domingo, julho 04, 2021
ENEM - Saiba como solicitar atendimento especializado no Enem
Os interessados em fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 e que precisam de atendimento especializado podem solicitá-lo no momento da inscrição, no período de 30 de junho a 14 de julho, pela Página do Participante. Ao solicitar o atendimento, o participante deve informar as condições que motivam o pedido e anexar documentação comprobatória. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgará o resultado das solicitações no dia 23 de julho.
Confira o edital do Enem 2021 impresso
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Confira o edital do Enem 2021 impresso em Libras
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quarta-feira, agosto 12, 2020
Enem 2020 terá 47 mil participantes com atendimento especializado
A cada ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) implanta melhorias de acessibilidade e inclusão no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 (versão impressa) e nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 (versão digital). Todas as necessidades adicionais para fazer as provas estão incorporadas no atendimento especializado, que inclui gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar e/ou com outras condições específicas. Participantes com cegueira, surdocegueira, baixa visão e visão monocular que tiveram o pedido aprovado neste ano passarão a contar com um programa que possibilita a leitura de textos na tela do computador.
O Inep recebeu quase 55 mil solicitações de atendimento especializado para fazer as provas do Enem 2020 impresso. Desse total, 47.847 foram deferidas. O balanço ainda aponta que 508 pedidos de atendimento pelo nome social nas provas do Enem foram atendidos. Os atendimentos especializados são garantidos pela Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep a participantes que solicitaram os recursos na inscrição.
Saiba como funciona o atendimento especializado:
Surdocegueira, visão monocular e baixa visão: a novidade é o aplicativo que possibilita a leitura de textos no computador, por meio de voz sintetizada, que descreve tudo o que aparece escrito no monitor. O software disponibilizado será o NVDA, e o sistema, o Dosvox; há também ledor, transcritor, prova com letras e figuras ampliadas, sala de fácil acesso. O edital ainda prevê que, se solicitado, o participante pode fazer o uso de alguns materiais próprios, como caneta de ponta grossa, tiposcópio, óculos especiais, lupa, telelupa e luminária.
Gestantes e idosos: possibilidade de escolha de recursos de acessibilidade, no momento da inscrição, como sala de fácil acesso e apoio para pernas e pé.
Lactantes: tempo adicional de 60 minutos por dia para participantes lactantes que informaram a condição no sistema de inscrição e levarem o lactente (bebê) e o acompanhante no dia da aplicação. A lactante que não levar o bebê fará prova em sala extra, sem o tempo adicional. A participante lactante deverá anexar a certidão de nascimento do lactente, com idade inferior ou igual a 1 ano, no último dia de aplicação do exame.
Estudante em situação de classe hospitalar: poderá fazer as provas no hospital o participante que estiver internado, desde que esteja recebendo escolarização; que haja disponibilidade de instalações adequadas para aplicação do exame e que tenha informado a condição no sistema de inscrição, conforme previsto em edital.
Cegueira: prova em braile, ledor, transcritor, sala de fácil acesso. Assim como os participantes com baixa visão, o deficiente visual também pode ter o auxílio de materiais próprios. São eles: máquina Perkins, punção, reglete, assinador, tábuas de apoio, sorobã e cubaritmo – instrumentos que auxiliam na escrita e em cálculos para pessoas cegas. Também é possível fazer a prova acompanhado de cão-guia.
Surdocegueira: haverá três guias-intérpretes para atendimento ao participante surdocego, prova em braile, transcritor e sala de fácil acesso.
Deficiência auditiva e surdez: tempo adicional de 120 minutos por dia de prova, tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), leitura labial e videoprova em Libras.
Autismo, discalculia, deficit de atenção e dislexia: ledor, transcritor e tempo adicional de 60 minutos por dia de prova.
Deficiência intelectual: ledor, transcritor e sala de fácil acesso.
Deficiência física: transcritor, sala de fácil acesso e mobiliário adaptado (mesa e cadeira sem braços e mesa para cadeira de rodas).
Travesti/transexual: quem não solicitou ou teve sua solicitação pelo nome social indeferida poderá escolher o banheiro que deseja utilizar no dia da aplicação.
Enem – A estrutura do exame permanece com uma redação e 45 questões em cada prova das quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.
Enem Digital – O Inep irá garantir a oportunidade de fazer o exame em versão digital para 101 mil participantes. A modalidade é ofertada em todos os estados e no Distrito Federal, nos municípios definidos em edital, com número respectivo de vagas. Nesta edição, apenas os alunos concluintes do ensino médio ou que já terminaram a etapa e não precisam de recurso de acessibilidade puderam se inscrever para fazer as provas. Os computadores para o exame serão disponibilizados nos locais de aplicação e não será possível utilizar equipamento pessoal.
quinta-feira, abril 04, 2019
PERNAMBUCO - Jovens com deficiência intelectual a um passo do mercado de trabalho
O curso ensinará do zero, desde o uso de uma linha até a produção completa de uma peça. No conteúdo, será abordado qual material é usado para modelagem, as regras de segurança e como desenvolver competências de corte. Eles terão aulas em laboratórios de costura e modelagem com máquinas industriais utilizadas na empresa de confecção que irão trabalhar.
A iniciativa faz parte do Programa SENAI de Ações Inclusivas, que busca sensibilizar indústrias parceiras de que a contratação de pessoas com deficiência beneficia a todos. De 2000 – quando o programa foi criado – para cá, aproximadamente 400 jovens foram inseridos no mercado de trabalho por meio dessa prática.
domingo, julho 15, 2018
Dez obras literárias em versão audiovisual acessível
A Secretaria Municipal de Educação da cidade de São Paulo selecionou dez livros em versão audiovisual acessível que podem ser utilizados no trabalho com estudantes com deficiência visual, deficiência intelectual, baixa visão ou surdez. Na seleção, estão histórias como “O Pequeno Príncipe”, “O Flautista de Hamelin”, “Aventuras de Alice no País das Maravilhas”, entre outros.
As obras fazem parte do Projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas, iniciativa do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) do Ministério da Cultura (MinC). O material foi produzido pela Mais Diferenças, organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) que atua com educação e culturas inclusivas.
