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sexta-feira, novembro 11, 2011

SP - Prefeitura assina decreto que institui escolas bilíngues

Do Portal da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo:

Nesta quinta-feira (10), a Prefeitura de São Paulo dá mais um passo importante no sentido de fazer da escola um lugar onde todos possam aprender bem, independente de suas necessidades educacionais. Hoje, será assinado um decreto que institui as Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS) na capital paulista, transformando as seis escolas de Educação Especial (EMEE) em espaços onde a Língua Brasileira de Sinais (Libras) será a primeira língua, oferecendo aos surdos toda a estrutura necessária para que eles possam ter acesso a todo conteúdo de forma adequada, e possam vivenciar plenamente a cultura surda.

A língua de sinais é a base da constituição dos sujeitos surdos e, ao ser assumida nos espaços educacionais para a instrução e comunicação, o desenvolvimento e desempenho dos alunos são significativamente melhores. Pensando nisso, a Secretaria Municipal de Educação começou a planejar em 2007 a reestruturação das EMEEs, tendo como foco a organização curricular na perspectiva bilíngue, com produção de material pedagógico específico – entre eles as Orientações Curriculares e Expectativas de Aprendizagem em Libras e em Língua Portuguesa para Pessoa Surda –, formação dos profissionais e definição de novos critérios de avaliação.


As novas Escolas Bilíngues contarão com professores especialistas – cerca de 100 profissionais já participaram de curso de pós-graduação com ênfase em surdez, e outros 150 iniciarão sua formação ainda este ano –, Instrutores de Libras que ensinarão a língua de sinais para alunos, professores, pais e comunidade, e Intérpretes e Guia Intérpretes de Libras que mediarão a comunicação. Além disso, como a Educação Bilíngüe é baseada também na Pedagogia Visual, a Secretaria investe na aquisição de recursos que favorecem a ‘visualidade’ das atividades, como câmeras de filmagem e aparelhos multimídia e de projeção.


Dos mais de16 mil alunos matriculados na Rede Municipal de Ensino de São Paulo que apresentam necessidades educacionais especiais (NEE), quase 1,3 mil estão matriculados nas escolas que passam a ser bilíngues, entre eles crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez, surdez com outras deficiências associadas e surdocegueira. A opção pelo tipo de atendimento continua sendo da família, que poderá matricular o aluno em uma Escola Bilíngue, em uma Escola-Pólo – que é uma escola regular, inclusiva bilíngüe, que contará com a mesma estrutura para o atendimento ao surdo, e continuará atendendo também alunos ouvintes – ou em uma escola regular.


Programa Inclui - A mudança faz parte das ações do programa Inclui, o maior e mais completo programa de inclusão nas escolas que foi lançado pela Secretaria Municipal de Educação em setembro de 2010, com o objetivo tornar as escolas municipais da capital paulista cada vez mais adaptadas e acolhedoras. Educadores passam por formação constante; estudantes de Pedagogia apóiam os professores em sala de aula; 500 Auxiliares de Vida Escolar (AVEs) acompanham alunos com deficiências severas e que não têm autonomia para alimentar-se, fazer a própria higiene e locomover-se; mobiliários e equipamentos específicos para atender as necessidades dos alunos. O TEG Acessível também foi ampliado e hoje conta com cerca de 190 veículos adaptados circulando pela capital.

Outra novidade é a ampliação do apoio pedagógico especializado. Serão criadas pelo menos mais 57 novas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAIs) nas escolas regulares, além das 343 já existentes. É preciso também garantir acessibilidade ao currículo. Hoje já existem diversos materiais próprios para alunos com deficiências. Os novos Cadernos de Apoio e Aprendizagem, distribuídos aos estudantes e professores da rede em março deste ano, também serão entregues na versão Braile aos alunos cegos. Os livros, que são distribuídos pelo Minha Biblioteca – programa que entrega aos estudantes dois títulos a cada ano para que ele forme uma biblioteca pessoal – também têm versões em Braile, áudio e em formato digital.


