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domingo, julho 04, 2021

ENEM - Saiba como solicitar atendimento especializado no Enem

Documento para solicitação deve ser anexado na Página do Participante, no momento da inscrição. Resultado das solicitações será divulgado no dia 23 de julho.

Os interessados em fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 e que precisam de atendimento especializado podem solicitá-lo no momento da inscrição, no período de 30 de junho a 14 de julho, pela Página do Participante. Ao solicitar o atendimento, o participante deve informar as condições que motivam o pedido e anexar documentação comprobatória. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgará o resultado das solicitações no dia 23 de julho.

Confira o edital do Enem 2021 impresso

Confira o edital do Enem 2021 digital

Confira o edital do Enem 2021 impresso em Libras

Acesse a Página do Participante

quarta-feira, agosto 12, 2020

Enem 2020 terá 47 mil participantes com atendimento especializado

Os atendimentos são garantidos pela Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep a participantes que solicitaram recursos na inscrição e tiveram os pedidos aprovados

A cada ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) implanta melhorias de acessibilidade e inclusão no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 (versão impressa) e nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 (versão digital). Todas as necessidades adicionais para fazer as provas estão incorporadas no atendimento especializado, que inclui gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar e/ou com outras condições específicas. Participantes com cegueira, surdocegueira, baixa visão e visão monocular que tiveram o pedido aprovado neste ano passarão a contar com um programa que possibilita a leitura de textos na tela do computador.

O Inep recebeu quase 55 mil solicitações de atendimento especializado para fazer as provas do Enem 2020 impresso. Desse total, 47.847 foram deferidas. O balanço ainda aponta que 508 pedidos de atendimento pelo nome social nas provas do Enem foram atendidos. Os atendimentos especializados são garantidos pela Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep a participantes que solicitaram os recursos na inscrição.

Saiba como funciona o atendimento especializado:

Surdocegueira, visão monocular e baixa visão: a novidade é o aplicativo que possibilita a leitura de textos no computador, por meio de voz sintetizada, que descreve tudo o que aparece escrito no monitor. O software disponibilizado será o NVDA, e o sistema, o Dosvox; há também ledor, transcritor, prova com letras e figuras ampliadas, sala de fácil acesso. O edital ainda prevê que, se solicitado, o participante pode fazer o uso de alguns materiais próprios, como caneta de ponta grossa, tiposcópio, óculos especiais, lupa, telelupa e luminária.

Gestantes e idosos: possibilidade de escolha de recursos de acessibilidade, no momento da inscrição, como sala de fácil acesso e apoio para pernas e pé.

Lactantes: tempo adicional de 60 minutos por dia para participantes lactantes que informaram a condição no sistema de inscrição e levarem o lactente (bebê) e o acompanhante no dia da aplicação. A lactante que não levar o bebê fará prova em sala extra, sem o tempo adicional. A participante lactante deverá anexar a certidão de nascimento do lactente, com idade inferior ou igual a 1 ano, no último dia de aplicação do exame.

Estudante em situação de classe hospitalar: poderá fazer as provas no hospital o participante que estiver internado, desde que esteja recebendo escolarização; que haja disponibilidade de instalações adequadas para aplicação do exame e que tenha informado a condição no sistema de inscrição, conforme previsto em edital.

Cegueira: prova em braile, ledor, transcritor, sala de fácil acesso. Assim como os participantes com baixa visão, o deficiente visual também pode ter o auxílio de materiais próprios. São eles: máquina Perkins, punção, reglete, assinador, tábuas de apoio, sorobã e cubaritmo – instrumentos que auxiliam na escrita e em cálculos para pessoas cegas. Também é possível fazer a prova acompanhado de cão-guia.

Surdocegueira: haverá três guias-intérpretes para atendimento ao participante surdocego, prova em braile, transcritor e sala de fácil acesso.

Deficiência auditiva e surdez: tempo adicional de 120 minutos por dia de prova, tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), leitura labial e videoprova em Libras.

Autismo, discalculia, deficit de atenção e dislexia: ledor, transcritor e tempo adicional de 60 minutos por dia de prova.

Deficiência intelectual: ledor, transcritor e sala de fácil acesso.

Deficiência física: transcritor, sala de fácil acesso e mobiliário adaptado (mesa e cadeira sem braços e mesa para cadeira de rodas).

Travesti/transexual: quem não solicitou ou teve sua solicitação pelo nome social indeferida poderá escolher o banheiro que deseja utilizar no dia da aplicação.

Enem – A estrutura do exame permanece com uma redação e 45 questões em cada prova das quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.

Enem Digital – O Inep irá garantir a oportunidade de fazer o exame em versão digital para 101 mil participantes. A modalidade é ofertada em todos os estados e no Distrito Federal, nos municípios definidos em edital, com número respectivo de vagas. Nesta edição, apenas os alunos concluintes do ensino médio ou que já terminaram a etapa e não precisam de recurso de acessibilidade puderam se inscrever para fazer as provas. Os computadores para o exame serão disponibilizados nos locais de aplicação e não será possível utilizar equipamento pessoal. 
 

quinta-feira, abril 04, 2019

PERNAMBUCO - Jovens com deficiência intelectual a um passo do mercado de trabalho

Dezesseis jovens com deficiência intelectual do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) deram um passo importante nesta quinta-feira (04/04). Eles passaram a integrar a turma de aprendizagem básica em costureiro industrial do vestuário da unidade do Paulista. Após o período de seis meses, eles poderão vivenciar a prática profissional em indústria pernambucana responsável pela distribuição de peças para importantes redes varejistas do País. Ao todo, a turma tem 22 estudantes.

O curso ensinará do zero, desde o uso de uma linha até a produção completa de uma peça. No conteúdo, será abordado qual material é usado para modelagem, as regras de segurança e como desenvolver competências de corte. Eles terão aulas em laboratórios de costura e modelagem com máquinas industriais utilizadas na empresa de confecção que irão trabalhar.

A iniciativa faz parte do Programa SENAI de Ações Inclusivas, que busca sensibilizar indústrias parceiras de que a contratação de pessoas com deficiência beneficia a todos. De 2000 – quando o programa foi criado – para cá, aproximadamente 400 jovens foram inseridos no mercado de trabalho por meio dessa prática.
 
FONTE: SENAI PE

domingo, julho 15, 2018

Dez obras literárias em versão audiovisual acessível

“O Pequeno Príncipe” e “Aventuras de Alice no País das Maravilhas” são algumas das obras disponíveis gratuitamente

A Secretaria Municipal de Educação da cidade de São Paulo selecionou dez livros em versão audiovisual acessível que podem ser utilizados no trabalho com estudantes com deficiência visual, deficiência intelectual, baixa visão ou surdez. Na seleção, estão histórias como “O Pequeno Príncipe”, “O Flautista de Hamelin”, “Aventuras de Alice no País das Maravilhas”, entre outros.

As obras fazem parte do Projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas, iniciativa do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) do Ministério da Cultura (MinC). O material foi produzido pela Mais Diferenças, organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) que atua com educação e culturas inclusivas.

Veja abaixo as obras que estão disponíveis gratuitamente na biblioteca virtual. Acesse todo o conteúdo por meio deste link.

O Pequeno Príncipe

Aventuras de Alice no País das Maravilhas

O Flautista de Hamelin

Romance do Pavão Misterioso

Relíquias da Casa Velha

A Alma Encantadora das Ruas

O Alienista

A Terrível História da Perna Cabeluda

Crônicas

A Chegada de Lampião no Céu


Educação Inclusiva na Rede Municipal de Ensino (RME) da cidade de São Paulo - A Política Paulistana de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva, tem o objetivo de assegurar o acesso, a permanência, a participação plena e a aprendizagem de bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento – TGD e altas habilidades ou superdotação nas unidades educacionais e espaços educativos da Secretaria Municipal de Educação, observadas as diretrizes estabelecidas no Decreto 57.379, de 13 de outubro de 2016.

Em 2018, a rede municipal de ensino conta com aproximadamente 7.500 estudantes com deficiência intelectual, 1.200 estudantes surdos e 633 com baixa visão ou cegueira, entre bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos. Saiba mais sobre Educação Inclusiva clicando aqui.
 