Veja abaixo as obras que estão disponíveis gratuitamente na biblioteca virtual. Acesse todo o conteúdo por meio deste link.
O Pequeno Príncipe
Aventuras de Alice no País das Maravilhas
O Flautista de Hamelin
Romance do Pavão Misterioso
Relíquias da Casa Velha
A Alma Encantadora das Ruas
O Alienista
A Terrível História da Perna Cabeluda
Crônicas
A Chegada de Lampião no Céu
Educação Inclusiva na Rede Municipal de Ensino (RME) da cidade de São Paulo - A Política Paulistana de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva, tem o objetivo de assegurar o acesso, a permanência, a participação plena e a aprendizagem de bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento – TGD e altas habilidades ou superdotação nas unidades educacionais e espaços educativos da Secretaria Municipal de Educação, observadas as diretrizes estabelecidas no Decreto 57.379, de 13 de outubro de 2016.
Em 2018, a rede municipal de ensino conta com aproximadamente 7.500 estudantes com deficiência intelectual, 1.200 estudantes surdos e 633 com baixa visão ou cegueira, entre bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos. Saiba mais sobre Educação Inclusiva clicando aqui.
sábado, dezembro 09, 2017
SÃO PAULO - Deliberação CEE nº 149/2016 - Normas para a Educação Especial
DELIBERAÇÃO CEE N° 149/2016 - Estabelece normas para a educação especial no sistema estadual de ensino
quarta-feira, agosto 23, 2017
5 Dicas de atividades que estimulam a inclusão das pessoas com deficiência na escola
quinta-feira, dezembro 01, 2016
SP REDE DO SABER Videoconferência "Credenciamento de Instituições - Orientações e procedimentos"
| ASSISTA A GRAVAÇÃO | ||||
Nome da Videoconferência: Credenciamento de Instituições - Orientações e procedimentos
Data: 01/12/2016 Horário: das 9h30 às 12h O objetivo da videoconferência é orientar as organizações da sociedade civil sem fins lucrativos sobre os procedimentos para o credenciamento de escolas para atendimento de alunos com deficiência intelectual e TGD/TEA, em regime de parceria com a SEE, em 2017. Os videoconferencistas serão Kauê Grecco, assistente técnico do Gabinete/CGEB; Dra. Renata Hauenstein, chefia de Gabinete; e Danilo Namo, técnico do CAPE. A transmissão será realizada pela Rede do Saber/EFAP e a interação poderá ser feita pelo e-mail faleconosco@rededosaber.sp.gov.br. | ||||
segunda-feira, janeiro 27, 2014
Software educacional criado na UnB será distribuído em todo o país
A partir de março de 2014, os professores da rede pública terão um novo aliado na educação de jovens e adultos com dificuldades de aprendizagem decorrente de deficiências como o autismo e Síndrome de Down. O Ministério da Educação (MEC) quer levar o projeto pioneiro Participar, software criado por estudantes do curso de Licenciatura em Computação da Universidade de Brasília (UnB), para 93 mil escolas públicas.
A plataforma educacional, que pode ser baixada gratuitamente aqui, foi desenvolvida para auxiliar na alfabetização, inclusão digital e exercício da cidadania de portadores de necessidades especiais. Traz aos usuários atividades com recursos visuais e sonoros e já vem sendo utilizada em 650 escolas públicas do Distrito Federal, além de unidades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) em todo o Brasil.
De acordo com ele, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, determinou ainda que o MEC, junto com a Universidade de Brasília, produza vídeoaulas para a capacitação de professores da rede pública. “[O vídeo] mostrará um passo a passo de como utilizar os softwares na prática pedagógica”, explica Wilson.
A iniciativa vem ao encontro do movimento pela educação inclusiva, impulsionada pela Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU), adotada pelo Brasil em 2007. Dados do último Censo Escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que de 2005 a 2011 houve um crescimento no número de matrículas de jovens com alguma necessidade especial em escolas regulares.
quarta-feira, agosto 28, 2013
SP - Perfis, competências e habilidades requeridos do Professor de Educação Básica II - Educação Especial
Perfis, competências e habilidades requeridos do Professor de Educação Básica II - Educação Especial da rede estadual de ensino, os referenciais bibliográficos e de legislação, que fundamentam e orientam a organização de exames, concursos e processos seletivos, e dá providências correlatas
XIV. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II - EDUCAÇÃO ESPECIAL
1. PERFIL
O professor que atua na modalidade de Educação Especial pauta-se no paradigma da Educação Inclusiva, fundamentada na concepção de direitos humanos e que almeja uma escola de qualidade para todos, cujo pressuposto é de que todos os alunos têm o direito de conviver, aprender e estar juntos, tendo respeitadas suas diferenças e peculiaridades. Isso requer atenção à acessibilidade, tanto física como de comunicação, a partir do conhecimento dos recursos necessários e disponíveis, o que inclui, também, conhecimento de adaptações curriculares ou de acesso ao currículo para atender as necessidades dos alunos e seus diferentes modos de aprender. Guarda-se uma relação dialógica entre o professor da sala comum e o professor especializado, devendo ser próprio deste último a competência para trabalhar com o aluno as questões relativas às necessidades educacionais especiais geradas pelas deficiências sensoriais, física,intelectual; ou pelos transtornos globais do desenvolvimento; ou pelas altas habilidades/superdotação. Devem ser consideradas, também, as características dos educandos e valorizadas suas potencialidades. Faz-se necessário considerar a relevância da amplitude do olhar do professor especializado em relação a seus colegas da sala comum, à equipe escolar e à comunidade, principalmente, à família do aluno. Isto requer tanto a percepção das contínuas mudanças sociais que se ocorrem ao longo do tempo, tendo como referência a questão da diversidade, quanto à formação específica, com abrangência de métodos e técnicas que atendam adequadamente e de forma contextualizada o aluno com necessidades educacionais especiais. Neste contexto, é importante o conhecimento da evolução das políticas públicas, refletidas nas diretrizes e legislação atual, principalmente no que se refere ao Brasil e ao estado de São Paulo.
2. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
a) Participar da elaboração da Proposta Pedagógica da escola.
b) Conhecer os aspectos históricos da relação da sociedade com a pessoa com necessidades educacionais especiais, advindas da deficiência, dos transtornos globais do desenvolvimento ou das altas habilidades ou superdotação.
c) Conhecer as várias tendências de abordagem teórica da educação em relação às pessoas que têm necessidades educacionais especiais.
d) Conhecer as especificidades dos perfis de desenvolvimento e aprendizagem de alunos com deficiência, transtornos global de desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, para nortear o processo de avaliação pedagógica inicial e processual, o planejamento das intervenções e a orientação das adaptações curriculares ou de acesso ao currículo.
e) Compreender o aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades ou superdotação como um ser com capacidades, potencialidades, desejos, com necessidades e experiências que devem ser consideradas como referência para as intervenções estimuladoras e desafiadoras de seus processos de desenvolvimento e aprendizagem.
f) Ter conhecimentos básicos dos aspectos fisiológicos e clínicos das deficiências, dos transtornos globais do desenvolvimento e das altas habilidades ou superdotação.
g) Conhecer e avaliar os repertórios sociais, verbais e pré-acadêmicos do aluno, principalmente por meio do domínio de técnicas de observação e registro de seus comportamentos em diversas e diferentes situações escolares para definir as adaptações curriculares e propor as intervenções específicas.
h) Contribuir para a construção de um ambiente acessível e seguro, eliminando barreiras atitudinais, físicas e de comunicação.
i) Conhecer formas para favorecer o uso integrado dos sentidos na percepção e apreensão do meio e na formação de conceitos.
j) Reconhecer as necessidades educacionais de cada aluno por meio de avaliação pedagógica.
k) Conhecer as diversas contribuições culturais, que podem facilitar a compreensão dos alunos quanto à sua inserção no mundo social e do trabalho.
l) Conhecer e compreender os processos de aprendizagem, para desencadear atividades cognitivas, que propiciem o desenvolvimento adequado e compatível com as potencialidades e a faixa etária do aluno.
m) Dominar os conceitos básicos e habilidades básicas, de autogestão e específicas, para desenvolvê-las nos alunos, com vistas à uma futura inserção do educando no mercado de trabalho.
n) Ser capaz de elaborar plano de atendimento nos suportes (Atendimento Pedagógico Especializado), que inclui: intervenção pedagógica e encaminhamentos educacionais necessários; planejamento das adaptações de acesso ao currículo, a partir das necessidades e peculiaridades dos alunos; produzir e/ou selecionar material didático (específico, adaptado ou de uso comum).
o) Desenvolver ações para favorecer a autonomia e independência do educando.
p) Desenvolver atividades escolares complementares, submetendo-as a flexibilizações, promovendo adaptações de acesso ao currículo, com recursos específicos necessários aos alunos com necessidades educacionais especiais matriculados em classes comuns.
q) Conhecer e compreender o contexto de ensino e aprendizagem de alunos com necessidades educacionais especiais, para planejar e realizar intervenções orientadas pelos parâmetros da educação inclusiva e das adaptações curriculares ou de acesso ao currículo.
r) Conhecer e compreender as necessidades de adaptação curricular ou de um currículo funcional para a vida prática autônoma.
s) Desenvolver habilidades acadêmicas e funcionais, para elaborar plano de intervenção e orientar o professor da classe comum.
t) Conhecer os recursos, as formas de monitoramento e registro de atividades desenvolvidas e do desempenho do aluno, a organização e estruturação do espaço físico da sala e escola, para o planejamento e replanejamento do ensino.
u) Desenvolver habilidades e competências específicas para intervenções interdisciplinares.
v) Conhecer os indicadores que definam a evolução do aluno em relação ao domínio dos conteúdos curriculares e elaborar os registros adequados.
x) Adquirir conhecimentos e desenvolver experiências na área para promover ações de sensibilização, por meio de palestras e oficinas junto à comunidade escolar.
w) Compreender a necessidade de promover parcerias com seus pares, com toda a equipe escolar, com a família e com a comunidade, para favorecer a compreensão das características das deficiências, dos transtornos globais do desenvolvimento e das altas habilidades ou superdotação.
y) Promover reunião de orientação, apoio e planejamento para professores.
z) Compreender a relevância do seu apoio aos profissionais da escola e colegas de classe do aluno, por meio de reunião de orientação e planejamento, oferecendo-lhes pistas para compreender e apoiar as aprendizagens dos alu-nos.
HABILIDADES POR ÁREA DE ATUAÇÃO
2.1 DEFICIÊNCIA FÍSICA (DF)
a) Conhecer as várias manifestações das deficiências e as suas implicações no desempenho funcional e intelectual do aluno.
b) Decidir sobre as estratégias pedagógicas e os recursos a serem utilizados de forma a potencializar o aprendizado e a participação ativa do aluno. Se necessário, investigar quais recursos o aluno já uti liza em outros ambientes e adotá-los ou não.
c) Conhecer e aplicar os diferentes recursos de Tecnologia Assistiva, principalmente no que se refere à comunicação suplementar e alternativa e acessibilidade ao computador.
d) Selecionar e sugerir materiais pedagógicos adaptados: engrossadores de lápis, plano inclinado, tesouras adapta-das, dentre outros.
e) Identificar formas adequadas de orientação quanto ao uso de estratégias e recursos adaptados para a sala de aula comum.
f) Elaborar planos de atuação tendo em vista as contribuições obtidas com os profissionais da equipe pedagógica e da equipe responsável pela habilitação/reabilitação do aluno
2.2 DEFICIÊNCIA AUDITIVA (DA)
a) Identificar os tipos de surdez, suas características, época de instalação e as devidas consequências.
b) Identificar aspectos culturais, linguísticos e sociais da comunidade surda.
c) Identificar os diferentes níveis linguísticos da LIBRAS e do Português
d) Dominar a metodologia do ensino da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS como primeira língua do surdo.
e) Dominar a metodologia de ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para surdos.
f) Identificar materiais didático-pedagógicos, recursos de acessibilidade elaborar o plano de atuação individualizado, para favorecer a autonomia dos alunos visando o atendimento dos diferentes tipos de surdez.