Festival de surdos – A assinatura do Decreto será feita durante o penúltimo dia do VI Festival Esportivo e Cultural de Alunos Surdos, que reúne estudantes da rede municipal de SP e de escolas e instituições públicas e privadas da Capital e de outros municípios da Grande São Paulo. O evento começou no dia 29 de setembro e promove atividades recreativas, oficinas e competições de xadrez, handebol, futsal e atletismo até dia 11. Nesta quinta-feira, os participantes também assistirão ao espetáculo de mímica O X da Questão, com os atores Alberto Gaus e Vanderli Santos.


Criado em 2005, o Festival tem por objetivo promover a integração e o intercâmbio entre alunos surdos. E, desse modo, pretende ampliar as oportunidades de socialização, aquisição de hábitos saudáveis, treinamento e utilização das regras esportivas. Além de difundir a prática das várias modalidades esportivas, favorecendo o surgimento de novos talentos do esporte e da cultura surda, a vivência no uso de LIBRAS é outro ponto importante do Festival. Este ano, o evento conta com mais de 2 mil participantes.

segunda-feira, julho 18, 2011

SP Programa Inclui promove curso inédito para pais

Entre os dias 11 e 15 de julho, o Inclui - maior e mais completo programa de inclusão do País, criado pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo em setembro de 2010 – deu mais um passo na caminhada por uma escola mais adaptada e acolhedora, que oferece Educação de qualidade para todos.

Durante cinco dias, foram providos encontros inéditos com pais e familiares dos alunos com necessidades Educacionais Especiais (NEE) em cada uma das 13 Diretorias Regionais de Educação (DRE) da cidade. Os encontros apresentaram as diferentes etapas de atendimento a esses alunos e a forma como ocorre a evolução escolar. Os pais também puderam aprender sobre os cuidados adequados que devem ter os deficientes e conhecer a atuação dos Auxiliares de Vida Escolar (AVEs), profissionais que acompanham os alunos com deficiências severas, que não têm autonomia para alimentar-se, fazer a própria higiene e locomover-se.


A formação foi realizada pelos os profissionais da saúde que integram a equipe multidisciplinar em cada região da cidade. Esse grupo faz parte do Rede – um dos sete projetos do Programa Inclui –, desenvolvido em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).


A equipe, que trabalha em conjunto com os Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão (CEFAIs) das DREs, conta com médicos, fonoaudiólogos, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e outros especialistas. Além de fazer a avaliação e acompanhamento dos alunos, eles fazem a regulação com os serviços de saúde, fazendo a ponte entre as famílias e esses serviços, para garantir a continuidade dos atendimentos necessários ao pleno desenvolvimento das crianças e jovens.


Nesta primeira rodada de encontros, a idéia foi compor grupos menores, para que o curso se tornasse uma espécie de roda de conversa, deixando os participantes mais a vontade para fazerem perguntas, tirarem dúvidas e exporem seus casos. Para Silvana Drago, coordenadora do inclui, a iniciativa de reunir pais e familiares e profissionais é muito importante. “É uma excelente forma de melhorar ainda mais a relação entre casa e escola, beneficiando ainda mais essas crianças e jovens que estudam nas escolas municipais.” Em cada diretoria regional, os CEFAIs convidaram cerca de 40 pais para a formação, priorizando os casos mais severos e as famílias que mais necessitavam de esclarecimentos.

É o caso do vendedor José Ailton Costa, pai de Solaine Vitoria Soares. A criança foi adotada há cerca de 7 meses e estuda há 3 na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Afonso Sardinha, em Pirituba. Além de adaptarem a casa para receber Solaine, que aos 4 anos ainda não teve a deficiência diagnosticada com precisão, José e sua esposa também estão aprendendo a melhor forma de cuidar dela e para ele o curso fará toda a diferença. “Esse tipo de ação é muito importante, principalmente para pessoas como nós, que nunca tivemos contato com deficientes”, diz. “É tudo novo e precisamos dessa orientação profissional. Na escola sabemos que ela tem todo o apoio que precisa, mas em casa ela também precisa se sentir bem. Saio daqui mais confiante.”


