas escolas regulares, além das 343 já existentes. É preciso também garantir acessibilidade ao currículo. Hoje já existem diversos materiais próprios para alunos com deficiências. Os novos Cadernos de Apoio e Aprendizagem, distribuídos aos estudantes e professores da rede em março deste ano, também serão entregues na versão Braile aos alunos cegos. Os livros, que são distribuídos pelo Minha Biblioteca – programa que entrega aos estudantes dois títulos a cada ano para que ele forme uma biblioteca pessoal – também têm versões em Braile, áudio e em formato digital.


Festival de surdos – A assinatura do Decreto será feita durante o penúltimo dia do VI Festival Esportivo e Cultural de Alunos Surdos, que reúne estudantes da rede municipal de SP e de escolas e instituições públicas e privadas da Capital e de outros municípios da Grande São Paulo. O evento começou no dia 29 de setembro e promove atividades recreativas, oficinas e competições de xadrez, handebol, futsal e atletismo até dia 11. Nesta quinta-feira, os participantes também assistirão ao espetáculo de mímica O X da Questão, com os atores Alberto Gaus e Vanderli Santos.


Criado em 2005, o Festival tem por objetivo promover a integração e o intercâmbio entre alunos surdos. E, desse modo, pretende ampliar as oportunidades de socialização, aquisição de hábitos saudáveis, treinamento e utilização das regras esportivas. Além de difundir a prática das várias modalidades esportivas, favorecendo o surgimento de novos talentos do esporte e da cultura surda, a vivência no uso de LIBRAS é outro ponto importante do Festival. Este ano, o evento conta com mais de 2 mil participantes.

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