2.2.1 e 2.3.1 SURDOCEGUEIRA (pertinentes à DA e DV)
a) Identificar aspectos característicos da surdocegueira;
b) Conhecer as características individuais da constituição do aluno e sua história;
c) Reconhecer as reações e respostas pedagógicas e formas de comunicação verbal e não verbal
d) Dominar técnicas e estratégias de comunicação verbal e não verbal, organização de rotina e locomoção no ambiente escolar;
e) Desenvolver plano individual, adequação curricular e avaliação adequada às características individuais.
2.3 DEFICIÊNCIA VISUAL (DV)
a) Dominar o Sistema Braille e suas aplicações nas várias áreas (as Grafias), o uso e o ensino do Soroban adaptado.
b) Ter conhecimentos de orientação e mobilidade e de atividades da vida autônoma
c) Conhecer, indicar ou trabalhar com recursos de tecnologia assistiva (incluindo os programas leitores e ampliadores de tela para a informática acessível) para uso no ambiente escolar e no cotidiano do educando.
d) Ter conhecimentos básicos sobre acessibilidade e audiodescrição.
e) Selecionar ou elaborar materiais e recursos específicos e/ou adaptados e outros que não necessitam de adaptação, de acordo com as necessidades do aluno com baixa visão/visão subnormal ou cegueira.
f) Ter conhecimentos para atuar com as várias especificidades da cegueira e visão subnormal (baixa visão), inclusive para a avaliação da visão funcional.
2.4 DEFICIÊNCIA INTELECTUAL (DI)
a) Identificar o aluno com Deficiência Intelectual, avaliar a sua necessidade educacional e prover o necessário para sua efetiva participação nas atividades escolares.
b) Ser capaz de elaborar Plano de Ensino Individual (PEI), a partir da avaliação pedagógica.
c) Identificar materiais didáticos facilitadores da aprendizagem como alternativas.
d) Identificar habilidades básicas de autogestão e específicas, como ferramentas imprescindíveis, inclusive para o mercado de trabalho.
e) Elaborar adaptações curriculares e orientar os demais membros da equipe pedagógica para a adaptação curricular
f) Compreender os pressupostos de teorias do desenvolvimento humano e o papel desempenhado por processos de aprendizagens escolares nos avanços cognitivos do aluno com deficiência intelectual.
g) Planejar e propor intervenções direcionadas para a promoção de avanços na aprendizagem do aluno, considerando suas capacidades e potencialidades.
h) Estimular o desenvolvimento das capacidades dos alunos em estabelecer interações simbólicas com o meio que o circunda, de forma a minimizar as barreiras de natureza cognitiva impostas pela deficiência.
i) Planejar intervenções que privilegiem avanços na compreensão geral do aluno, por meio de proposições de varia-das atividades de natureza linguístico-cognitivas.
j) Estimular e desafiar o aluno a enfrentar de forma ativa conflitos cognitivos relacionados à construção de conceitos, e sua generalização progressiva para diferentes contextos de aprendizagem.
2.5 TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO (TGD)
a) Ter conhecimentos gerais dos Transtornos Globais do Desenvolvimento, disponibilidade e envolvimento pessoal, resistência à frustração e criatividade.
b) Compreender que a educação dos alunos com Transtornos Globais do Desenvolvimento deve ser caracterizada por um estilo mais pragmático e natural, integrador e centrado na comunicação como núcleo essencial do desenvolvimento do aluno, respeitando os recursos e as capacidades dos mesmos.
c) Conhecer métodos, como o TEACCH, o Programas de Comunicação Total, metodologias específicas e outras for-mas de comunicação específicas, para o trabalho educacional prático com o aluno com Transtornos Globais do Desenvolvimento.
d) Orientar o professor do ensino comum na organização e estruturação do espaço da sala de aula, visando ao controle de ruídos excessivos, possível personalização do ambiente, estilos didáticos diretivos, tornando a jornada escolar o mais previsível possível.
e) Planejar intervenções individualizadas, recorrendo a recursos complementares de natureza psicopedagógica, levando-se em conta a capacidade intelectual, o nível comunicativo e linguístico, as alterações de conduta, o grau de flexibilidade cognitiva e comportamental e o nível de desenvolvimento social do aluno.
f) Propiciar situações de aprendizagem a partir de objetos concretos e passar gradativamente para modelos representacionais e simbólicos, de acordo com as possibilidades do aluno.
g) Ressaltar as habilidades de cada área do sistema cognitivo, investindo nas potencialidades para trabalhar as necessidades educacionais específicas do aluno com Transtornos Globais do Desenvolvimento.
h) Avaliar a necessidade de elaboração de adaptação curricular ou de um currículo funcional para vida prática autô-noma, habilidades acadêmicas e funcionais.
2.6 ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO (AH)
a) Ter os conhecimentos da Educação Especial em geral, somados às especificidades das altas habilidades;
b) Apresentar flexibilidade e criatividade na exploração dos recursos didáticos variados, com a intenção de manter o desafio diante de alunos que aprendem rapidamente e tendem a procurar coisas novas e aprofundamento constantemente;
c) Posicionar-se mais como facilitador do que como condutor dos processos, permitindo que o aluno explore o conhecimento de acordo com seu ritmo e interesse;
d) Ser capaz de flexibilizar os temas e problemas abordados de acordo com as necessidades do aluno, podendo orientar e apoiar o professor do ensino comum;
e) Ser capaz de alternar propostas de trabalho individual e grupal;
f) Traçar metas de comum acordo com o aluno e o professor do ensino comum, para obter resultados desejados, levando em consideração as potencialidades e as dificuldades;
g) Buscar a articulação com os recursos da comunidade disponíveis, criando redes de apoio que possam propiciar ao aluno maiores possibilidades de desenvolvimento de seus poten-ciais, tendo em vista sua autonomia e sua preparação para o mundo do trabalho.
3. BIBLIOGRAFIA – EDUCAÇÃO ESPECIAL
A) Livros e Artigos
1. BAUMEL, Roseli Cecília Rocha de Carvalho; RIBEIRO, Maria Luisa Sprovieri (Org). Educação Especial: do querer ao fazer. São Paulo: Avercamp, 2003.
