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quarta-feira, agosto 12, 2020

Enem 2020 terá 47 mil participantes com atendimento especializado

Os atendimentos são garantidos pela Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep a participantes que solicitaram recursos na inscrição e tiveram os pedidos aprovados

A cada ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) implanta melhorias de acessibilidade e inclusão no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 (versão impressa) e nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 (versão digital). Todas as necessidades adicionais para fazer as provas estão incorporadas no atendimento especializado, que inclui gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar e/ou com outras condições específicas. Participantes com cegueira, surdocegueira, baixa visão e visão monocular que tiveram o pedido aprovado neste ano passarão a contar com um programa que possibilita a leitura de textos na tela do computador.

O Inep recebeu quase 55 mil solicitações de atendimento especializado para fazer as provas do Enem 2020 impresso. Desse total, 47.847 foram deferidas. O balanço ainda aponta que 508 pedidos de atendimento pelo nome social nas provas do Enem foram atendidos. Os atendimentos especializados são garantidos pela Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep a participantes que solicitaram os recursos na inscrição.

Saiba como funciona o atendimento especializado:

Surdocegueira, visão monocular e baixa visão: a novidade é o aplicativo que possibilita a leitura de textos no computador, por meio de voz sintetizada, que descreve tudo o que aparece escrito no monitor. O software disponibilizado será o NVDA, e o sistema, o Dosvox; há também ledor, transcritor, prova com letras e figuras ampliadas, sala de fácil acesso. O edital ainda prevê que, se solicitado, o participante pode fazer o uso de alguns materiais próprios, como caneta de ponta grossa, tiposcópio, óculos especiais, lupa, telelupa e luminária.

Gestantes e idosos: possibilidade de escolha de recursos de acessibilidade, no momento da inscrição, como sala de fácil acesso e apoio para pernas e pé.

Lactantes: tempo adicional de 60 minutos por dia para participantes lactantes que informaram a condição no sistema de inscrição e levarem o lactente (bebê) e o acompanhante no dia da aplicação. A lactante que não levar o bebê fará prova em sala extra, sem o tempo adicional. A participante lactante deverá anexar a certidão de nascimento do lactente, com idade inferior ou igual a 1 ano, no último dia de aplicação do exame.

Estudante em situação de classe hospitalar: poderá fazer as provas no hospital o participante que estiver internado, desde que esteja recebendo escolarização; que haja disponibilidade de instalações adequadas para aplicação do exame e que tenha informado a condição no sistema de inscrição, conforme previsto em edital.

Cegueira: prova em braile, ledor, transcritor, sala de fácil acesso. Assim como os participantes com baixa visão, o deficiente visual também pode ter o auxílio de materiais próprios. São eles: máquina Perkins, punção, reglete, assinador, tábuas de apoio, sorobã e cubaritmo – instrumentos que auxiliam na escrita e em cálculos para pessoas cegas. Também é possível fazer a prova acompanhado de cão-guia.

Surdocegueira: haverá três guias-intérpretes para atendimento ao participante surdocego, prova em braile, transcritor e sala de fácil acesso.

Deficiência auditiva e surdez: tempo adicional de 120 minutos por dia de prova, tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), leitura labial e videoprova em Libras.

Autismo, discalculia, deficit de atenção e dislexia: ledor, transcritor e tempo adicional de 60 minutos por dia de prova.

Deficiência intelectual: ledor, transcritor e sala de fácil acesso.

Deficiência física: transcritor, sala de fácil acesso e mobiliário adaptado (mesa e cadeira sem braços e mesa para cadeira de rodas).

Travesti/transexual: quem não solicitou ou teve sua solicitação pelo nome social indeferida poderá escolher o banheiro que deseja utilizar no dia da aplicação.

Enem – A estrutura do exame permanece com uma redação e 45 questões em cada prova das quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.