Ana Suzi Pereira, que, como José, participou do encontro na DRE Pirituba, ficou mais confiante com as informações que recebeu. “Senti segurança em tudo que ouvi, o que me faz ficar mais segura também e isso faz toda a diferença para os nossos filhos. Estou super feliz com essa chance!”, completa a mãe da menina Ana Carolina Pereira, 10 anos, que estuda na EMEF City Jaraguá IV, no Jaraguá.


A fisioterapeuta Ana Beatriz Silva Lima, que integra a equipe multidisciplinar que atende a região fez questão de destacar a importância dos pais caminharem com a escola no desenvolvimento dos alunos com necessidades especiais. “Os pais e as pessoas que cercam essas crianças e jovens também fazem parte do nosso trabalho. Na verdade, são fundamentais. Por isso, também damos dicas para que cuidem bem de seus corpos e do bem-estar.”

Além das explicações, todos os participantes receberam a Cartilha de Orientação aos Pais – Projeto Rede/Programa Inclui, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Educação e pela SPDM (clique
AQUI para fazer o download) No documento está todo o conteúdo do curso e outras dicas importantes para o dia-a-dia dos pais e alunos.

Programa Inclui - Hoje, mais de 15,5 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos com algum tipo de deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação são atendidos. Nos últimos cinco anos, mais de 25 mil educadores passaram por formação e cerca de mil estudantes de Pedagogia apóiam os professores em sala de aula. Além disso, 491 Auxiliares de Vida Escolar (AVE) acompanham mais de 1370 alunos com deficiências severas, que não têm autonomia para alimentar-se, fazer a própria higiene e locomover-se.


Outra novidade é a ampliação do apoio pedagógico especializado. Serão criadas pelo menos mais 64 novas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAIs) nas escolas regulares, além das 336 já existentes. É preciso também garantir acessibilidade ao currículo. Hoje já existem diversos materiais próprios para alunos com deficiências. E para dar tranquilidade às famílias e conforto aos alunos, o Transporte Escolar Gratuito Acessível (TEG Acessível) também foi ampliado e hoje conta com mais de 190 veículos adaptados circulando pela capital. 
 
PORTAL DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO 

sexta-feira, julho 08, 2011

SP Pais de alunos com necessidades especiais participam do Inclui

A partir desta segunda (11), e durante toda a semana, vários encontros nas 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs) vão reunir equipes multidisciplinares do Programa Inclui e pais de alunos portadores de necessidades educacionais especiais que estudam na Rede Municipal de ensino. Além de serem informados sobre a evolução escolar de seus filhos, os pais vão tirar dúvidas sobre o programa e a atuação dos Auxiliares de Vida Escolar (AVEs), profissionais que acompanham os alunos com deficiências severas e que não têm autonomia para alimentar-se, fazer a própria higiene e locomover-se.

Os encontros devem reunir psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, além de psiquiatras, fisiatras e assistentes sociais da Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). Na oportunidade, serão mostrados diferentes instrumentos utilizados na avaliação dos alunos. O primeiro é o teste de Denver, que avalia o comportamento motor, contato social e a linguagem da criança. O outro é um mini-exame de estado mental. Ambos já são aplicados nas escolas municipais. Segundo Patrícia Tanoue Peres, coordenadora do projeto Rede – a frente de trabalho do Inlcui que envolve a atuação das equipes multidisciplinares nas escolas -, a partir do conhecimento dessas ferramentas, os pais poderão entender os diferentes tipos de apoio que devem ser dados aos seus filhos.


Ela dá o exemplo de uma criança que ainda não tem autonomia, mas que tem identificada sua capacidade de pegar um copo para tomar água sozinha. “Nestes casos podemos pedir à mãe que não faça pela criança, mas com ela.” Para ela, toda criança com necessidades especiais apresenta restrições, dificuldades, limitações e, por conta disso, precisa ser entendida. Uma das maneiras, propõe, é fazer uma conta de subtração. “O que sobra é o potencial funcional residual dela, ou seja, suas capacidades”, explica. Segundo Patrícia, o desenvolvimento depende de fatores internos da criança – o potencial residual – e externos, que compreendem as relações, que se dão principalmente na escola e em casa. “Essas relações com o meio são determinantes para o sucesso do processo de inclusão.”