2. BIANCHETTI, Lucidio; FREIRE, Ida Mara. Um Olhar sobre a Diferença. 9. ed. Campinas: Papirus, 2008.
3. MANTOAN, Maria Tereza Eglér; PRIETO, Rosângela; ARANTES, Valéria Amorim. Inclusão Escolar: pontos e con-trapontos. 2 ed. São Paulo: SUMMUS, 2006.
4. MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Educação Especial no Brasil: história e políticas públicas. São Paulo: Cortez, 1996.
5. RODRIGUES, David. Inclusão e educação: doze olhares sobre a educação inclusiva. São Paulo: Summus, 2006.
B) Publicações Institucionais
1. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS . Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e Protocolo Facultativo. Disponível em: \
4. LEGISLAÇÃO
1. BRASIL.DECRETO Nº 6.949, DE 25 DE AGOSTO DE 2009 Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007.
2. SÃO PAULO. DELIBERAÇÃO CEE N.º 68/2007.
Fixa normas para a educação de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, no sistema estadual de ensino.
3. SÃO PAULO. RESOLUÇÃO SE Nº 11, DE 31 DE JANEIRO DE 2008
Dispõe sobre a educação escolar de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas da rede estadual de ensino e dá providências correlatas (Com as alterações introduzidas pela Resolução SE nº 31/2008)
3.1 BIBLIOGRAFIA - DEFICIÊNCIA FÍSICA
A) Livros e Artigos
1. ASSIS, Walkiria de. Criando possibilidades para a educação da pessoa com deficiência física. São Paulo: Revista Educação. Disponível em:
2. FONSECA,Vitor. Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem. PORTO ALEGRE: ARTMED, 2008.
3. GERALIS, Elaine. Crianças com paralisia cerebral: guia para pais e educadores. Porto Alegre: Armed, 2007.
B) Publicações Institucionais
1. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Atendimento educacional especializado: deficiência física. Brasília: MEC/ SEESP, 2007. Disponível em: \
2. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Portal de ajudas técnicas para educação: equipamento e material pe-dagógico para educação, capacitação e recreação da pessoa com deficiência física: recursos pedagógicos adapta-dos. Brasília: MEC/ SEESP, 2002. Fascículo 1. Disponível em:
3. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Portal de ajudas técnicas para educação: equipamento e material pe-dagógico para educação, capacitação e recreação da pessoa com deficiência física; recursos para comunicação al-ternativa. Brasília: MEC/ SEESP, 2006. Disponível em:
4. SÃO PAULO (Estado). Coordenadoria de Gestão e Educação Básica. Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado – CAPE. Entendendo a deficiência física. São Paulo: SE/CGEB/CAPE, 2012. Disponível em :
3.2 BIBLIOGRAFIA - DEFICIÊNCIA AUDITIVA
A) Livros e Artigos
1. CARVALHO, Altiere Araujo. Surdez e implicações Cognitivas sob o ponto de vista sócio-científico. São Paulo: Revista Educação. Disponível em:
2. GUARINELLO, Ana Cristina: O papel do outro na escrita de sujeitos surdos. São Paulo: Ed. Plexus, 2007.
3. GOES, Maria Cecília Rafael de. Linguagem, Surdez e Educação. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 1999.
4. REILY, Lucia. Escola Inclusiva: linguagem e mediação. 4 ed. Campinas: Papirus, 2011. Série Educação Especial.
5. SKLIAR, Carlos. A surdez: um olhar sobre as diferenças. 3 ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.
B) Publicações Institucionais
1. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Atendimento educacional especializado: pessoa com surdez. Brasília: MEC/
SEESP, 2007. Disponível em:
2. SÃO PAULO (Estado). Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Centro de Apoio Pedagógico Especializado. Leitura, escrita e surdez. São Paulo: SE/CENP/CAPE, 2005. Disponível em:
3.3 BIBLIOGRAFIA - DEFICIÊNCIA VISUAL
A) Livros e Artigos
1. AMARALIAN, Maria Lúcia Toledo Moraes (org.). Deficiência visual: perspectivas na contemporaneidade. São Pau-lo: Vetor , 2009.
2. FELIPPE, João Álvaro de Moraes. Caminhando juntos – manual das habilidades básicas de orientação e mobilidade. São Paulo: Laramara, 2001.
3. SIAULYS, Mara O. de Campos; ORMELEZI, Eliana Maria; BRIANT, Maria Emília. (org.). A deficiência visual associada à deficiência múltipla e o atendimento educacional especializado. São Paulo: Laramara, 2010.
B) Publicações Institucionais
1. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. A construção do conceito de número e o pré-soroban. Brasília: MEC/SEESP, 2006. Disponível em:
2. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Atendimento educacional especializado: deficiência visual. Brasília: MEC/ SEESP, 2007. Disponível em:
3. BRASIL. Secretaria de Educação Especial Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa. Brasília:MEC/SEESP, 2006.
4. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Grafia Braille para a Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEESP, 2006. Disponível em:
5. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Orientação e mobilidade: conhecimentos básicos para a inclusão da pessoa com deficiência visual. Brasília: MEC/SEESP, 2003. Disponível em:
6. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Soroban: manual de técnicas operatórias para pessoas com deficiência visual. Brasília: MEC/SEESP, 2012. Disponível em:
3. 4 BIBLIOGRAFIA - DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
A) Livros e Artigos
1. FIERRO, Alfredo. Os alunos com deficiência Mental.In: COLL, César; MARCHESI, Álvaro; PALACIOS, Jesús (Orgs.).Desenvolvimento Psicológico e Educação: transtornos do desenvolvimento e necessidades educativas especiais. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004, v.3.