Enem Digital – O Inep irá garantir a oportunidade de fazer o exame em versão digital para 101 mil participantes. A modalidade é ofertada em todos os estados e no Distrito Federal, nos municípios definidos em edital, com número respectivo de vagas. Nesta edição, apenas os alunos concluintes do ensino médio ou que já terminaram a etapa e não precisam de recurso de acessibilidade puderam se inscrever para fazer as provas. Os computadores para o exame serão disponibilizados nos locais de aplicação e não será possível utilizar equipamento pessoal. 
 

terça-feira, setembro 03, 2019

Enem - Mais de 50 mil participantes farão prova com recursos de acessibilidade

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) oferece 15 recursos diferentes para que pessoas com deficiência realizem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com comodidade. Cerca de 1% dos inscritos, em 2019, solicitaram atendimento especializado, o que corresponde a mais de 50 mil pessoas. O Enem 2019 tem 5,1 milhões de participantes confirmados.

Entre os recursos oferecidos pelo Inep, estão o apoio para pernas e pés, mesa para usuários de cadeira de rodas, salas de fácil acesso e prova impressa em braile. Para os participantes com baixa visão, o Inep também disponibiliza as provas nas modalidades ampliada ou superampliada, que são impressas com fontes caligráficas maiores e com imagens aumentadas. Os participantes que apresentaram laudo, declaração ou parecer que comprove a necessidade de tempo adicional poderão dispor de um acréscimo de 60 minutos diários para realizarem suas provas.

Deficientes auditivos/surdos e surdocegos – Uma inovação desta edição do Enem foi a possibilidade de o participante indicar, no ato de inscrição, que usa aparelho auditivo ou implante coclear. O Inep registrou 1.846 usuários inscritos que utilizam um destes dispositivos ou os dois. A comunidade surda que tem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua faz, desde 2017, a videoprova traduzida em Libras. A modalidade permite que o participante faça a prova em notebook, mediante vídeo com enunciados das questões e opções das respostas traduzidas em Libras. Quem faz a videoprova conta com 120 minutos adicionais para cada dia do exame. Em 2018, o Inep lançou a plataforma Videoprova em Libras, que traz exemplos de itens de edições anteriores do Enem traduzidos em Libras, disponibilizados em vídeo, utilizando a mesma interface empregada na aplicação do Enem em Libras.

O edital do Enem, que possui também uma versão traduzida em Libras, descreve todas as possibilidades de atendimento especializado. Cada pessoa pode pedir mais de um recurso. Os documentos necessários para comprovar a necessidade de atendimento especial são detalhados pelo edital. O participante que teve a declaração ou o parecer aprovado no Enem 2017 e 2018 não precisou apresentar nova documentação em 2019.

Material próprio – Em alguns casos, o participante pode levar material próprio no dia do exame, como máquina para a escrita em braile, lupa, reglete, luminária e outros objetos descritos no edital. O participante que solicitou atendimento e apresentou a documentação que comprova essa necessidade poderá utilizar objetos próprios para realizar a prova.

Atendimento específico – O Inep já confirmou a inscrição de 5.277 pessoas que terão atendimento específico. São participantes que têm alguma necessidade especial para prestar o exame. Entram nessa categoria pessoas em situação de classe hospitalar, gestantes, lactantes, idosos e outras condições específicas.

Inclusão – Os recursos acessíveis do Enem fazem parte da Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep, que visa abranger o maior número possível de interessados na execução dos exames elaborados pela instituição. O objetivo é proporcionar acesso aos programas educacionais brasileiros. As provas do Enem 2019 serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro. No dia 3, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias. No dia 10, as provas serão de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

Acesse a Página do Participante do Enem

Saiba mais sobre recursos acessíveis no press kit do Enem

Confira o edital do Enem

Veja todas as informações sobre o Enem em Libras
 
FONTE: INEP

terça-feira, maio 22, 2018

SP Rede do Saber Evento "3º Congresso no Apoio ao Escolar em Tratamento de Saúde"

Classes hospitalares  
Acompanhe ao vivo a transmissão do 3º Congresso no Apoio ao Escolar em Tratamento de Saúde.


Título do Evento: 3º Congresso no Apoio ao Escolar em Tratamento de Saúde
Data: 23/05/2018
Horário: das 9h às 17h


Durante os dias 23 e 24/05, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo realizará o 3º Congresso no Apoio ao Escolar em Tratamento de Saúde.

O evento contará com a presença de especialistas da área e palestrantes internacionais que trarão relatos de práticas pedagógicas e outros temas pertinentes, com o objetivo de difundir o trabalho realizado nas classes hospitalares e reconhecê-lo como ferramenta essencial para alunos em período de tratamento de saúde, além de oferecer recursos aos gestores e docentes e reflexão sobre a formação profissional.