08/07/2011 - 16:25
Portal da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

quarta-feira, setembro 15, 2010

SP - SME lança programa inédito para alunos com necessidades especiais


          

Os alunos com necessidades educacionais especiais passam a fazer parte do maior e mais completo programa de inclusão nas escolas – o Inclui. Mais um passo da Secretaria Municipal de Educação para que a cidade de São Paulo tenha escolas cada vez mais adaptadas e acolhedoras.

Além de formação específica para os professores, ambiente e materiais adequados, os alunos com deficiências mais severas terão um auxiliar para que possam participar melhor das atividades escolares. Uma equipe multidisciplinar – que contará com médicos, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais – acompanhará os alunos e ajudará a escola e as famílias a contribuírem para o desenvolvimento desses estudantes e atendê-los de forma mais adequada.

Com o Inclui tudo que já vinha sendo feito será melhorado e ampliado. A Rede ganhará novas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAI), para dar suporte a alunos e professores nas escolas. Haverá mais material adaptado às necessidades específicas de cada aluno, em Braille, Libras e formas alternativas de comunicação. Os professores, que já passavam por formação constantemente, terão novos cursos para atender à diversidade dos alunos. Os veículos adaptados transportarão mais alunos e as escolas irão receber mobiliário cada vez mais adequado ao que cada estudante necessita.

“Estamos lançando o Inclui porque a escola pública tem de ser para todos. E porque uma escola inclusiva forma cidadãos melhores”, afirma o secretário municipal de Educação.

Comissão Intersetorial

A Secretaria Municipal de Educação criou em 2009 uma Comissão Intersetorial para avaliar como a inclusão vinha sendo feita nas escolas municipais. O resultado foi a criação do Programa Inclui, construído para oferecer respostas às questões apontadas nessa avaliação.

E se a Rede Municipal de São Paulo já era uma das mais inclusivas do País, o Inclui permitirá melhorar ainda mais a vida escolar dos alunos com quadros de deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.

Hoje, a rede atende 14 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos com algum tipo de necessidade educacional especial.

Nos últimos cinco anos, 16,4 mil educadores passaram por formação para atuar com alunos que apresentam necessidades educacionais especiais nas classes comuns. Desses, 250 passaram por cursos de pós-graduação e atualmente, mais 150 professores estão sendo formados.

Nos mesmo período também foram implementados os 13 Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão (CEFAI). Por meio desses centros, os Professores de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (PAAI) realizam trabalho itinerante junto às escolas.

Outro suporte em sala de aula são os estagiários de Pedagogia.  Hoje, mil estudantes universitários apóiam os professores em salas de aula que têm 1 ou mais alunos com necessidades educacionais especiais. E para dar tranqüilidade às famílias e conforto aos alunos foi ampliado o Transporte Escolar Gratuito Acessível (TEG Acessível), que hoje conta com 143 veículos adaptados circulando pela capital.

Equipe multiprofissional

A grande inovação do Programa Inclui será desenvolvida em parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

A Rede Municipal passa a contar com uma equipe multiprofissional, que trabalhará em conjunto com os CEFAIs. O grupo, que tem 47 profissionais, é formado por neurologistas pediatras, psiquiatras infantis, fonoaudiólogos,  psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas e  terapeutas ocupacionais, dentre outros especialistas. Eles farão a avaliação e o acompanhamento dos alunos e, juntamente com os CEFAIs, apoiarão as famílias e equipes escolares.

Essa equipe promoverá também encontros com pais e profissionais da educação para oferecer informações importantes para a qualidade de vida de cada estudante com deficiência. O grupo fará ainda a regulação com os serviços de saúde, fazendo a ponte entre as famílias e esses serviços, para garantir a continuidade dos atendimentos necessários ao pleno desenvolvimento dos alunos.

Auxiliares de Vida Escolar

A equipe será responsável também por outra novidade do programa. Eles formarão os 500 Auxiliares de Vida Escolar (AVE) que acompanharão alunos com deficiências severas, que não têm autonomia para alimentar-se, fazer a própria higiene e locomover-se. O grupo de estudantes a ser atendido na Rede já foi mapeado e é composto, inicialmente por 670 alunos. Cada AVE poderá atender até 4 estudantes, dependendo do tipo de deficiência de cada um.