FONTE: SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO

sábado, dezembro 09, 2017

SÃO PAULO - Deliberação CEE nº 149/2016 - Normas para a Educação Especial

DELIBERAÇÃO CEE N° 149/2016 - Estabelece normas para a educação especial no sistema estadual de ensino

O Conselho Estadual de Educação, no uso das atribuições que lhe confere a Lei Estadual no 10.403/71, e com fundamento na Constituição Federal, na Lei no 9.394, de 20/12/96, e demais Leis e Normas, especialmente a Indicação CEE no 155/2016,

DELIBERA:

Art. 1o A educação especial é modalidade que integra a educação regular em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino e deverá assegurar recursos e serviços educacionais, organizados institucionalmente para apoiar, complementar e suplementar o ensino regular, com o objetivo de garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos com deficiência física, intelectual, sensorial ou múltipla, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.

Art. 2o A educação especial deve ter início na educação infantil ou em qualquer fase da escolaridade em que se fizer necessária.

Art. 3o O atendimento educacional dos alunos de que trata esta Deliberação deve ocorrer, preferencialmente, na rede regular de ensino.

§ 1o As escolas que integram o sistema estadual de ensino deverão efetivar a matrícula no ensino regular dos alunos de que trata a presente Deliberação.

§ 2o As escolas que integram o sistema estadual de ensino organizar-se-ão para o atendimento desses educandos, de modo a propiciar condições necessárias a uma educação de qualidade para todos, recomendando-se intercâmbio e cooperação entre as escolas, sempre que possam proporcionar o aprimoramento dessas condições.

Art. 4o As escolas que integram o sistema estadual de ensino, com a colaboração do Estado, da família e da sociedade, deverão:

I – efetuar a distribuição ponderada dos alunos da educação especial pelas várias classes da fase escolar em que forem classificados, buscando a adequação entre idade e série/ano;

II – implementar flexibilizações curriculares que considerem metodologias de ensino diversificadas e recursos didáticos diferenciados para o desenvolvimento de cada aluno da educação especial, em consonância com o projeto pedagógico da escola;

III – manter professores com formação adequada e compatível para o atendimento especializado dos alunos da educação especial;

IV – realizar o aprofundamento e enriquecimento curricular com o propósito de favorecer o desenvolvimento das potencialidades dos alunos com altas habilidades ou superdotação;

V – garantir a presença de intérpretes da Libras e guias-intérpretes, sempre que necessário;

VI – garantir, sempre que necessário, a presença de cuidadores – atendente pessoal, profissional de apoio escolar e acompanhante – ou de profissionais de apoio escolar, para atendimento individual ou não, em atuação colaborativa com o professor da classe regular;

VII – dar sustentabilidade ao processo escolar, mediante aprendizagem cooperativa em sala de aula, trabalho de equipe na escola e constituição de redes de apoio com a participação da família e de outros agentes da comunidade no processo educativo;

VIII – manter atividades de preparação e formação para o trabalho e atividades nas diferentes línguas e nas várias linguagens artísticas e culturais;

IX – garantir apoios pedagógicos, tais como:

a) oferta de apoios didático-pedagógicos necessários à aprendizagem, à comunicação, com utilização de linguagens e códigos aplicáveis;

b) atendimento educacional especializado em sala de recursos na escola onde o aluno frequenta, em outras escolas ou em instituição que ofereça o atendimento em sala de recursos no contraturno de sua  frequência na sala regular com a utilização de procedimentos, equipamentos e materiais próprios, por meio da atuação de professor especializado para orientação, complementação ou suplementação das atividades curriculares, em período diverso da classe comum em que o aluno estiver matriculado;

c) atendimento itinerante de professor especializado que, em atuação colaborativa com os professores das classes comuns, assistirá os alunos que não puderem contar, em seu processo de escolarização, com o apoio da sala de recursos ou instituição especializada.

Art. 5o Para atender às disposições da presente Deliberação, as escolas que integram o sistema estadual de ensino não poderão realizar cobrança de valores adicionais como estabelecido no art. 28, § 1o da Lei Federal no 13.146, de 6 de julho de 2015.

Art. 6o Aplicam-se a esses alunos os critérios de avaliação previstos na Proposta Pedagógica e estabelecidos nas respectivas normas regimentais, acrescidos dos procedimentos de flexibilização curricular e das formas alternativas de comunicação e adaptação dos materiais didáticos e dos ambientes físicos disponibilizados.

Parágrafo único – O previsto no caput deve ser observado também nos procedimentos de classificação e reclassificação.

Art. 7o Os alunos, de que trata esta Deliberação, poderão receber certificado de terminalidade específica, caso não consigam atingir o nível exigido para conclusão do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio em virtude de suas deficiências.

Art. 8o A preparação profissional oferecida aos alunos, de que trata esta Deliberação, quando não apresentarem condições de se integrarem nos cursos técnicos de nível médio, poderá ser realizada, como indica o Parecer CEE 361/14, em oficinas laborais ou em outros serviços da comunidade, que contem com recursos necessários à qualificação básica e à inserção do aluno no mercado de trabalho.

Parágrafo único - A preparação para o trabalho poderá ocorrer em empresas com acompanhamento, supervisão e avaliação da escola ou entidade responsável pela educação do aluno.

Art. 9o Serão assegurados aos alunos objeto da presente Deliberação os padrões de acessibilidade, mobilidade e comunicação, na conformidade do contido nas Leis no s 10.098/00, 10.436/02, 12.764/12, 13.005/14, 13.146/15, e nos Decretos nos 5.296/04 e 6.949/09, constituindo-se o pleno atendimento em requisito para o credenciamento da instituição, autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos.

Art. 10 O sistema estadual de ensino, por meio das secretarias de educação ou pelas próprias escolas, promoverá atividades de orientação e de formação continuada de professores com vistas à melhoria e aprofundamento do trabalho pedagógico na área de Educação Especial.

Art. 11 As disposições necessárias ao atendimento dos alunos de que trata a presente Deliberação, inclusive nos casos de encaminhamento para instituição especializada após avaliação multiprofissional e pedagógica, deverão estar previstas no Regimento Escolar e na Proposta Pedagógica das escolas, respeitadas as normas do sistema de ensino e da LDB.

Parágrafo único – As alterações no Regimento Escolar poderão ser realizadas para o ano de 2018, após definição na Proposta Pedagógica a ser realizada por meio de momentos de formação ao longo do ano letivo.

Art. 12 Esta Deliberação entra em vigor na data da publicação de sua homologação, revogando-se a  Deliberação CEE nº 68/2007 e disposições em contrário.


Publicado no DOE de 01/12/2016 Seção I - Página 53

quarta-feira, agosto 23, 2017

5 Dicas de atividades que estimulam a inclusão das pessoas com deficiência na escola

Com o objetivo de informar a população sobre as necessidades específicas das pessoas com deficiência e desconstruir preconceitos, comemora-se a “Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla” de 21 até o dia 28 de agosto. Instituída em 1964, a Semana é um momento não apenas para refletir sobre a participação, mas também para entender e aceitar a diversidade da sociedade como um caminho para nossa evolução como seres humanos.

As necessidades sociais, educacionais e psicológicas das crianças e jovens com deficiência são praticamente idênticas às das outras crianças e, com exceção das deficiências mais graves, podem ser satisfeitas sem cuidados especiais. Por isso, é bom que a criança estude em escolas regulares e que participe, conforme suas capacidades, das brincadeiras e atividades da escola, aprendendo assim a se relacionar socialmente, aceitando e convivendo com seus limites.

A integração e a inclusão escolar são imprescindíveis para desenvolver seu potencial e exercer seus direitos de cidadão. É evidente que a deficiência impõe cuidados e providências específicas, e que as necessidades psicológicas têm algumas particularidades. Desta forma, o Blog educação selecionou algumas atividades que estimulam a inclusão das pessoas com deficiência na escola. Confira:

Dinâmicas

Quando um aluno com necessidades educacional for integrado em uma escola regular, sugerimos que além das orientações gerais oferecidas pela professora da classe, a mesma possa desenvolver com o grupo algumas dinâmicas, elas facilitem a integração do aluno com necessidades educacionais especializadas.