Monserrat Perez-Cueto Deza, do Chile; Andrea Umaño e Miriam Roxana Schlesinger, da Argentina; Tania Campos Pecci, do Paraguai; Lic. Jenny Gonzales, da Colômbia; Leda Maria Borges da Cunha Rodrigues, especialista em Práticas de Educação Especial Inclusiva; professora Ana Paula Carmagnani, Matific São Paulo; e Ítalo Francisco Cursio, professor doutor da Universidade Mackenzie – São Paulo serão alguns nomes que participarão das palestras e mesa

A transmissão será realizada pela Rede do Saber/EFAP, e você poderá participar enviando suas dúvidas e sugestões para o e-mail: faleconosco@rededosaber.

terça-feira, maio 31, 2016

SP Rede do Saber Videoconferência "Atendimento pedagógico aos alunos em tratamento de saúde - doenças mentais"

Atendimento pedagógico aos alunos em tratamento de saúde: doenças mentais  
Profissionais da educação receberam orientações sobre práticas pedagógicas por meio de videoconferência.
ASSISTA A GRAVAÇÃO

Nome da Videoconferência: Atendimento pedagógico aos alunos em tratamento de saúde - doenças mentais
Data: 31/05/2016
Horário: das 13h às 15h



O objetivo da videoconferência é orientar as equipes das diretorias de ensino, escolas e professores sobre as práticas pedagógicas referentes ao atendimento de alunos em tratamento de saúde em classes hospitalares, atendimento domiciliar e hospitais de custódia, com ênfase na doença mental.

Os videoconferencistas são: Carolina Quedar Catelli, do CAESP/CAPE, Carolina Bessa, do CAESP/NINC, Caio Rodrigues César de Toledo, psicólogo-chefe, da FFM, e Bruno Nunes Ricci Carlos, diretor do núcleo de Educação e Recreação SAP.

sexta-feira, abril 01, 2016

SP Rede do Saber Videoconferência "Atendimento Escolar ao Aluno em Tratamento de Saúde"

Atendimento Escolar ao Aluno em Tratamento de Saúde
ASSISTA A GRAVAÇÃO

Nome da Videoconferência: Atendimento Escolar ao Aluno em Tratamento de Saúde
Data: 22/03/2016


Formação dos Docentes e Equipes Gestoras que atuam em Classes Hospitalares, Atendimento Escolar Domiciliar e Hospitais de Custódia na Abordagem Pedagógica de Alunos com Doenças Crônicas com ênfase na Anemia Falciforme.

As videoconferencistas são: Profª Neusa Rocca, diretora do CAESP, Dra. Ana Lucia Goulart - EPM UNIFESP, Dra. Josefina Braga - EPM UNIFESP, e a Dra. Léa Albertoni - EPM UNIFESP HSP.

sexta-feira, outubro 23, 2015

SP Rede do Saber Videoconferência "Classes Hospitalares e suas boas práticas na Rede Estadual Paulista"

Classes Hospitalares  
A videoconferência divulga as boas práticas da rede estadual paulista em suas classes hospitalares.
ASSISTA A GRAVAÇÃO

Nome da Videoconferência: Classes Hospitalares e suas boas práticas na Rede Estadual Paulista
Data: 22/10/2015
Horário: das 9h às 10h30



A videoconferência apresenta os princípios teóricos e práticos do trabalho executados nas classes hospitalares do Estado de São Paulo. Também, divulga as experiências de sucesso desenvolvidas nos hospitais, que contemplam diversas diretorias de ensino.

As videoconferencistas são: Profª Neusa Rocca, diretora do CAESP, Profª Ms.Carolina Quedas, da Equipe Técnica/CAPE, e a Profª Dra. Léa Albertoni.

quinta-feira, maio 17, 2012

SP - Classes Hospitalares: Continuar estudando motiva alunos em tratamento

da SEESP
 

Cerca de 500 estudantes passam todos os meses pelas Classes Hospitalares mantidas dentro de hospitais. Ação permite que os jovens continuem aprendendo mesmo durante a internação

Continuar estudando mesmo durante a internação em um hospital evita a defasagem e, ao mesmo tempo, incentiva o aluno em seu tratamento. Essa é mensagem passada pela professora Andréia Alves de Oliveira revelam, que revelam o otimismo e a certeza de estar fazendo um trabalho de extrema importância. Andréia é professora da E.E. Adolfo Trípoli, na zona sul de São Paulo, mas exerce sua função de educadora na Classe Hospitalar do Hospital Infantil Darcy Vargas, na área da Oncologia.