B) Publicações Institucionais
1. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Atendimento educacional especializado: deficiência mental. Brasília: MEC/ SEESP, 2007. Disponível em:
2. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: adaptações curriculares. Bra-sília: MEC/ SEF/SEESP, 1998. Disponível em:
3. SÃO PAULO (Estado). Coordenadoria de Gestão e Educação Básica. Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado – CAPE. Deficiência intelectual: realidade e ação. São Paulo: SE/CGEB/ CAPE, 2012. Disponível em:
3.5 BIBLIOGRAFIA - SUPERDOTAÇÃO/ALTAS HABILIDADES
A) Publicações Institucionais
1. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. A construção de práticas educacionais para alunos com altas habilidades/superdotação. Brasília: MEC/SEESP, 2007. Disponível em:
2. SÃO PAULO. (Estado) Secretaria da Educação. Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado – CAPE. Um olhar para as altas habilidades: construindo caminhos. São Paulo: SE, 2. ed., 2012 Disponível em:
4.5 LEGISLAÇÃO (SUPERDOTAÇÃO/ALTAS HABILIDADES)
1.SÃO PAULO. RESOLUÇÃO SE Nº 81, DE 7 DE AGOSTO DE 2012
Dispõe sobre o processo de aceleração de estudos para alunos com altas habilidades/superdotação na rede estadual de ensino e dá providências correlatas.
3.6 BIBLIOGRAFIA - TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO
A) Livros e Artigos
1. BASSOLS, Ana Margareth Siqueira (Org). Saúde Mental na Escola – Uma abordagem multidisciplinar. Porto Ale-gre: Mediação, 2003.
2. RIVIÈRE, Angel. O Desenvolvimento e a Educação da Criança Autista. In: COLL, César. PALACIOS, Jesús. MARCHESI, Alvaro (Orgs.). Desenvolvimento Psicológico e Educação – Necessidades Educativas Especiais e Aprendizagem Escolar. Porto Alegre: Artmed, 1995, v.3, p.274-291.
3.___________O autismo e os transtornos globais do desenvolvimento. In: COLL, César, MARCHESI, Álvaro; PALACIOS, Jesús. (Orgs.). Desenvolvimento Psicológico e Educação: transtornos de desenvolvimento e necessidades educativas especiais. 2. ed. v.3. Porto Alegre: Artmed, 2004, p.234-254.
Extraído da Resolução SE nº 52/2013 da Secretaria da Educação de São Paulo, na página dos Recortes do Diário Oficial
terça-feira, agosto 20, 2013
SP Rede do Saber Videoconferência "Construindo Adaptações Curriculares para o aluno com Deficiência Intelectual"
| Adaptações curriculares | |||
| ASSISTA A GRAVAÇÃO | |||
O
Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado realiza videoconferência para
apresentar as possibilidades de adaptações no currículo do estado de
São Paulo, a fim de garantir o aprendizado do aluno com deficiência
intelectual do Ensino Fundamental II.
Os videoconferencistas: Wania Boer, diretora do CAPE; Danilo Namo, da equipe técnica do CAPE; Beatriz Ortiz, supervisora de Ensino da DE Bauru; e José Angelo Thimóteo da Silva, supervisor de Ensino da DE Bauru. | |||
terça-feira, julho 23, 2013
SP - Parceria beneficia 190 alunos com deficiência intelectual
O acordo prevê a realização de aulas de Karatê Do e Taekwondo para 100 crianças e adolescentes, sendo 80 alunos com deficiência intelectual e 20 em risco social, dos CEUs Caminho do Mar, Vila Atlântica, Parque Anhanguera, Paz e Parque Bristol. Estas aulas serão administradas durante 10 meses e tem como objetivo estimular a socialização e o desenvolvimento físico e motor dos alunos.
Além disso, 90 alunos com deficiência intelectual dos CEUs de Cidade Dutra, Meninos, Uirapuru, Casa Blanca e Caminho do Mar, receberão o Projeto “Pintou a Síndrome do Respeito – Inclusão pela Arte”, que oferece oficinas de arte para promover a inclusão.
No total são beneficiados 190 alunos, sendo 75% das vagas destinadas a crianças e adolescentes com deficiência intelectual, especialmente Síndrome de Down, com idades entre 10 e 17 anos e 25% para jovens em situação de vulnerabilidade social, que residem na região dos CEUs participantes.
Durante a execução do projeto, os alunos serão acompanhados por profissionais especializados farão exames médicos, avaliações físicas, psicológicas e receberão certificados de conclusão.
segunda-feira, janeiro 07, 2013
Doença genética rara, síndrome de Williams ainda é desconhecida pela maior parte dos profissionais de saúde
A variedade e complexidade das alterações médicas exigem que o tratamento seja feito por equipe multidisciplinar composta por especialistas familiarizados com a síndrome. Além de médicos, em geral, é necessário o acompanhamento do quadro por psicólogos e terapeutas ocupacionais, uma vez que os pacientes apresentam um fenótipo cognitivo-comportamental característico.
“A deficiência mental é discrepante, com algumas funções bem desenvolvidas, e outras mais comprometidas”, pondera o professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) e coordenador do Laboratório de Neuropsicologia do Desenvolvimento da UFMG, Vitor Haase. As pessoas com a síndrome tendem a apresentar baixo desempenho em atividades relacionadas à cognição viso-espacial, como desenho e tarefas que exijam coordenação motora.
A maioria também tem limitações em matemática, mesmo para realizar as operações mais simples, o que dificulta tarefas cotidianas como calcular o troco em pequenas negociações comerciais.
“Por outro lado, eles costumam ter uma inteligência verbal mais bem desenvolvida, o que garante que seu vocabulário seja preservado e lhes confere facilidade no aprendizado de idiomas”, observa Haase.
Melhor amigo de todo mundo
Outro traço comum a indivíduos com a síndrome é a hipersocialidade: em geral, eles são bastante interativos e tendem a se interessar pelos outros, demonstrando sentimentos de carinho e afeição. “Há um artigo acadêmico que trata sobre isso, com o sugestivo título "Quero ser o melhor amigo de todo mundo", revela Haase. “A maioria dos pacientes expressa ideias similares e alguns chegam a falar literalmente isso”, comenta.
A personalidade expansiva torna-se uma preocupação a mais para a família, já que, muitas vezes, a pessoa não consegue perceber indícios de que alguém queira prejudicá-la. O problema se agrava com a dificuldade recorrente em diferenciar expressões faciais positivas e negativas.
Embora sociáveis, as crianças com síndrome de Williams tendem a ser solitárias e se relacionar mais com adultos, que apresentam maior condescendência em relação a elas, do que com pessoas da mesma faixa etária. Por serem muito falantes e, frequentemente, fixarem-se em assuntos específicos, essas crianças podem aborrecer os colegas de turma, o que as leva a serem discriminadas.