Os auxiliares chegam às escolas em outubro. Eles serão selecionados pela SPDM nas comunidades de entorno das escolas por terem identificação com a realidade local e para que possam também disseminar informações sobre o processo de inclusão.

A Secretaria Municipal de Educação definiu as características e o perfil desses auxiliares e eles serão formados de acordo com o que os alunos e as escolas precisam. Os AVEs terão formação inicial de 76 horas e passarão por capacitação a cada 2 meses. Quinzenalmente, o trabalho será supervisionado por fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que integram a equipe multidisciplinar.

Apoio pedagógico especializado

Entre as novidades do Inclui está a ampliação do apoio pedagógico especializado. Serão criadas pelo menos mais 87 novas SAAIs nas escolas regulares, além das 221 já existentes.

Serão contratados mais 300 estagiários de Pedagogia que irão contribuir com os professores que atuam nas classes comuns, totalizando 1.300 estagiários. A SME conta com 38 instituições especializadas de educação conveniadas e que estão se reorganizando para oferecer o apoio pedagógico especializado no contraturno escolar.

Acessibilidade

Para garantir escolas acessíveis, a Secretaria já vem construindo escolas que atendam aos parâmetros de acessibilidade. Entre as escolas mais antigas, a prioridade de reforma é para aquelas que têm ou terão SAAI.

É preciso também garantir acessibilidade ao currículo. Hoje já existem diversos materiais próprios para alunos com deficiências, mas esses recursos serão ampliados. Os novos Cadernos de Apoio e Aprendizagem, distribuídos aos estudantes e professores da rede em março deste ano, também serão entregues na versão Braile aos alunos cegos. Os livros distribuídos pelo Programa Minha Biblioteca – que entrega ao estudante dois títulos a cada ano do Ensino Fundamental para que ele forme uma biblioteca pessoal – também terão versões em Braile, áudio e em formato digital ainda neste ano.

Além disso, a equipe de Educação Especial preparou o Caderno de Atividades em Libras, para alunos do 1º ao 5º ano. Esta é a primeira vez que uma rede de ensino pública tem um material tão específico.

A acessibilidade em comunicação faz parte do trabalho dos professores, que recebem formação em Libras, comunicação alternativa, Braile e guia-intérprete para atuar nas escolas. Agora serão adquiridas impressoras e máquinas Braille, ampliadores de imagem eletrônicos, calculadoras sonoras, pranchas de leitura com lupa para equipar as SAAIs.

Outra novidade é a ampliação do TEG Acessível. Até 2012 o número de veículo subirá de 143 para 170.

Também para garantir o conforto dos alunos e melhorar as condições de aprendizagem, as escolas já estão recebendo mobiliário adaptado às necessidades dos estudantes. Quando um aluno é matriculado e necessita de algum produto específico, as escolas solicitam aos CEFAIs os mobiliários, equipamentos e materiais específicos. A partir da solicitação da escola, profissionais – fisioterapeutas ou terapeutas ocupacionais – irão realizar a avaliação e prescrição do que é mais adequado às condições funcionais de cada aluno. A partir de agora, mais itens estarão à disposição das escolas. Além de móveis é possível adquirir mouses adaptados, engrossadores de lápis e outros itens que facilitam a aprendizagem do aluno.

Formação para os educadores

A proposta é desenvolver formação continuada dos professores, gestores e equipes de apoio, além de formar equipes para oferecer apoio especializado às escolas e incentivar a formação de grupos de estudo na área da educação especial, contemplando questões relativas à proposta pedagógica, currículo, planejamento, avaliação e identificação de necessidades educacionais especiais dos alunos público alvo da educação especial.

A previsão é que 5.000 educadores, em média, passem por atividades de formação para atuar nas classes comuns. A formação específica para atuar nos serviços de educação especial é oferecida em cursos de especialização. Eles são organizados com conteúdos que abordam todas as áreas das deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação e possibilitam também o aprofundamento em uma de suas áreas.

