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sexta-feira, junho 21, 2019

Educação especial - Parceria com Comitê Paralímpico oferece curso para professores

O Ministério da Educação (MEC) oferece curso de capacitação a professores de Educação Física para pessoas com deficiência. O trabalho é resultado de uma parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A expectativa do MEC é de 100 mil professores formados pelo curso até 2025.

O objetivo é estimular o esporte como método educacional no desenvolvimento integral dos alunos.

O curso, denominado “Movimento Paralímpico: fundamentos básicos do esporte”, tem duração de 40 horas. A capacitação é dividida em quatro módulos e oferece as seguintes informações:
  • história dos esportes paraolímpicos; 
  • principais regras de cada modalidade;  
  • entrevistas com atletas brasileiros.
Ao final, o professor recebe sugestões de atividades práticas para aulas. O curso é gratuito e está disponível na plataforma de ensino a distância do MEC, o Avamec. Dessa forma, o professor pode acessar o conteúdo a qualquer hora, pelo computador, celular ou tablet.

O início do curso é imediato: basta escolher uma das turmas. Aqueles que cumprirem todas as etapas em até 60 dias ganham um certificado.

A inscrição pode ser feita aqui.
 
fonte: MEC

terça-feira, julho 23, 2013

SP - Parceria beneficia 190 alunos com deficiência intelectual

No último dia 19 de julho foi firmada uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e o Instituto Olga Kos, que trabalha pela inclusão social e cultural de pessoas com deficiência intelectual, para a realização de projetos de esportes, artes e cultura em 9 unidades dos CEUs.

O acordo prevê a realização de aulas de Karatê Do e Taekwondo para 100 crianças e adolescentes, sendo 80 alunos com deficiência intelectual e 20 em risco social, dos CEUs Caminho do Mar, Vila Atlântica, Parque Anhanguera, Paz e Parque Bristol. Estas aulas serão administradas durante 10 meses e tem como objetivo estimular a socialização e o desenvolvimento físico e motor dos alunos.

Além disso, 90 alunos com deficiência intelectual dos CEUs de Cidade Dutra, Meninos, Uirapuru, Casa Blanca e Caminho do Mar, receberão o Projeto “Pintou a Síndrome do Respeito – Inclusão pela Arte”, que oferece oficinas de arte para promover a inclusão.

No total são beneficiados 190 alunos, sendo 75% das vagas destinadas a crianças e adolescentes com deficiência intelectual, especialmente Síndrome de Down, com idades entre 10 e 17 anos e 25% para jovens em situação de vulnerabilidade social, que residem na região dos CEUs participantes.

Durante a execução do projeto, os alunos serão acompanhados por profissionais especializados farão exames médicos, avaliações físicas, psicológicas e receberão certificados de conclusão.
 
Fonte:
Secretaria Municipal de Educação

sexta-feira, setembro 10, 2010

Falta de divulgação é obstáculo na inclusão de estudantes com deficiência nos esportes

Ana Okada
Em São Paulo
A falta de divulgação dos esportes paraolímpicos ainda é um dos principais obstáculos que os estudantes com deficiência enfrentam para a prática esportiva. Segundo Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, não há tanta divulgação desses esportes nas escolas: "É uma coisa que tentamos no passado, mas temos dificuldade para fazer devido à grande quantidade de instituições", diz.
Outra dificuldade é a falta de capacitação dos professores de educação física da rede pública. "O que acontece muito é que esse aluno acaba fazendo trabalho teórico ou fica sentado, sem fazer nada. Isso faz com que ele se distancie do esporte", diz. Parsons salienta, no entanto, que a grande maioria das cidades do país já têm entidades que oferecem esportes para esse público. Um modo de encontrar os locais que têm esportes paraolímpicos é o site do comitê.
Segundo o presidente, a transmissão televisiva dos "Jogos Olímpicos" de Atenas, em 2004, foram importantes para a difusão desses esportes. Ele conta que, antes, as pessoas não sabiam que tratava-se de uma competição com atletas de alto rendimento, assim como as olimpíadas. "Essa questão do ídolo é muito importante: as pessoas se espelham no Zico, no Pelé; é importante as crianças terem um ídolo que nem elas. Quando você investe na categoria escolar, você garante a continuidade do esporte."

Desenvolvimento

Marcos Vieira da Silva Santos, 19, é deficiente e, quando pequeno, precisaria tomar hormônios: após começar a praticar natação, aos oito anos, ele não precisou mais. Segundo sua mãe, Maria do Carmo Vieira, 51, o esporte, além de desenvolver fisicamente o filho, deu-lhe calma e facilitou sua alfabetização.
Apesar de ele ter feito esportes sempre em associações gratuitas, a mãe conta que não foi fácil conseguir uma vaga para Santos. "Você só conseguia se conhecesse alguém de lá. Acho que hoje as coisas estão mais fáceis, mas sempre tem lista de espera", diz.

Olimpíadas

Matheus Rheine Corrêa de Souza, 17, nada desde os três anos, incentivado pelo pai. Ele, que está na seleção Brasileira permanente jovem, é cego de nascença e, nas Olimpíadas Escolares, conquistou cinco medalhas de ouro. "A expectativa dos treinadores é que eu vá para as Olimpíadas de 2016, mas meu sonho mesmo é ir já para 2012, nem que eu só consiga só um bronze", diz. O atleta se divide entre os treinos de natação, a musculação e o terceiro ano do ensino médio.
A mãe de Souza, Roseli Maria Corrêa, 48, também acha que falta divulgação e incentivo para os deficientes praticarem esportes: "A vida de um deficiente que começa no esporte é um antes e um depois. Eles se animam mais, ficam mais independentes. Devia ter gente buscando mais isso, é fantástico", diz.

UOL EDUCAÇÃO

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