Jogos

Utilizar jogos, não como instrumento recreativos na aprendizagem, mas como facilitadores, colaborando para trabalhar os bloqueios que os alunos apresentam em relação a alguns conteúdos matemáticos. Como por exemplo, o dominó.

Comunicação por figuras

O Sistema de Comunicação por Figuras – PECS (Pecs- Picture Exchange Communication System), é um método de comunicação mais utilizado com autistas, desde os primeiros anos de vida. Muito popular seu uso em escolas (classes especiais), terapias e em casa. Os PECS são extremamente importantes para os autistas não verbais.

Teatro

Através do teatro não verbal, o aluno irá utilizar o corpo e gestos para transmitir uma mensagem. Outra metodologia é o teatro de vara ou hastes, usado para ampliar vinculo afetivo, descobrindo seu corpo e potencialidades, limites e fortalecendo sua autoestima na relação social ampla. Outra possibilidade é utilizar fantoches, seu potencial mágico ajuda a promover o desenvolvimento integral dos alunos, como convite a contar histórias.

Atividades coordenação motora

Os professores de educação física podem inventar, criar e imaginar atividades esportivas para trabalhar o planejamento motor, coordenação motora e equilíbrio. Atividades baseadas em modalidades olímpicas podem ser bastante divertidas.

Educação Inclusiva

Em Minas Gerais, a rede estadual de ensino, de acordo com dados do Sistema Mineiro de Administração Escolar (Simade), conta com 43.002 alunos matriculados com algum tipo de deficiência – seja física, auditiva, visual ou intelectual -, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidade/superdotação. Desse total, 40.439 são estudantes incluídos em 3.245 escolas regulares; e 2.563 são alunos matriculados em escolas especiais exclusivas (26 unidades).

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE) trabalha em toda a sua rede para que a oferta do ensino seja universal e de maneira inclusiva. Para garantir todo o suporte ao estudante com deficiência, as escolas oferecem o Atendimento Educacional Especializado, que tem por objetivo levar aos alunos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e superdotação/altas habilidades o atendimento especializado que lhes possibilite a participação plena na escola. Esse atendimento, em caráter complementar e de apoio, permite ao aluno um melhor aproveitamento de suas potencialidades, melhorando seu processo de aprendizagem e facilitando a sua inclusão nas classes comuns.

FONTE: 
BLOG EDUCAÇÃO
http://blog.educacao.mg.gov.br/?p=13646

quinta-feira, dezembro 01, 2016

SP REDE DO SABER Videoconferência "Credenciamento de Instituições - Orientações e procedimentos"

Credenciamento de Instituições  

Entidades receberão orientações por videoconferência. Dia 01/12, às 9h30.
ASSISTA A GRAVAÇÃO
   

Nome da Videoconferência: Credenciamento de Instituições - Orientações e procedimentos
Data: 01/12/2016
Horário: das 9h30 às 12h



O objetivo da videoconferência é orientar as organizações da sociedade civil sem fins lucrativos sobre os procedimentos para o credenciamento de escolas para atendimento de alunos com deficiência intelectual e TGD/TEA, em regime de parceria com a SEE, em 2017.

Os videoconferencistas serão Kauê Grecco, assistente técnico do Gabinete/CGEB; Dra. Renata Hauenstein, chefia de Gabinete; e Danilo Namo, técnico do CAPE.

A transmissão será realizada pela Rede do Saber/EFAP e a interação poderá ser feita pelo e-mail faleconosco@rededosaber.sp.gov.br.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Software educacional criado na UnB será distribuído em todo o país

Ministério da Educação quer disponibilizar o Projeto Participar, voltado à inclusão de portadores de deficiência intelectual, para 93 mil escolas públicas

A partir de março de 2014, os professores da rede pública terão um novo aliado na educação de jovens e adultos com dificuldades de aprendizagem decorrente de deficiências como o autismo e Síndrome de Down. O Ministério da Educação (MEC) quer levar o projeto pioneiro Participar, software criado por estudantes do curso de Licenciatura em Computação da Universidade de Brasília (UnB), para 93 mil escolas públicas.

A plataforma educacional, que pode ser baixada gratuitamente aqui, foi desenvolvida para auxiliar na alfabetização, inclusão digital e exercício da cidadania de portadores de necessidades especiais. Traz aos usuários atividades com recursos visuais e sonoros e já vem sendo utilizada em 650 escolas públicas do Distrito Federal, além de unidades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) em todo o Brasil. 
 
Além do software Participar, que já se encontra em sua segunda versão, o Ministério da Educação quer disponibilizar ainda outros dois programas criados na UnB: a plataforma Somar, para ensino de matemática aplicada ao cotidiano de portadores de deficiência intelectual, e Aproximar, para apoio educacional ao ensino de gestos sociais a autistas clássicos. “Essas três ferramentas educacionais foram testadas, em caso real de uso, em escolas públicas e estarão disponíveis para uso gratuitamente no portal do MEC”, conta o professor Wilson Veneziano, responsável pelos projetos e orientação dos estudantes envolvidos na criação dos programas.

De acordo com ele, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, determinou ainda que o MEC, junto com a Universidade de Brasília, produza vídeoaulas para a capacitação de professores da rede pública. “[O vídeo] mostrará um passo a passo de como utilizar os softwares na prática pedagógica”, explica Wilson.

A iniciativa vem ao encontro do movimento pela educação inclusiva, impulsionada pela Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU), adotada pelo Brasil em 2007. Dados do último Censo Escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que de 2005 a 2011 houve um crescimento no número de matrículas de jovens com alguma necessidade especial em escolas regulares. 
 
FONTE: UnB

quarta-feira, agosto 28, 2013

SP - Perfis, competências e habilidades requeridos do Professor de Educação Básica II - Educação Especial

Na Resolução SE nº 52/2013, publicada em 15/08/2013, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, que produz seus efeitos a partir de 2 de setembro de 2013,

Perfis, competências e habilidades requeridos do Professor de Educação Básica II - Educação Especial da rede estadual de ensino, os referenciais bibliográficos e de legislação, que fundamentam e orientam a organização de exames, concursos e processos seletivos, e dá providências correlatas

XIV. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II - EDUCAÇÃO ESPECIAL

1. PERFIL

O professor que atua na modalidade de Educação Especial pauta-se no paradigma da Educação Inclusiva, fundamentada na concepção de direitos humanos e que almeja uma escola de qualidade para todos, cujo pressuposto é de que todos os alunos têm o direito de conviver, aprender e estar juntos, tendo respeitadas suas diferenças e peculiaridades. Isso requer atenção à acessibilidade, tanto física como de comunicação, a partir do conhecimento dos recursos necessários e disponíveis, o que inclui, também, conhecimento de adaptações curriculares ou de acesso ao currículo para atender as necessidades dos alunos e seus diferentes modos de aprender. Guarda-se uma relação dialógica entre o professor da sala comum e o professor especializado, devendo ser próprio deste último a competência para trabalhar com o aluno as questões relativas às necessidades educacionais especiais geradas pelas deficiências sensoriais, física,intelectual; ou pelos transtornos globais do desenvolvimento; ou pelas altas habilidades/superdotação. Devem ser consideradas, também, as características dos educandos e valorizadas suas potencialidades. Faz-se necessário considerar a relevância da amplitude do olhar do professor especializado em relação a seus colegas da sala comum, à equipe escolar e à comunidade, principalmente, à família do aluno. Isto requer tanto a percepção das contínuas mudanças sociais que se ocorrem ao longo do tempo, tendo como referência a questão da diversidade, quanto à formação específica, com abrangência de métodos e técnicas que atendam adequadamente e de forma contextualizada o aluno com necessidades educacionais especiais. Neste contexto, é importante o conhecimento da evolução das políticas públicas, refletidas nas diretrizes e legislação atual, principalmente no que se refere ao Brasil e ao estado de São Paulo.

2. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

a) Participar da elaboração da Proposta Pedagógica da escola.

b) Conhecer os aspectos históricos da relação da sociedade com a pessoa com necessidades educacionais especiais, advindas da deficiência, dos transtornos globais do desenvolvimento ou das altas habilidades ou superdotação.

c) Conhecer as várias tendências de abordagem teórica da educação em relação às pessoas que têm necessidades educacionais especiais.

d) Conhecer as especificidades dos perfis de desenvolvimento e aprendizagem de alunos com deficiência, transtornos global de desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, para nortear o processo de avaliação pedagógica inicial e processual, o planejamento das intervenções e a orientação das adaptações curriculares ou de acesso ao currículo.

e) Compreender o aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades ou superdotação como um ser com capacidades, potencialidades, desejos, com necessidades e experiências que devem ser consideradas como referência para as intervenções estimuladoras e desafiadoras de seus processos de desenvolvimento e aprendizagem.

f) Ter conhecimentos básicos dos aspectos fisiológicos e clínicos das deficiências, dos transtornos globais do desenvolvimento e das altas habilidades ou superdotação.

g) Conhecer e avaliar os repertórios sociais, verbais e pré-acadêmicos do aluno, principalmente por meio do domínio de técnicas de observação e registro de seus comportamentos em diversas e diferentes situações escolares para definir as adaptações curriculares e propor as intervenções específicas.

h) Contribuir para a construção de um ambiente acessível e seguro, eliminando barreiras atitudinais, físicas e de comunicação.

i) Conhecer formas para favorecer o uso integrado dos sentidos na percepção e apreensão do meio e na formação de conceitos.

j) Reconhecer as necessidades educacionais de cada aluno por meio de avaliação pedagógica.

k) Conhecer as diversas contribuições culturais, que podem facilitar a compreensão dos alunos quanto à sua inserção no mundo social e do trabalho.

l) Conhecer e compreender os processos de aprendizagem, para desencadear atividades cognitivas, que propiciem o desenvolvimento adequado e compatível com as potencialidades e a faixa etária do aluno.

m) Dominar os conceitos básicos e habilidades básicas, de autogestão e específicas, para desenvolvê-las nos alunos, com vistas à uma futura inserção do educando no mercado de trabalho.

n) Ser capaz de elaborar plano de atendimento nos suportes (Atendimento Pedagógico Especializado), que inclui: intervenção pedagógica e encaminhamentos educacionais necessários; planejamento das adaptações de acesso ao currículo, a partir das necessidades e peculiaridades dos alunos; produzir e/ou selecionar material didático (específico, adaptado ou de uso comum).

o) Desenvolver ações para favorecer a autonomia e independência do educando.

p) Desenvolver atividades escolares complementares, submetendo-as a flexibilizações, promovendo adaptações de acesso ao currículo, com recursos específicos necessários aos alunos com necessidades educacionais especiais matriculados em classes comuns.

q) Conhecer e compreender o contexto de ensino e aprendizagem de alunos com necessidades educacionais especiais, para planejar e realizar intervenções orientadas pelos parâmetros da educação inclusiva e das adaptações curriculares ou de acesso ao currículo.

r) Conhecer e compreender as necessidades de adaptação curricular ou de um currículo funcional para a vida prática autônoma.

s) Desenvolver habilidades acadêmicas e funcionais, para elaborar plano de intervenção e orientar o professor da classe comum.

t) Conhecer os recursos, as formas de monitoramento e registro de atividades desenvolvidas e do desempenho do aluno, a organização e estruturação do espaço físico da sala e escola, para o planejamento e replanejamento do ensino.

u) Desenvolver habilidades e competências específicas para intervenções interdisciplinares.

v) Conhecer os indicadores que definam a evolução do aluno em relação ao domínio dos conteúdos curriculares e elaborar os registros adequados.

x) Adquirir conhecimentos e desenvolver experiências na área para promover ações de sensibilização, por meio de palestras e oficinas junto à comunidade escolar.

w) Compreender a necessidade de promover parcerias com seus pares, com toda a equipe escolar, com a família e com a comunidade, para favorecer a compreensão das características das deficiências, dos transtornos globais do desenvolvimento e das altas habilidades ou superdotação.

y) Promover reunião de orientação, apoio e planejamento para professores.

z) Compreender a relevância do seu apoio aos profissionais da escola e colegas de classe do aluno, por meio de reunião de orientação e planejamento, oferecendo-lhes pistas para compreender e apoiar as aprendizagens dos alu-nos.

HABILIDADES POR ÁREA DE ATUAÇÃO

2.1 DEFICIÊNCIA FÍSICA (DF)

a) Conhecer as várias manifestações das deficiências e as suas implicações no desempenho funcional e intelectual do aluno.

b) Decidir sobre as estratégias pedagógicas e os recursos a serem utilizados de forma a potencializar o aprendizado e a participação ativa do aluno. Se necessário, investigar quais recursos o aluno já uti liza em outros ambientes e adotá-los ou não.

c) Conhecer e aplicar os diferentes recursos de Tecnologia Assistiva, principalmente no que se refere à comunicação suplementar e alternativa e acessibilidade ao computador.

d) Selecionar e sugerir materiais pedagógicos adaptados: engrossadores de lápis, plano inclinado, tesouras adapta-das, dentre outros.

e) Identificar formas adequadas de orientação quanto ao uso de estratégias e recursos adaptados para a sala de aula comum.

f) Elaborar planos de atuação tendo em vista as contribuições obtidas com os profissionais da equipe pedagógica e da equipe responsável pela habilitação/reabilitação do aluno

2.2 DEFICIÊNCIA AUDITIVA (DA)

a) Identificar os tipos de surdez, suas características, época de instalação e as devidas consequências.

b) Identificar aspectos culturais, linguísticos e sociais da comunidade surda.

c) Identificar os diferentes níveis linguísticos da LIBRAS e do Português

d) Dominar a metodologia do ensino da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS como primeira língua do surdo.

e) Dominar a metodologia de ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para surdos.

f) Identificar materiais didático-pedagógicos, recursos de acessibilidade elaborar o plano de atuação individualizado, para favorecer a autonomia dos alunos visando o atendimento dos diferentes tipos de surdez.

2.2.1 e 2.3.1 SURDOCEGUEIRA (pertinentes à DA e DV)

a) Identificar aspectos característicos da surdocegueira;

b) Conhecer as características individuais da constituição do aluno e sua história;

c) Reconhecer as reações e respostas pedagógicas e formas de comunicação verbal e não verbal

d) Dominar técnicas e estratégias de comunicação verbal e não verbal, organização de rotina e locomoção no ambiente escolar;

e) Desenvolver plano individual, adequação curricular e avaliação adequada às características individuais.

2.3 DEFICIÊNCIA VISUAL (DV)

a) Dominar o Sistema Braille e suas aplicações nas várias áreas (as Grafias), o uso e o ensino do Soroban adaptado.

b) Ter conhecimentos de orientação e mobilidade e de atividades da vida autônoma

c) Conhecer, indicar ou trabalhar com recursos de tecnologia assistiva (incluindo os programas leitores e ampliadores de tela para a informática acessível) para uso no ambiente escolar e no cotidiano do educando.

d) Ter conhecimentos básicos sobre acessibilidade e audiodescrição.

e) Selecionar ou elaborar materiais e recursos específicos e/ou adaptados e outros que não necessitam de adaptação, de acordo com as necessidades do aluno com baixa visão/visão subnormal ou cegueira.

f) Ter conhecimentos para atuar com as várias especificidades da cegueira e visão subnormal (baixa visão), inclusive para a avaliação da visão funcional.

