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quinta-feira, abril 04, 2019

PERNAMBUCO - Jovens com deficiência intelectual a um passo do mercado de trabalho

Dezesseis jovens com deficiência intelectual do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) deram um passo importante nesta quinta-feira (04/04). Eles passaram a integrar a turma de aprendizagem básica em costureiro industrial do vestuário da unidade do Paulista. Após o período de seis meses, eles poderão vivenciar a prática profissional em indústria pernambucana responsável pela distribuição de peças para importantes redes varejistas do País. Ao todo, a turma tem 22 estudantes.

O curso ensinará do zero, desde o uso de uma linha até a produção completa de uma peça. No conteúdo, será abordado qual material é usado para modelagem, as regras de segurança e como desenvolver competências de corte. Eles terão aulas em laboratórios de costura e modelagem com máquinas industriais utilizadas na empresa de confecção que irão trabalhar.

A iniciativa faz parte do Programa SENAI de Ações Inclusivas, que busca sensibilizar indústrias parceiras de que a contratação de pessoas com deficiência beneficia a todos. De 2000 – quando o programa foi criado – para cá, aproximadamente 400 jovens foram inseridos no mercado de trabalho por meio dessa prática.
 
FONTE: SENAI PE

quarta-feira, outubro 23, 2013

SP - Livros para alunos da educação especial auxiliam na formação profissional

Objetivo é preparar professores para estimular alunos deficientes a entrarem no mercado de trabalho

A Secretaria da Educação lançou, nesta terça-feira (22), os livros “Diretrizes para a Educação Especial para o Trabalho”, “Diretrizes para a Cooperação Técnica entre as APAEs e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo” e o “Projeto ASAS Quando a Cidadania vai Além do Direito à Educação”.

Os títulos são voltados à educação inclusiva na rede estadual de ensino que, atualmente, atende 14.380 mil pessoas com deficiência em 1746 salas de recursos presentes unidades de ensino. Ao todo, 16 especialidades são assistidas, entre elas, destacam-se a surdez severa e deficiência intelectual com o maior número de matriculados.

As publicações são de autoria da equipe técnica do Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado (CAPE) em parceria com a APAE.

Segundo Maria Elizabete da Costa, coordenadora da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica (CGEB), o objetivo das publicações é preparar os professores para estimular alunos deficientes a ingressarem no mercado de trabalho. “A maior preocupação da CGEB e da Secretaria da Educação é garantir uma visão contemporânea oferecendo a formação especial para o trabalho”, afirma.

A missão de encaminhar alunos das salas de recursos para o mercado é relatada no livro “Projeto ASAS Quando a Cidadania vai Além do Direito à Educação”. Na narrativa, são expostas as ações do projeto piloto desenvolvido nas Diretorias de Ensino Centro Sul e Oeste, que formou profissionalmente 71 alunos da rede estadual que atuam em empresas do segmento privado.

Curso de LIBRAS

Incluir os alunos com deficiência é uma preocupação recorrente da Secretaria da Educação que, recentemente, lançou o curso online de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) por meio da Escola Virtual de Programas Educacionais (Evesp). Podem participar alunos do Ensino Fundamental e Médio da rede estadual. As inscrições seguem até 28 de outubro. Participe!
 
fonte: SEESP

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Programa de inclusão de pessoa com deficiência tem avaliação

Educação e formação profissional para pessoas com deficiência é o foco do programa Tec Nep, desenvolvido pelo Ministério da Educação há dez anos. Nesta quarta-feira, 8, foi aberta uma reunião de trabalho do programa para a avaliação da iniciativa no período de 2000 a 2010. O encontro, que vai até a próxima sexta-feira, 10, reúne gestores centrais, regionais e estaduais do programa, além de representantes de assessorias de inclusão, coordenadores de centros de equoterapia, representantes do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) e do Instituto Benjamin Constant (IBC).

Na abertura, os participantes foram saudados pelo diretor de formulação de políticas da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, Luiz Augusto Caldas. “A construção de um mundo de iguais pressupõe o respeito às diferenças. Renovo o pedido para que continuemos caminhando juntos na construção de um grande projeto de nação”, disse.

Neste primeiro dia, o encontro discute o uso de tecnologias assistivas na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, além das relações étnico-raciais e a homofobia nas escolas. Houve mesas redondas sobre os centros de formação de cães guias e sobre equoterapia como nova proposta de inclusão.

Para a quinta-feira, está prevista a prestação de contas dos últimos dez anos do programa Tec Nep. Na sexta-feira, haverá uma exposição sobre o atendimento dos estudantes com nanismo nas escolas da rede federal. Por último será produzido um documento, que será encaminhado ao 1º Congresso Sul-americano de Educação Profissional, Científica e Tecnológica Inclusiva, que será realizado no Rio de Janeiro em 2011.

Histórico – No começo do programa, há dez anos, o foco era a sensibilização e conscientização sobre educação inclusiva da comunidade escolar. Nesse período, foi feita a formação inicial e continuada de recursos humanos. De 2007 a 2009, foi promovida uma especialização de educação profissional inclusiva a distância, que levou à certificação de 111 profissionais. Este ano, foi constatada a entrada de um grande contingente de deficientes auditivos na rede federal. Então, cresceu a demanda por cursos de Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Segundo o coordenador do programa, Franclin Nascimento, existem parcerias estratégicas com o Ines e IBC para que sejam desenvolvidas tecnologias sociais assistivas, como bengalas e óculos especializados. O Tec Nep possui também centros de referência no desenvolvimento dessas tecnologias. “Essas tecnologias são acessíveis por causa do baixo custo”, destacou Franclin.

Outro avanço promovido pela estratégia foi a produção e publicação de material didático adaptado às especificidades dos alunos. O programa também conta com cinco centros de equoterapia – no campus Concórdia, do Instituto Federal Catarinense; no campus Barbacena, do Instituto Federal Sudeste de Minas; nos campi Rio Verde e Ceres, do Instituto Federal Goiano, e no campus Iguatu, do Instituto Federal do Ceará. Além disso, está sendo desenvolvido o curso de tecnólogo em comunicação e tecnologia assistiva, com experiências piloto nos estados do Amazonas, Pará, Pernambuco e Piauí. Já o curso técnico de órteses e próteses está sendo desenvolvido experimentalmente no campus Salvador, na Bahia.

O Tec Nep também instalou pelo país 146 Napne, que são núcleos de atendimento às pessoas com necessidades especiais situados nos Institutos Federais. Outro grande feito do programa foi a criação de centros de referência em todo o país. O Campus de São José, do Instituto Federal de Santa Catarina, por exemplo, criou tradição no oferecimento de cursos de educação profissional para surdos. Já as escolas de Bento Gonçalves (RS), Charqueadas (RS) e Guanambi (BA) se tornaram referência no desenvolvimento de tecnologia assistiva.

O programa é desenvolvido pela Setec e pela Secretaria de Educação Especial (Seesp), ambas do MEC. Surgiu para dar suporte à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no acesso, permanência e saída com sucesso de pessoas com deficiência.

Ana Júlia Silva de Souza
MEC
Palavras-chave: Educação profissional, educação especial, inclusão, Setec, Seesp

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