“O tratamento da criança envolve muita gente e nós temos um papel também de motivá-la a continuar”, afirma. A classe que Andréia comanda é uma das 52 mantidas pelas Secretarias da Educação em parceria com a Secretaria da Saúde, em hospitais de todo o Estado, por onde passam cerca de 500 crianças por mês. Apenas no Hospital Infantil Darcy Vargas, em pouco mais de 15 anos, o programa já atendeu 75 mil estudantes.

“A Classe Hospitalar é destinada para aquelas crianças que estão internadas, afastadas da escola e do seu convívio social, e que precisam de escolarização nesse período”, explica Denise Arantes, técnica do Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado. Para que o atendimento durante a internação seja adequado, as professora avaliam o conhecimento dos estudantes e começam seu trabalho a partir desse resultado.

O contato direto com a escola de origem também permite que a criança, assim que termine o tratamento, possa acompanhar seus colegas. “Eles nos contam que, ao voltar para a escola, que a professora elogiou o aprendizado que eles tiveram aqui. Assim, eles têm a oportunidade de voltar pasa a sala de aula e acompanhar os amigos”, conta Andréia.

Mais importante do que os resultados que a ação apresenta na área pedagógica, são os benefícios que as atividades podem trazer aos pequenos. “Nós obervamos que essa ação vem ajudar na recuperação de muitos casos. As crianças são motivadas e descobrem outras atividades”, revela o Dr. Vagner Nelo, diretor técnico do Hospital Infantil Darcy Vargas.

quarta-feira, maio 16, 2012

SP - Educação especial: conheça o trabalho desenvolvido na rede estadual de São Paulo



Durante esta semana, o atendimento aos alunos com deficiência visual, auditiva e daqueles que estudam em Classes Hospitalares será tema de série especial

“A missão do Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado é fazer com que a educação de qualidade chegue aos alunos da educação especial”. A afirmação de Maria Elizabete da Costa, diretora do Centro de Atendimento Especializado, é um retrato do trabalho desenvolvido há mais de dez anos na rede estadual paulista. O núcleo é responsável pelo atendimento aos alunos com deficiência de todos os tipos, além de estudantes com altas habilidades e com Transtornos Globais de Desenvolvimento.

O trabalho realizado pelo núcleo é focado na formação continuada de professores e na produção de materiais. Em seus dez anos de existência, mais de 110 mil profissionais foram capacitados em cursos oferecidos pelo núcleo. Além disso, todos os meses são produzidos cerca de seis mil volumes de materiais para estudantes com deficiência visual. Por ano, outros 13 volumes em Braille são produzidos em parceria com a Fundação Dorina Nowill.

Muito além da área pedagógica, o objetivo de todo esse trabalho é mudar a percepção de alunos e professores em relação a inclusão. “Trabalhamos para a divulgação do que é uma cultura de inclusão dentro das escolas”, revela Maria Elisabete. “Inclusão se faz com equipamentos, com material adaptado, com acessibilidade física e, também, com acessibilidade de comunicação. Nós buscamos que todas as barreiras de atitude e de acessibilidade sejam derrubadas dentro da escola”, afirma.

Para apresentar o universo da educação especial no Estado de São Paulo, preparamos uma série de matérias sobre o tema. Ao longo desta semana, você poderá conhecer melhor o atendimento aos alunos com deficiência auditiva, visual e daqueles que continuam seus estudos durante tratamentos em hospitais. 


Matéria da SEESP

segunda-feira, outubro 10, 2011

Pacientes que estão no ensino básico devem ter aulas enquanto internados, mas legislação costuma ser ignorada

A professora do ensino básico Karla Bastos está pronta para começar mais um dia de aula. Além das luvas e do jaleco descartáveis, tudo o que ela precisa está dentro de uma cesta abarrotada de material escolar, com a qual circula pelas enfermarias do Instituto Fernandes Figueira, no Rio, referência nacional em pediatria para tratamento de doenças genéticas e crônicas.