Dados para matrículas

A Secretaria Municipal de Educação organizará dados mais completos sobre cada aluno com necessidades educacionais especiais matriculados na Rede. Os dados serão mais qualificados. Não basta saber o tipo de deficiência da criança para realizar um bom trabalho. É preciso conhecer efetivamente o aluno e suas capacidades. Esse conjunto de informações permitirá atendimento individual às necessidades de cada estudante.

Além disso, ter necessidades educacionais especiais passa a ser um dos dados levados em consideração na compatibilização da matrícula com a Rede Estadual. Antes, a matrícula de alunos do Ensino Fundamental levava em conta apenas a distância entre a escola – municipal ou estadual – e a casa do aluno. Agora será preciso verificar se o estudante tem alguma deficiência e buscar uma escola próxima – em uma das duas redes – que seja considerada acessível.

Reestruturação das Escolas Especiais

Do total de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais da rede, 10% estão matriculados nas seis Escolas Municipais de Educação Especial (EMEE). A opção pelo tipo de atendimento é da família, que pode matricular o aluno em uma escola especial ou em uma escola regular.

Nas EMEEs há atendimento especializado a crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez, surdez com outras deficiências associadas e surdocegueira.

Diante dos novos desafios para o ensino do surdo, será realizada a reestruturação dessas escolas, tendo como foco a organização curricular na perspectiva bilíngüe (Libras – Língua Portuguesa), com produção de material pedagógico em Libras, formação dos profissionais, definição de novos critérios de avaliação e reestruturação do currículo.

Avaliação

Hoje, a Rede Municipal já avalia os alunos com deficiência intelectual. Além de ampliar esse trabalho, o Inclui prevê a construção de critérios para que os professores possam avaliar também os alunos surdos nas provas de Língua Portuguesa. Isso é imprescindível, tendo em vista que o Português é a segunda língua desses alunos.

Esses processos vão permitir que os professores e os pais compreendam o que cada estudante está aprendendo e o que precisa ser feito para melhorar as condições de ensino e aprendizagem.

Clique aqui e faça o download do folder do Inclui

Do
Portal da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

domingo, setembro 12, 2010

SP - Prefeitura colocará auxiliar para alunos com deficiência


Este é o primeiro ano de Lucas Ribeiro, de 14 anos, na escola. Matriculado na 4.ª série, ele, que tem síndrome de Down e é surdo, progride a cada dia, interagindo com colegas e professores. Lucas é um dos 14 mil alunos com deficiência na rede regular municipal de São Paulo que, a partir de outubro, serão beneficiados com as iniciativas do projeto Inclui, que prevê a expansão da quantidade e da qualidade dos serviços de educação inclusiva, integrando-os com a saúde pública e a assistência social.
Entre as principais metas do programa, que será lançado na terça-feira, está a contratação de 500 auxiliares de vida escolar para cuidar dos 697 estudantes com deficiências graves que, sem a ajuda, não conseguiriam frequentar a escola. Esses profissionais serão responsáveis pela higiene, locomoção e socialização das crianças. "Algumas crianças usam fraldas, sondas. O professor não tem condições de cuidar disso. É esse profissional, selecionado na própria comunidade, que vai apoiar o aluno", explica o secretário de Educação, Alexandre Schneider.
O Inclui é uma parceria entre a secretaria e a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, entidade ligada à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). O projeto prevê uma equipe multidisciplinar com 57 profissionais da saúde - como neurologistas, psiquiatras, nutricionistas, enfermeiros e pediatras - para apoiar o Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão, órgão da Prefeitura.
"A ideia é acompanhar o desenvolvimento das crianças, verificando se os pais estão marcando e comparecendo às consultas indicadas por esses médicos", afirma Silvana Drago, responsável pela educação especial na secretaria.
A compra de mobiliário e materiais e a reforma das escolas também entram no Inclui. As seis escolas especiais da rede devem ser reformuladas para funcionar como escolas bilíngues para surdos e surdos com múltiplas deficiências. A verba para educação especial da pasta para este ano é de R$ 55,7 milhões. Para o ano que vem, estão previstos R$ 76,9 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

UOL EDUCAÇÃO

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