2.4 DEFICIÊNCIA INTELECTUAL (DI)

a) Identificar o aluno com Deficiência Intelectual, avaliar a sua necessidade educacional e prover o necessário para sua efetiva participação nas atividades escolares.

b) Ser capaz de elaborar Plano de Ensino Individual (PEI), a partir da avaliação pedagógica.

c) Identificar materiais didáticos facilitadores da aprendizagem como alternativas.

d) Identificar habilidades básicas de autogestão e específicas, como ferramentas imprescindíveis, inclusive para o mercado de trabalho.

e) Elaborar adaptações curriculares e orientar os demais membros da equipe pedagógica para a adaptação curricular

f) Compreender os pressupostos de teorias do desenvolvimento humano e o papel desempenhado por processos de aprendizagens escolares nos avanços cognitivos do aluno com deficiência intelectual.

g) Planejar e propor intervenções direcionadas para a promoção de avanços na aprendizagem do aluno, considerando suas capacidades e potencialidades.

h) Estimular o desenvolvimento das capacidades dos alunos em estabelecer interações simbólicas com o meio que o circunda, de forma a minimizar as barreiras de natureza cognitiva impostas pela deficiência.

i) Planejar intervenções que privilegiem avanços na compreensão geral do aluno, por meio de proposições de varia-das atividades de natureza linguístico-cognitivas.

j) Estimular e desafiar o aluno a enfrentar de forma ativa conflitos cognitivos relacionados à construção de conceitos, e sua generalização progressiva para diferentes contextos de aprendizagem.

2.5 TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO (TGD)

a) Ter conhecimentos gerais dos Transtornos Globais do Desenvolvimento, disponibilidade e envolvimento pessoal, resistência à frustração e criatividade.

b) Compreender que a educação dos alunos com Transtornos Globais do Desenvolvimento deve ser caracterizada por um estilo mais pragmático e natural, integrador e centrado na comunicação como núcleo essencial do desenvolvimento do aluno, respeitando os recursos e as capacidades dos mesmos.

c) Conhecer métodos, como o TEACCH, o Programas de Comunicação Total, metodologias específicas e outras for-mas de comunicação específicas, para o trabalho educacional prático com o aluno com Transtornos Globais do Desenvolvimento.

d) Orientar o professor do ensino comum na organização e estruturação do espaço da sala de aula, visando ao controle de ruídos excessivos, possível personalização do ambiente, estilos didáticos diretivos, tornando a jornada escolar o mais previsível possível.

e) Planejar intervenções individualizadas, recorrendo a recursos complementares de natureza psicopedagógica, levando-se em conta a capacidade intelectual, o nível comunicativo e linguístico, as alterações de conduta, o grau de flexibilidade cognitiva e comportamental e o nível de desenvolvimento social do aluno.

f) Propiciar situações de aprendizagem a partir de objetos concretos e passar gradativamente para modelos representacionais e simbólicos, de acordo com as possibilidades do aluno.

g) Ressaltar as habilidades de cada área do sistema cognitivo, investindo nas potencialidades para trabalhar as necessidades educacionais específicas do aluno com Transtornos Globais do Desenvolvimento.

h) Avaliar a necessidade de elaboração de adaptação curricular ou de um currículo funcional para vida prática autô-noma, habilidades acadêmicas e funcionais.

2.6 ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO (AH)

a) Ter os conhecimentos da Educação Especial em geral, somados às especificidades das altas habilidades;

b) Apresentar flexibilidade e criatividade na exploração dos recursos didáticos variados, com a intenção de manter o desafio diante de alunos que aprendem rapidamente e tendem a procurar coisas novas e aprofundamento constantemente;

c) Posicionar-se mais como facilitador do que como condutor dos processos, permitindo que o aluno explore o conhecimento de acordo com seu ritmo e interesse;

d) Ser capaz de flexibilizar os temas e problemas abordados de acordo com as necessidades do aluno, podendo orientar e apoiar o professor do ensino comum;

e) Ser capaz de alternar propostas de trabalho individual e grupal;

f) Traçar metas de comum acordo com o aluno e o professor do ensino comum, para obter resultados desejados, levando em consideração as potencialidades e as dificuldades;

g) Buscar a articulação com os recursos da comunidade disponíveis, criando redes de apoio que possam propiciar ao aluno maiores possibilidades de desenvolvimento de seus poten-ciais, tendo em vista sua autonomia e sua preparação para o mundo do trabalho.

3. BIBLIOGRAFIA – EDUCAÇÃO ESPECIAL

A) Livros e Artigos

1. BAUMEL, Roseli Cecília Rocha de Carvalho; RIBEIRO, Maria Luisa Sprovieri (Org). Educação Especial: do querer ao fazer. São Paulo: Avercamp, 2003.

2. BIANCHETTI, Lucidio; FREIRE, Ida Mara. Um Olhar sobre a Diferença. 9. ed. Campinas: Papirus, 2008.

3. MANTOAN, Maria Tereza Eglér; PRIETO, Rosângela; ARANTES, Valéria Amorim. Inclusão Escolar: pontos e con-trapontos. 2 ed. São Paulo: SUMMUS, 2006.

4. MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Educação Especial no Brasil: história e políticas públicas. São Paulo: Cortez, 1996.

5. RODRIGUES, David. Inclusão e educação: doze olhares sobre a educação inclusiva. São Paulo: Summus, 2006.

B) Publicações Institucionais

1. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS . Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e Protocolo Facultativo. Disponível em: \. Acesso em: 18 jul. 2013.

4. LEGISLAÇÃO

1. BRASIL.DECRETO Nº 6.949, DE 25 DE AGOSTO DE 2009 Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007.

2. SÃO PAULO. DELIBERAÇÃO CEE N.º 68/2007.
Fixa normas para a educação de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, no sistema estadual de ensino.

3. SÃO PAULO. RESOLUÇÃO SE Nº 11, DE 31 DE JANEIRO DE 2008
Dispõe sobre a educação escolar de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas da rede estadual de ensino e dá providências correlatas (Com as alterações introduzidas pela Resolução SE nº 31/2008)

3.1 BIBLIOGRAFIA - DEFICIÊNCIA FÍSICA

A) Livros e Artigos

1. ASSIS, Walkiria de. Criando possibilidades para a educação da pessoa com deficiência física. São Paulo: Revista Educação. Disponível em: . acesso em: 03 jul 2013

2. FONSECA,Vitor. Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem. PORTO ALEGRE: ARTMED, 2008.

3. GERALIS, Elaine. Crianças com paralisia cerebral: guia para pais e educadores. Porto Alegre: Armed, 2007.

B) Publicações Institucionais

1. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Atendimento educacional especializado: deficiência física. Brasília: MEC/ SEESP, 2007. Disponível em: \. Acesso em: 18 jul. 2013.

2. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Portal de ajudas técnicas para educação: equipamento e material pe-dagógico para educação, capacitação e recreação da pessoa com deficiência física: recursos pedagógicos adapta-dos. Brasília: MEC/ SEESP, 2002. Fascículo 1. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013.

3. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Portal de ajudas técnicas para educação: equipamento e material pe-dagógico para educação, capacitação e recreação da pessoa com deficiência física; recursos para comunicação al-ternativa. Brasília: MEC/ SEESP, 2006. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013.

4. SÃO PAULO (Estado). Coordenadoria de Gestão e Educação Básica. Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado – CAPE. Entendendo a deficiência física. São Paulo: SE/CGEB/CAPE, 2012. Disponível em : . Acesso em: 18 jul. 2013.

3.2 BIBLIOGRAFIA - DEFICIÊNCIA AUDITIVA

A) Livros e Artigos

1. CARVALHO, Altiere Araujo. Surdez e implicações Cognitivas sob o ponto de vista sócio-científico. São Paulo: Revista Educação. Disponível em: . acesso em: 03 jul. 2013

2. GUARINELLO, Ana Cristina: O papel do outro na escrita de sujeitos surdos. São Paulo: Ed. Plexus, 2007.

3. GOES, Maria Cecília Rafael de. Linguagem, Surdez e Educação. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 1999.

4. REILY, Lucia. Escola Inclusiva: linguagem e mediação. 4 ed. Campinas: Papirus, 2011. Série Educação Especial.

5. SKLIAR, Carlos. A surdez: um olhar sobre as diferenças. 3 ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.

B) Publicações Institucionais

1. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Atendimento educacional especializado: pessoa com surdez. Brasília: MEC/
SEESP, 2007. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013.

2. SÃO PAULO (Estado). Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Centro de Apoio Pedagógico Especializado. Leitura, escrita e surdez. São Paulo: SE/CENP/CAPE, 2005. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013.

3.3 BIBLIOGRAFIA - DEFICIÊNCIA VISUAL

A) Livros e Artigos

1. AMARALIAN, Maria Lúcia Toledo Moraes (org.). Deficiência visual: perspectivas na contemporaneidade. São Pau-lo: Vetor , 2009.