Tem sido assim desde o início de agosto, quando passou a existir no instituto a chamada classe hospitalar, ou seja, atendimento pedagógico aos pacientes que, embora integrados à rede pública ou particular da educação básica, encontram-se temporária ou permanentemente afastados da escola, por causa de tratamento de saúde - seja no setor de internação, no ambulatório ou em domicílio.

Há quem se surpreenda com essa modalidade de ensino, mas ela surgiu em 1935, em Paris, por causa da tuberculose, então uma doença fatal, e se expandiu diante dos inúmeros casos de crianças e adolescentes mutilados na Segunda Guerra Mundial.

No Brasil, o início foi em 1950, no Hospital Jesus, no Rio, hoje municipalizado. Desde então, a oferta cresceu, mas a passos muito lentos. Em 2010, diz o Ministério da Educação (MEC), foram registradas 1.279 matrículas distribuídas em 55 turmas de classe hospitalar - número irrisório, considerando que, em 2009, havia no país 6.875 estabelecimentos de saúde com internação, sendo 2.839 públicos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É bom que se diga que a oferta desse atendimento pedagógico não é um favor, mas um dever. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, deixa claro que o poder público precisa criar formas alternativas de acesso à escola para cumprir a obrigatoriedade do ensino básico. Além disso, em 2002, a classe hospitalar tornou-se obrigatória por meio de resolução do Conselho Nacional de Educação, publicada no ano anterior.

A continuidade do processo de aprendizagem dentro do hospital, onde o paciente costuma ser submetido a procedimentos invasivos e dolorosos, ajuda na adaptação à nova rotina, facilita um retorno sem prejuízos à escola de origem e minora o isolamento social, avalia a professora Rosane Santos, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio. Para ela, a classe hospitalar é uma "ponte com o futuro":

- Eles perguntam demais: "professora, vai ter aula hoje?". Há um interesse real. Além disso, acho que a continuidade dos estudos é um sinal para o paciente de que ele vai sair do hospital e voltar para a casa.

A aula é dada no próprio leito ou em sala adaptada

Na tarde da última quinta-feira, havia quatro alunos na sala de aula do Inca, mas uma paciente ficou indisposta e voltou para o leito. A turma, porém, logo voltou a crescer com a chegada de Ana Maria de Oliveira, de 10 anos. Portadora de leucemia, ela andou um pouco sumida por causa dos efeitos da quimioterapia, mas, em seu retorno, logo completou os exercícios dados, assim como Milena Carvalho, de 13 anos, que faz tratamento desde abril de 2010. Na turma da professora Izabel Christina, estavam ainda o elétrico Breno Albuquerque, de 6 anos, e Lucas Cocco, de 7 anos, conhecido no Inca desde 2005. Se no veterano Inca existe uma sala de aula, no Instituto Fernandes Figueira o atendimento ainda é no leito, individualizado, também por conta do estado de saúde dos pacientes. Na última quarta-feira, a professora Kátia passou boa parte da tarde na enfermaria de pediatria. É lá que Luana de Lima, 12 anos, está internada há um mês. Portadora de fibrose cística - doença genética que afeta os aparelhos digestivo e respiratório - ela logo se animou quando viu a professora. Sentou-se na cama e, após consulta à equipe médica, retirou a máscara que auxiliava a sua respiração.

No hospital é assim: ainda que o paciente queira ter aula, é preciso a permissão do médico, para não prejudicar o tratamento. Com a aula liberada, Luana, que está na 6 série do ensino fundamental, começou a ler um texto. Ela já esteve inúmeras vezes internada, mas o afastamento da escola não parece ter afetado o seu desempenho como aluna. Na semana anterior, por exemplo, ela fez lá mesmo, no hospital, as provas aplicadas em sala de aula.

- Falei com a escola e soube que ela havia tirado ótimas notas - contou Kátia.

Depois de Luana, foi a vez de Juan Oliveira, 9 anos, que parecia estar ansioso pelo aula. Portador de uma doença que causa má formação do esôfago, ele está internado há seis meses. Apesar de cursar a 1 série do ensino fundamental, Kátia logo constatou que seria necessário retroceder ao início do processo de alfabetização, pois ele não estava acompanhando o conteúdo curricular.