Dificuldade de inserção
A terapeuta ocupacional Márcia Resende é mãe de Alexandre, adolescente de 16 anos com a síndrome de Williams. Embora o garoto já apresentasse alterações orgânico-funcionais desde o nascimento –, Márcia conta que ele mamava e vomitava a cada duas horas –, ela, o marido e o até o psicólogo, não desconfiaram da origem do problema.
Apesar de ter buscado explicações com distintos especialistas, Márcia só chegou a um diagnóstico preciso quando a criança tinha quatro anos e meio de idade. “Procurei por profissionais renomados nos mais diversos campos da área de saúde, mas ninguém sabia me dizer o que meu filho tinha”, revela. “’Isso é apenas um pequeno atraso. Você está muito ansiosa; daqui a pouco ele anda, daqui a pouco ele fala’, era o que todos diziam.” A peregrinação só terminaria com o diagnóstico feito por uma geneticista da UFMG.
A consciência da doença possibilitou o tratamento adequado e um acompanhamento escolar condizente com as especificidades de Alexandre. “No primeiro dia de aula eu já procurava a professora e conversava com ela a respeito de meu filho”, lembra Márcia, que costumava contratar uma terapeuta ocupacional para ir à sala de aula explicar sobre a síndrome, em linguagem apropriada a crianças. “Eu permanecia sempre muito próxima da professora, todos os dias perguntando sobre as atividades realizadas em aula e o desempenho dele, e colocando-o em acompanhamento psicopedagógico”, conta.
Já Regina Manini, mãe de Polyana, só tomou conhecimento sobre a doença da filha quando ela já tinha 22 anos de idade. “O pai nunca mais quis vê-la depois do diagnóstico”, queixa-se. Para ela, a maior dificuldade enfrentada por pessoas com a síndrome é encontrar espaços sociais onde se encaixar. “Não existe nada direcionado especificamente a elas, como oportunidades de emprego e atividades de lazer”, lamenta.
Regina diz já ter levado a filha para entrevistas admissionais em diversas empresas que oferecem reserva de vagas a indivíduos com deficiência, sem nunca ter obtido êxito. “Eles querem contratar trabalhadores que tenham um problema muito pequeno, quase imperceptível”, julga, salientando que pessoas com a síndrome, em geral educadas e sociáveis, podem ter bom desempenho em atividades que envolvam o relacionamento com o público.
União entre famílias
Márcia e Regina se conheceram em um dos encontros para pessoas com a doença e suas famílias, organizados na UFMG em parceira com a Associação Brasileira de Síndrome de Williams. A iniciativa foi do professor Vitor Haase e da geneticista Maria Raquel Carvalho, docente do ICB, atuaram juntos em projeto de pesquisa sobre deficiência intelectual. “Observamos a demanda dessas famílias por atendimento e troca de informações, e decidimos propor os encontros”, revela Haase.
No último deles, realizado no dia 24 de novembro, na Fafich, foi fundada a Associação Mineira da Síndrome de Williams, na qual as mães Márcia e Regina ocupam funções diretivas. A entidade busca reunir famílias de todo o estado para discutir sobre a síndrome, oferecer apoio aos portadores e lançar luz sobre a doença, reivindicando melhores condições de diagnóstico e tratamento. Os membros estão à procura de pesquisadores e profissionais que tenham interesse em se juntar à equipe, oferecendo serviços médicos, psicológicos, atividades de lazer, acompanhamento pedagógico, e promovendo estudos na área. Interessados devem entrar em contato pelos telefones (31) 3234-5647/8409-5040 ou pelos e-mails reginamanini@yahoo.com.br e mnobregaresende@gmail.com.
(Gabriella Praça)
terça-feira, novembro 01, 2011
SP Secretaria oferece pós-graduação em Educação Especial
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo oferecerá dois cursos de pós-graduação em Educação Especial para 300 professores das escolas municipais paulistanas. As especializações, que terão duração de um ano, serão nas áreas de Deficiência Intelectual e Surdez, ministradas pela UNESP (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. As inscrições começam nesta terça-feira (1º).
Os educadores serão selecionados por meio de análise de currículo e entrevista. Para cada área– Deficiência Intelectual e Surdez – serão oferecidas 150 vagas. Os professores que tiverem a oportunidade de passar pela pós-graduação deverão firmar o compromisso de continuar na rede municipal paulistana por no mínimo quatro anos, atuando nas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAIs) - espaços dedicados a ajudarem os alunos deficientes no contraturno - ou nos Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão (CEFAIs), responsáveis pelo apoio e formação de educadores que atendem os alunos deficientes na sala de aula. No caso dos educadores que optarem pela pós em Surdez, também será possível escolher por trabalhar futuramente nas Escolas Municipais de Educação Especial (EMEEs).
As inscrições serão entre os dias 1º e 8 de novembro nos CEFAIs de cada Diretoria Regional de Educação (DRE). Para os professores que preferirem atuar nas EMEEs, a inscrição deverá ser feita na escola em que desejam lecionar. O curso em Deficiência Intelectual tem início no próximo dia 18 e na área de Surdez, as aulas começam dia 25 de novembro. A distribuição de vagas por DRE, as fichas de inscrição e os detalhes para a participação na pós-graduação estão no Diário Oficial de São Paulo do dia 28 de outubro, nas páginas 29, 30 e 31.
Política de formação - Desde 2008, 400 professores da rede municipal já passaram por cursos de pós-graduação oferecidos pela Prefeitura, em diferentes áreas do ensino de alunos com necessidades educacionais especiais como Deficiências Auditiva, Intelectual, Visual e Física. O objetivo da Secretaria é formar equipes de professores especialistas para atuarem na rede municipal.
Hoje, 22.700 educadores estão envolvidos com os alunos com necessidades educacionais especiais. Todos já passaram por diversos cursos e seminários promovidos pela Secretaria sobre as diferentes deficiências, abordando a didática, metodologia, adequações curriculares, construção de material didático, avaliação pedagógica, cursos básicos de LIBRAS.