2. FELIPPE, João Álvaro de Moraes. Caminhando juntos – manual das habilidades básicas de orientação e mobilidade. São Paulo: Laramara, 2001.

3. SIAULYS, Mara O. de Campos; ORMELEZI, Eliana Maria; BRIANT, Maria Emília. (org.). A deficiência visual associada à deficiência múltipla e o atendimento educacional especializado. São Paulo: Laramara, 2010.

B) Publicações Institucionais

1. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. A construção do conceito de número e o pré-soroban. Brasília: MEC/SEESP, 2006. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013.

2. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Atendimento educacional especializado: deficiência visual. Brasília: MEC/ SEESP, 2007. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013.

3. BRASIL. Secretaria de Educação Especial Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa. Brasília:MEC/SEESP, 2006.

4. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Grafia Braille para a Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEESP, 2006. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013.

5. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Orientação e mobilidade: conhecimentos básicos para a inclusão da pessoa com deficiência visual. Brasília: MEC/SEESP, 2003. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013.

6. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Soroban: manual de técnicas operatórias para pessoas com deficiência visual. Brasília: MEC/SEESP, 2012. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013.

3. 4 BIBLIOGRAFIA - DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

A) Livros e Artigos

1. FIERRO, Alfredo. Os alunos com deficiência Mental.In: COLL, César; MARCHESI, Álvaro; PALACIOS, Jesús (Orgs.).Desenvolvimento Psicológico e Educação: transtornos do desenvolvimento e necessidades educativas especiais. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004, v.3.

B) Publicações Institucionais

1. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Atendimento educacional especializado: deficiência mental. Brasília: MEC/ SEESP, 2007. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013.

2. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: adaptações curriculares. Bra-sília: MEC/ SEF/SEESP, 1998. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013.

3. SÃO PAULO (Estado). Coordenadoria de Gestão e Educação Básica. Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado – CAPE. Deficiência intelectual: realidade e ação. São Paulo: SE/CGEB/ CAPE, 2012. Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2013

3.5 BIBLIOGRAFIA - SUPERDOTAÇÃO/ALTAS HABILIDADES

A) Publicações Institucionais

1. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. A construção de práticas educacionais para alunos com altas habilidades/superdotação. Brasília: MEC/SEESP, 2007. Disponível em: Acesso em: 03 jul. 2013.

2. SÃO PAULO. (Estado) Secretaria da Educação. Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado – CAPE. Um olhar para as altas habilidades: construindo caminhos. São Paulo: SE, 2. ed., 2012 Disponível em: Acesso em: 03 jul.2013.

4.5 LEGISLAÇÃO (SUPERDOTAÇÃO/ALTAS HABILIDADES)

1.SÃO PAULO. RESOLUÇÃO SE Nº 81, DE 7 DE AGOSTO DE 2012
Dispõe sobre o processo de aceleração de estudos para alunos com altas habilidades/superdotação na rede estadual de ensino e dá providências correlatas.

3.6 BIBLIOGRAFIA - TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO

A) Livros e Artigos

1. BASSOLS, Ana Margareth Siqueira (Org). Saúde Mental na Escola – Uma abordagem multidisciplinar. Porto Ale-gre: Mediação, 2003.

2. RIVIÈRE, Angel. O Desenvolvimento e a Educação da Criança Autista. In: COLL, César. PALACIOS, Jesús. MARCHESI, Alvaro (Orgs.). Desenvolvimento Psicológico e Educação – Necessidades Educativas Especiais e Aprendizagem Escolar. Porto Alegre: Artmed, 1995, v.3, p.274-291.

3.___________O autismo e os transtornos globais do desenvolvimento. In: COLL, César, MARCHESI, Álvaro; PALACIOS, Jesús. (Orgs.). Desenvolvimento Psicológico e Educação: transtornos de desenvolvimento e necessidades educativas especiais. 2. ed. v.3. Porto Alegre: Artmed, 2004, p.234-254.

Extraído da Resolução SE nº 52/2013 da Secretaria da Educação de São Paulo, na página dos Recortes do Diário Oficial

terça-feira, agosto 20, 2013

SP Rede do Saber Videoconferência "Construindo Adaptações Curriculares para o aluno com Deficiência Intelectual"

Adaptações curriculares  
Possibilidades de adaptações no currículo escolar para o aluno com deficiência intelectual.
ASSISTA A GRAVAÇÃO


Videoconferência "Construindo Adaptações Curriculares para o aluno com Deficiência Intelectual "

Data: 20/08/2013

das 10h às 12h
O Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado realiza videoconferência para apresentar as possibilidades de adaptações no currículo do estado de São Paulo, a fim de garantir o aprendizado do aluno com deficiência intelectual do Ensino Fundamental II.

Os videoconferencistas: Wania Boer, diretora do CAPE; Danilo Namo, da equipe técnica do CAPE; Beatriz Ortiz, supervisora de Ensino da DE Bauru; e José Angelo Thimóteo da Silva, supervisor de Ensino da DE Bauru.

terça-feira, julho 23, 2013

SP - Parceria beneficia 190 alunos com deficiência intelectual

No último dia 19 de julho foi firmada uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e o Instituto Olga Kos, que trabalha pela inclusão social e cultural de pessoas com deficiência intelectual, para a realização de projetos de esportes, artes e cultura em 9 unidades dos CEUs.

O acordo prevê a realização de aulas de Karatê Do e Taekwondo para 100 crianças e adolescentes, sendo 80 alunos com deficiência intelectual e 20 em risco social, dos CEUs Caminho do Mar, Vila Atlântica, Parque Anhanguera, Paz e Parque Bristol. Estas aulas serão administradas durante 10 meses e tem como objetivo estimular a socialização e o desenvolvimento físico e motor dos alunos.

Além disso, 90 alunos com deficiência intelectual dos CEUs de Cidade Dutra, Meninos, Uirapuru, Casa Blanca e Caminho do Mar, receberão o Projeto “Pintou a Síndrome do Respeito – Inclusão pela Arte”, que oferece oficinas de arte para promover a inclusão.

No total são beneficiados 190 alunos, sendo 75% das vagas destinadas a crianças e adolescentes com deficiência intelectual, especialmente Síndrome de Down, com idades entre 10 e 17 anos e 25% para jovens em situação de vulnerabilidade social, que residem na região dos CEUs participantes.

Durante a execução do projeto, os alunos serão acompanhados por profissionais especializados farão exames médicos, avaliações físicas, psicológicas e receberão certificados de conclusão.
 
Fonte:
Secretaria Municipal de Educação

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Doença genética rara, síndrome de Williams ainda é desconhecida pela maior parte dos profissionais de saúde

Problemas cardíacos, ortopédicos, renais e oculares, hipertensão arterial, pele enrugada, face característica – nariz pequeno, lábios grossos e bochechas grandes – e deficiência mental leve são alguns dos sintomas da Síndrome de Williams, doença genética rara que afeta cerca de uma a cada oito mil pessoas. A baixa taxa de incidência dificulta o diagnóstico da condição. Relatada somente em 1961 e ainda desconhecida pela maior parte dos profissionais de saúde, a doença é causada por perda de parte do material genético (microdeleção) no cromossoma 7.

A variedade e complexidade das alterações médicas exigem que o tratamento seja feito por equipe multidisciplinar composta por especialistas familiarizados com a síndrome. Além de médicos, em geral, é necessário o acompanhamento do quadro por psicólogos e terapeutas ocupacionais, uma vez que os pacientes apresentam um fenótipo cognitivo-comportamental característico.

“A deficiência mental é discrepante, com algumas funções bem desenvolvidas, e outras mais comprometidas”, pondera o professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) e coordenador do Laboratório de Neuropsicologia do Desenvolvimento da UFMG, Vitor Haase. As pessoas com a síndrome tendem a apresentar baixo desempenho em atividades relacionadas à cognição viso-espacial, como desenho e tarefas que exijam coordenação motora.

A maioria também tem limitações em matemática, mesmo para realizar as operações mais simples, o que dificulta tarefas cotidianas como calcular o troco em pequenas negociações comerciais.