O vínculo entre o professor do hospital e a escola onde o aluno está matriculado, aliás, precisa ser estreito, segundo o MEC, que diz também ser competência da pasta de Educação atender à solicitação dos hospitais para o serviço de atendimento pedagógico, contratando e capacitando professores.

No Rio, por exemplo, as classes hospitalares funcionam por meio de um convênio da unidade de saúde com o Instituto Helena Antipoff, responsável pela política de educação especial do município. Segundo a diretora do órgão, Kátia Nunes, 18 professores da rede municipal de ensino estão hoje cedidos para atuar em classes hospitalares.

A oferta reduzida não é o único problema. Professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a pedagoga Eneida Simões da Fonseca observa ser comum a confusão entre classe hospitalar e recreação:

- Se fica apenas no entretenimento, não é classe hospitalar. Isso não impede que, para mediar um conteúdo, seja usada uma música, um brinquedo. Mas é preciso ter clareza sobre o papel do professor. Não dá para ele entrar no hospital e virar recreador. A função dele é ensinar o conteúdo curricular - alerta ela, que está envolvida com o tema desde 1983, como professora, pesquisadora e autora de um livro sobre classe hospitalar. 

sexta-feira, agosto 12, 2011

Inscrições abertas para seminário sobre classes hospitalares

Ampliar o conhecimento sobre o atendimento pedagógico hospitalar e capacitar os profissionais da Educação quanto aos aspectos educacionais envolvidos na hospitalização de alunos são os objetivos do seminário Atendimento em classes hospitalares, no dia 20 de agosto. O evento, que oferece 100 vagas, é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação Antonio Prudente – Hospital AC Camargo.

Coordenadores pedagógicos, professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental dos Ciclos I e II e do Ensino Médio poderão se inscrever até o dia 18 de agosto pelo e-mail
epediatria@accamargo.org.br. A mensagem deve conter o nome, o RF e o cargo/função do educador. No dia do seminário, os interessados deverão levar preenchida a ficha de inscrição, que está disponível para download no site da instituição, e também uma cópia do holerite.

Temas como legislação, projeto pedagógico, organização curricular e aspectos emocionais envolvidos na hospitalização serão abordados durante o seminário, que ocorrerá no Hospital do Câncer, na rua Tamandaré, 764, próximo aos metrôs Vergueiro ou São Joaquim, das 8h às 12h30 e das 13h30 às 18h. Mais informações poderão ser obtidas pelos telefones 2189-5078 ou final 5000 (ramal 1540).


Serviço


Seminário Atendimento em classes hospitalares


Data: 20 de agosto de 2011
Local: Hospital do Câncer, rua Tamandaré, 764
Vagas: 100 (Rede Municipal)

Inscrições: até 18 de agosto
Fonte 
Portal da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

SP - Classes hospitalares têm inscrições abertas para professores na Capital

Interessados podem se cadastrar na Diretoria de Ensino da Região Centro Sul
entre os dias 21 e 25 de fevereiro para vagas em 2011

A Diretoria de Ensino Centro Sul da Capital está com inscrições abertas para o credenciamento de educadores interessados em atuar nas Classes Hospitalares da região. As vagas são para 2011, no Hospital do Câncer (Hospital Antonio Prudente Camargo – Escola Especializada Schwester), vinculado à Escola Estadual Presidente Roosevelt e no Hospital São Paulo, vinculado à Escola Estadual Lasar Segall. Os interessados podem se cadastrar entre os dias 21 e 25 de fevereiro, na própria Diretoria de Ensino, que fica na rua Dom Antonio Galvão, 95, na Vila Gumercindo, das 9h às 16h. 
Há uma vaga disponível para professor PEB I (portadores de diploma de pedagogia plena com estudos na área hospitalar) para o Hospital São Paulo e duas vagas para o Hospital do Câncer – Antonio Prudente Camargo, sendo uma para professor PEB I e uma para professor PEB II com diploma de Matemática e/ou Biologia, com estudos na área hospitalar.
Inscrição