A Educação Especial da rede atende cerca de 16 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência intelectual, visual, física, auditiva, surdocegueira e múltipla; alunos com alterações de seus quadros neurológicos, psiquiátricos e psicológicos; além de alunos com altas habilidades e superdotação - que, no contexto escolar, demandam atendimento educacional especializado.
quarta-feira, julho 28, 2010
SP - Abertas inscrições para pós-graduação em deficiências auditiva e intelectual
quinta-feira, junho 11, 2009
Formas criativas para estimular a mente de deficientes intelectuais
O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los
Cinthia Rodrigues (novaescola@atleitor.com.br)De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia.
Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar.
No geral, especialistas na área sabem que existem características comuns a todo esse público (leia a definição no quadro abaixo). São três as principais dificuldades enfrentadas por eles: falta de concentração, entraves na comunicação e na interação e menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente. "Há crianças que reproduzem qualquer palavra escrita no quadro, mas não conseguem escrever sozinhas por não associar que aquelas letras representem o que ela diz", comenta Anna Augusta Sampaio de Oliveira, professora do Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). As características de todas as outras deficiências você pode ver no especial Inclusão, de NOVA ESCOLA (leia o último quadro).
A importância do foco nas explicações em sala de aula
Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo.
A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp.
O que é a deficiência intelectual?
É a limitação em pelo menos duas das seguintes habilidades: comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho. O termo substituiu "deficiência mental" em 2004, por recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), para evitar confusões com "doença mental", que é um estado patológico de pessoas que têm o intelecto igual da média, mas que, por algum problema, acabam temporariamente sem usá-lo em sua capacidade plena. As causas variam e são complexas, englobando fatores genéticos, como a síndrome de Down, e ambientais, como os decorrentes de infecções e uso de drogas na gravidez, dificuldades no parto, prematuridade, meningite e traumas cranianos. Os Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGDs), como o autismo, também costumam causar limitações. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial tem alguma deficiência intelectual.
Foi o que fez a professora Marina Fazio Simão, da EMEF Professor Henrique Pegado, na capital paulista, para conseguir a atenção de Moisés de Oliveira, aluno com síndrome de Down da 3ª série. "Ele não ficava parado, assistindo à aula", lembra ela. Este ano, em um projeto sobre fábulas, os avanços começaram a aparecer. "Nós lemos para a sala e os alunos recontam a história de maneiras diferentes. No caso dele, o primeiro passo foram os desenhos. Depois, escrevi com ele o nome dos personagens e palavras-chave", relata ela.
Escrita significativa e muito bem ilustrada
A falta de compreensão da função da escrita como representação da linguagem é outra característica comum em quem tem deficiência intelectual. Essa imaturidade do sistema neurológico pede estratégias que servem para a criança desenvolver a capacidade de relacionar o falado com o escrito. Para ajudar, o professor deve enaltecer o uso social da língua e usar ilustrações e fichas de leitura. O objetivo delas é acostumar o estudante a relacionar imagens com textos. A elaboração de relatórios sobre o que está sendo feito também ajuda nas etapas avançadas da alfabetização.
A professora Andréia Cristina Motta Nascimento é titular da sala de recursos da EM Padre Anchieta, em Curitiba, onde atende estudantes com deficiência intelectual. Este ano, desenvolve com eles um projeto baseado na autoidentificação - forma encontrada para tornar o aprendizado mais significativo. A primeira medida foi pedir que trouxessem fotos, certidão de nascimento, registro de identidade e tudo que poderia dizer quem eram. "O material vai compor um livro sobre a vida de cada um e, enquanto se empolgam com esse objetivo, eu alcanço o meu, que é ensiná-los a escrever", argumenta a educadora.
Quem não se comunica... pode precisar de interação
Outra característica da deficiência intelectual que pode comprometer o aprendizado é a dificuldade de comunicação. A inclusão de músicas, brincadeiras orais, leituras com entonação apropriada, poemas e parlendas ajuda a desenvolver a oralidade. "Parcerias com fonoaudiólogos devem ser sempre buscadas, mas a sala de aula contribui bastante porque, além de verbalizar, eles se motivam ao ver os colegas tentando o mesmo", explica Anna, da Unesp.
Essa limitação, muitas vezes, camufla a verdadeira causa do problema: a falta de interação. Nos alunos com autismo, por exemplo, a comunicação é rara por falta de interação. É o convívio com os colegas que trará o desenvolvimento do estudante. Para integrá-lo, as dicas são dar o espaço de que ele precisa mantendo sempre um canal aberto para que busque o educador e os colegas.
Para a professora Sumaia Ferreira, da EM José de Calazans, em Belo Horizonte, esse canal com Vinicius Sander, aluno com autismo do 2º ano do Ensino Fundamental, foi feito pela música. O garoto falava poucas palavras e não se aproximava dos demais. Sumaia percebeu que o menino insistia em brincar com as capas de DVDs da sala e com um toca-CD, colocando músicas aleatoriamente. Aos poucos, viu que poderia unir o útil ao agradável, já que essas atividades aproximavam o menino voluntariamente. Como ele passou a se mostrar satisfeito quando os colegas aceitavam bem a música que escolheu, ela flexibilizou o uso do aparelho e passou a incluir músicas relacionadas ao conteúdo. "Vi que ele tem uma memória muito boa e o vocabulário dele cresceu bastante. Por meio dos sons, enturmamos o Vinicius."
Especial Inclusão
Apesar de avançada no país, a inclusão ainda gera dúvidas nos professores. Para suprir essa demanda, NOVA ESCOLA produziu uma edição especial sobre o tema. A revista traz uma reportagem sobre as diferentes deficiências, além de outra sobre como diagnosticar e avaliar os alunos. Além disso, trará texto sobre como flexibilizar o tempo, o espaço, o conteúdo e os recursos e um encarte especial com planos de aula de todas as disciplinas. A revista chega às bancas dia 6 de julho, por 4,90 reais.
REVISTA NOVA ESCOLA
Edição 223 Junho 2009
terça-feira, maio 19, 2009
Alunos deficientes intelectuais: conceitos, habilidade mental, comportamento e interações
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