“Por outro lado, eles costumam ter uma inteligência verbal mais bem desenvolvida, o que garante que seu vocabulário seja preservado e lhes confere facilidade no aprendizado de idiomas”, observa Haase.

Melhor amigo de todo mundo

Outro traço comum a indivíduos com a síndrome é a hipersocialidade: em geral, eles são bastante interativos e tendem a se interessar pelos outros, demonstrando sentimentos de carinho e afeição. “Há um artigo acadêmico que trata sobre isso, com o sugestivo título "Quero ser o melhor amigo de todo mundo", revela Haase. “A maioria dos pacientes expressa ideias similares e alguns chegam a falar literalmente isso”, comenta.

A personalidade expansiva torna-se uma preocupação a mais para a família, já que, muitas vezes, a pessoa não consegue perceber indícios de que alguém queira prejudicá-la. O problema se agrava com a dificuldade recorrente em diferenciar expressões faciais positivas e negativas.

Embora sociáveis, as crianças com síndrome de Williams tendem a ser solitárias e se relacionar mais com adultos, que apresentam maior condescendência em relação a elas, do que com pessoas da mesma faixa etária. Por serem muito falantes e, frequentemente, fixarem-se em assuntos específicos, essas crianças podem aborrecer os colegas de turma, o que as leva a serem discriminadas.

Dificuldade de inserção

A terapeuta ocupacional Márcia Resende é mãe de Alexandre, adolescente de 16 anos com a síndrome de Williams. Embora o garoto já apresentasse alterações orgânico-funcionais desde o nascimento –, Márcia conta que ele mamava e vomitava a cada duas horas –, ela, o marido e o até o psicólogo, não desconfiaram da origem do problema.

Apesar de ter buscado explicações com distintos especialistas, Márcia só chegou a um diagnóstico preciso quando a criança tinha quatro anos e meio de idade. “Procurei por profissionais renomados nos mais diversos campos da área de saúde, mas ninguém sabia me dizer o que meu filho tinha”, revela. “’Isso é apenas um pequeno atraso. Você está muito ansiosa; daqui a pouco ele anda, daqui a pouco ele fala’, era o que todos diziam.” A peregrinação só terminaria com o diagnóstico feito por uma geneticista da UFMG.

A consciência da doença possibilitou o tratamento adequado e um acompanhamento escolar condizente com as especificidades de Alexandre. “No primeiro dia de aula eu já procurava a professora e conversava com ela a respeito de meu filho”, lembra Márcia, que costumava contratar uma terapeuta ocupacional para ir à sala de aula explicar sobre a síndrome, em linguagem apropriada a crianças. “Eu permanecia sempre muito próxima da professora, todos os dias perguntando sobre as atividades realizadas em aula e o desempenho dele, e colocando-o em acompanhamento psicopedagógico”, conta.

Já Regina Manini, mãe de Polyana, só tomou conhecimento sobre a doença da filha quando ela já tinha 22 anos de idade. “O pai nunca mais quis vê-la depois do diagnóstico”, queixa-se. Para ela, a maior dificuldade enfrentada por pessoas com a síndrome é encontrar espaços sociais onde se encaixar. “Não existe nada direcionado especificamente a elas, como oportunidades de emprego e atividades de lazer”, lamenta.

Regina diz já ter levado a filha para entrevistas admissionais em diversas empresas que oferecem reserva de vagas a indivíduos com deficiência, sem nunca ter obtido êxito. “Eles querem contratar trabalhadores que tenham um problema muito pequeno, quase imperceptível”, julga, salientando que pessoas com a síndrome, em geral educadas e sociáveis, podem ter bom desempenho em atividades que envolvam o relacionamento com o público.

União entre famílias

Márcia e Regina se conheceram em um dos encontros para pessoas com a doença e suas famílias, organizados na UFMG em parceira com a Associação Brasileira de Síndrome de Williams. A iniciativa foi do professor Vitor Haase e da geneticista Maria Raquel Carvalho, docente do ICB, atuaram juntos em projeto de pesquisa sobre deficiência intelectual. “Observamos a demanda dessas famílias por atendimento e troca de informações, e decidimos propor os encontros”, revela Haase.

No último deles, realizado no dia 24 de novembro, na Fafich, foi fundada a Associação Mineira da Síndrome de Williams, na qual as mães Márcia e Regina ocupam funções diretivas. A entidade busca reunir famílias de todo o estado para discutir sobre a síndrome, oferecer apoio aos portadores e lançar luz sobre a doença, reivindicando melhores condições de diagnóstico e tratamento. Os membros estão à procura de pesquisadores e profissionais que tenham interesse em se juntar à equipe, oferecendo serviços médicos, psicológicos, atividades de lazer, acompanhamento pedagógico, e promovendo estudos na área. Interessados devem entrar em contato pelos telefones (31) 3234-5647/8409-5040 ou pelos e-mails reginamanini@yahoo.com.br e mnobregaresende@gmail.com.

(Gabriella Praça) 
Notícias UFMG

terça-feira, novembro 01, 2011

SP Secretaria oferece pós-graduação em Educação Especial

Notícia do Portal da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo:

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo oferecerá dois cursos de pós-graduação em Educação Especial para 300 professores das escolas municipais paulistanas. As especializações, que terão duração de um ano, serão nas áreas de Deficiência Intelectual e Surdez, ministradas pela UNESP (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. As inscrições começam nesta terça-feira (1º).

Os educadores serão selecionados por meio de análise de currículo e entrevista. Para cada área– Deficiência Intelectual e Surdez – serão oferecidas 150 vagas. Os professores que tiverem a oportunidade de passar pela pós-graduação deverão firmar o compromisso de continuar na rede municipal paulistana por no mínimo quatro anos, atuando nas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAIs) - espaços dedicados a ajudarem os alunos deficientes no contraturno - ou nos Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão (CEFAIs), responsáveis pelo apoio e formação de educadores que atendem os alunos deficientes na sala de aula. No caso dos educadores que optarem pela pós em Surdez, também será possível escolher por trabalhar futuramente nas Escolas Municipais de Educação Especial (EMEEs).


As inscrições serão entre os dias 1º e 8 de novembro nos CEFAIs de cada Diretoria Regional de Educação (DRE). Para os professores que preferirem atuar nas EMEEs, a inscrição deverá ser feita na escola em que desejam lecionar. O curso em Deficiência Intelectual tem início no próximo dia 18 e na área de Surdez, as aulas começam dia 25 de novembro. A distribuição de vagas por DRE, as fichas de inscrição e os detalhes para a participação na pós-graduação estão no Diário Oficial de São Paulo do dia 28 de outubro, nas páginas 29, 30 e 31.


Política de formação - Desde 2008, 400 professores da rede municipal já passaram por cursos de pós-graduação oferecidos pela Prefeitura, em diferentes áreas do ensino de alunos com necessidades educacionais especiais como Deficiências Auditiva, Intelectual, Visual e Física. O objetivo da Secretaria é formar equipes de professores especialistas para atuarem na rede municipal.


Hoje, 22.700 educadores estão envolvidos com os alunos com necessidades educacionais especiais. Todos já passaram por diversos cursos e seminários promovidos pela Secretaria sobre as diferentes deficiências, abordando a didática, metodologia, adequações curriculares, construção de material didático, avaliação pedagógica, cursos básicos de LIBRAS.


A Educação Especial da rede atende cerca de 16 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência intelectual, visual, física, auditiva, surdocegueira e múltipla; alunos com alterações de seus quadros neurológicos, psiquiátricos e psicológicos; além de alunos com altas habilidades e superdotação - que, no contexto escolar, demandam atendimento educacional especializado.

quarta-feira, julho 28, 2010

SP - Abertas inscrições para pós-graduação em deficiências auditiva e intelectual

A Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento do Ensino Pesquisa e Extensão (FUNDEPE), abre as inscrições para o curso Formação de Professores em Educação Especial: Áreas das Deficiências Auditiva e Intelectual. A especialização é direcionada a educadores do Ensino Fundamental II e Médio interessados em atuar nas Escolas Municipais de Educação Especial (EMEEs). Também podem se inscrever professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental I, II e Médio, que possuam graduação na área da Educação e queiram atuar nas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAIs). São oferecidas 150 vagas e as inscrições serão realizadas até 30 de julho. 

Os educadores que tiverem interesse em atuar nas EMEEs devem comparecer à Unidade de Educação Especial de sua preferência para preenchimento da ficha de inscrição. Já os professores que quiserem trabalhar nas SAAIs deverão dirigir-se ao CEFAI (Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão) da Diretoria Regional de Educação (DRE) de sua região. Para a inscrição é necessário levar uma cópia do último holerite, do RG ou CNH e um atestado emitido pelo diretor da escola, informando que o candidato está em exercício.

No ato da inscrição será agendada uma entrevista com a comissão responsável pelo processo seletivo. Aqueles que não comparecerem no dia e hora marcados serão considerados desistentes. Não podem participar da especialização professores que abandonaram ou foram reprovados em cursos anteriores ou que possuam habilitação ou especialização em Educação Especial.

São oferecidas 65 vagas na área de deficiência auditiva e 85 em deficiência intelectual. A pós-graduação começa no dia 14 de agosto e terá duração de um ano. As aulas serão dadas no campus da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), localizado na Praça da Sé, no Centro. É necessário ter disponibilidade para os encontros que ocorrerão às sextas-feiras e aos sábados.

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO

quinta-feira, junho 11, 2009

Formas criativas para estimular a mente de deficientes intelectuais

O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los

Cinthia Rodrigues (novaescola@atleitor.com.br)

De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia.

Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar.

No geral, especialistas na área sabem que existem características comuns a todo esse público (leia a definição no quadro abaixo). São três as principais dificuldades enfrentadas por eles: falta de concentração, entraves na comunicação e na interação e menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente. "Há crianças que reproduzem qualquer palavra escrita no quadro, mas não conseguem escrever sozinhas por não associar que aquelas letras representem o que ela diz", comenta Anna Augusta Sampaio de Oliveira, professora do Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). As características de todas as outras deficiências você pode ver no especial Inclusão, de NOVA ESCOLA (leia o último quadro).

A importância do foco nas explicações em sala de aula

Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo.

A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp.

O que é a deficiência intelectual?

É a limitação em pelo menos duas das seguintes habilidades: comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho. O termo substituiu "deficiência mental" em 2004, por recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), para evitar confusões com "doença mental", que é um estado patológico de pessoas que têm o intelecto igual da média, mas que, por algum problema, acabam temporariamente sem usá-lo em sua capacidade plena. As causas variam e são complexas, englobando fatores genéticos, como a síndrome de Down, e ambientais, como os decorrentes de infecções e uso de drogas na gravidez, dificuldades no parto, prematuridade, meningite e traumas cranianos. Os Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGDs), como o autismo, também costumam causar limitações. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial tem alguma deficiência intelectual.

Foi o que fez a professora Marina Fazio Simão, da EMEF Professor Henrique Pegado, na capital paulista, para conseguir a atenção de Moisés de Oliveira, aluno com síndrome de Down da 3ª série. "Ele não ficava parado, assistindo à aula", lembra ela. Este ano, em um projeto sobre fábulas, os avanços começaram a aparecer. "Nós lemos para a sala e os alunos recontam a história de maneiras diferentes. No caso dele, o primeiro passo foram os desenhos. Depois, escrevi com ele o nome dos personagens e palavras-chave", relata ela.

Escrita significativa e muito bem ilustrada


A falta de compreensão da função da escrita como representação da linguagem é outra característica comum em quem tem deficiência intelectual. Essa imaturidade do sistema neurológico pede estratégias que servem para a criança desenvolver a capacidade de relacionar o falado com o escrito. Para ajudar, o professor deve enaltecer o uso social da língua e usar ilustrações e fichas de leitura. O objetivo delas é acostumar o estudante a relacionar imagens com textos. A elaboração de relatórios sobre o que está sendo feito também ajuda nas etapas avançadas da alfabetização.

A professora Andréia Cristina Motta Nascimento é titular da sala de recursos da EM Padre Anchieta, em Curitiba, onde atende estudantes com deficiência intelectual. Este ano, desenvolve com eles um projeto baseado na autoidentificação - forma encontrada para tornar o aprendizado mais significativo. A primeira medida foi pedir que trouxessem fotos, certidão de nascimento, registro de identidade e tudo que poderia dizer quem eram. "O material vai compor um livro sobre a vida de cada um e, enquanto se empolgam com esse objetivo, eu alcanço o meu, que é ensiná-los a escrever", argumenta a educadora.

Quem não se comunica... pode precisar de interação

Outra característica da deficiência intelectual que pode comprometer o aprendizado é a dificuldade de comunicação. A inclusão de músicas, brincadeiras orais, leituras com entonação apropriada, poemas e parlendas ajuda a desenvolver a oralidade. "Parcerias com fonoaudiólogos devem ser sempre buscadas, mas a sala de aula contribui bastante porque, além de verbalizar, eles se motivam ao ver os colegas tentando o mesmo", explica Anna, da Unesp.

Essa limitação, muitas vezes, camufla a verdadeira causa do problema: a falta de interação. Nos alunos com autismo, por exemplo, a comunicação é rara por falta de interação. É o convívio com os colegas que trará o desenvolvimento do estudante. Para integrá-lo, as dicas são dar o espaço de que ele precisa mantendo sempre um canal aberto para que busque o educador e os colegas.

Para a professora Sumaia Ferreira, da EM José de Calazans, em Belo Horizonte, esse canal com Vinicius Sander, aluno com autismo do 2º ano do Ensino Fundamental, foi feito pela música. O garoto falava poucas palavras e não se aproximava dos demais. Sumaia percebeu que o menino insistia em brincar com as capas de DVDs da sala e com um toca-CD, colocando músicas aleatoriamente. Aos poucos, viu que poderia unir o útil ao agradável, já que essas atividades aproximavam o menino voluntariamente. Como ele passou a se mostrar satisfeito quando os colegas aceitavam bem a música que escolheu, ela flexibilizou o uso do aparelho e passou a incluir músicas relacionadas ao conteúdo. "Vi que ele tem uma memória muito boa e o vocabulário dele cresceu bastante. Por meio dos sons, enturmamos o Vinicius."

Especial Inclusão

Apesar de avançada no país, a inclusão ainda gera dúvidas nos professores. Para suprir essa demanda, NOVA ESCOLA produziu uma edição especial sobre o tema. A revista traz uma reportagem sobre as diferentes deficiências, além de outra sobre como diagnosticar e avaliar os alunos. Além disso, trará texto sobre como flexibilizar o tempo, o espaço, o conteúdo e os recursos e um encarte especial com planos de aula de todas as disciplinas. A revista chega às bancas dia 6 de julho, por 4,90 reais.

REVISTA NOVA ESCOLA

Edição 223 Junho 2009

terça-feira, maio 19, 2009

Alunos deficientes intelectuais: conceitos, habilidade mental, comportamento e interações

A videoconferência apresenta subsídios para um atendimento educacional com qualidade, eliminando barreiras físicas e de comunicação. Os cursos de formação e atualização que orientam educadores a interagir com alunos com necessidades educacionais especiais fazem parte da ação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, que busca alcançar um sistema educacional inclusivo para a rede pública. A apresentação é uma realização conjunta da Secretaria da Educação, através do Centro de Apoio Pedagógico Especializado (CAPE) a Sociedade Pestalozzi de São Paulo e o Centro de Atendimento a Pacientes Especiais (CAPE) e traz informações da American Association on Intellectual and Developmental Disabilities (AAIDD) sobre retardo mental: definição, classificação e sistemas de apoio. Participam da videoconferência Maria Elizabete da Costa, Diretor Técnico II/Serviço de Educação Especial, e os consultores da Sociedade Pestalozzi de São Paulo, Alexandre Prado Betti e Sinival Neres Pinheiro. A videoconferência é destinada aos profissionais de educação: Supervisor e PCOP de Educação Especial, professores coordenadores de escolas que têm alunos com deficiência intelectual e professor especialista em deficiência intelectual, está disponível, em vídeo, na Videoteca deste site. Para assistir, clique

FONTE: REDE DO SABER SÃO PAULO

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