Para se candidatar, é necessário que o educador tenha sido inscrito e aprovado no processo regular de atribuição de classes/aulas para 2011 na respectiva Diretoria de Ensino. Além disso, no ato da inscrição o candidato deve apresentar um projeto com proposta de trabalho baseada nas Diretrizes e Bases da Educação, que leve em conta a adequação da área de especialização do docente em atividades lúdicas. Os candidatos também precisam entregar cópia e original dos seguintes documentos:
· RG e CPF;
· certificado de conclusão do curso de licenciatura plena;
· comprovante de inscrição no processo regular de atribuição de classes/aulas para 2011 na respectiva Diretoria de Ensino no site da SEE;
· diploma registrado ou certificado de conclusão do curso, acompanhado do respectivo histórico escolar comprovando a licenciatura plena nos componentes curriculares correspondentes.
Sobre as Classes Hospitalares

As Classes Hospitalares têm por objetivo garantir o atendimento pedagógico aos pacientes internados para tratamento de saúde. De acordo com a legislação estadual, as aulas são aplicadas aos alunos cuja permanência hospitalar for superior a 15 dias corridos. O atendimento aos estudantes é diário e pode ser feito nas salas montadas nos hospitais ou nos leitos hospitalares. A duração das aulas depende das condições clínicas de cada paciente. Durante o período de internação, será dada continuidade ao conteúdo pedagógico desenvolvido pela escola de origem do aluno. Caso haja necessidade, os professores podem aplicar as provas e avaliações escolares no ambiente hospitalar. O programa de aulas desenvolvido pelos professores tem como objetivo dar continuidade ao processo de aprendizagem para alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, matriculados em escolas públicas e privadas. Atualmente, a rede conta com 50 classes em 22 hospitais do Estado. 


SEESP Notícias

sexta-feira, outubro 15, 2010

Professores lecionam para doentes e transformam hospitais em escolas

Vanessa Fajardo 
Do G1, em São Paulo

Todos os dias, quando sai para dar aulas, a professora Jane Leila Silva Mendonça, de 43 anos, não leva giz ou apagador. Depois de lecionar 24 anos para alunos da educação infantil e ensino fundamental na rede privada de ensino, Jane trocou a sala de aula regular pelas brinquedotecas adaptadas em salas de aulas no hospital infantil Darcy Vargas, em São Paulo. Ela é uma das professoras contratadas pelo governo do estado de São Paulo para ensinar as crianças em idade escolar que estão internadas.

Mais do que giz ou apagador, Jane precisa de habilidade e discernimento para lidar com alunos que muitas vezes estão debilitados, têm de interromper as aulas para tomar medicamentos, não conseguem prestar atenção na explicação porque sentem dor e podem passar até anos dentro de um hospital.

O trabalho começa a partir do 15º dia de internação. Todas as crianças podem participar das aulas, independente da doença que têm, desde que aceitem. A participação não é obrigatória, mas fundamental para garantir que eles não percam o ano letivo e continuem o trabalho feito na escola.

Em todo o país, há mais 22 mil alunos estudandos em classes hospitalares, segundo o censo escolar de 2009. Em São Paulo, onde há 50 classes e 50 professores exclusivos para o programa, segundo a Secretaria de Estado da Educação, o atendimento é garantido por meio de uma lei estadual de 2000.


Para iniciar o trabalho, os professores entram em contato com a escola dos pacientes para não fugir do conteúdo que está sendo aplicado aos demais alunos. Relatórios com a produção das crianças são encaminhados periodicamente às instituições de ensino. Há casos em que os pacientes chegam a fazer avaliações no hospital. Para os mais debilitados, as aulas são dadas nos leitos.

"Quando trabalhava em escolas, buscava algo que não sabia o que era. Achava que tinha de me doar além da rotina da sala de aula, mas não sabia como. Agora encontrei a realização pessoal e profissional", disse Jane.

Como a rotatividade de pacientes é grande, as professoras podem dar aulas para crianças diferentes todos os dias. Por isso, uma das características necessárias para lecionar nas classes hospitalares é ser criativa. "Não dá para programar aula, como se fosse uma escola regular. Tenho de estar preparada para todos os públicos. É uma missão. É necessário se desdobrar, gostar demais e fazer tudo com muito amor", afirmou a professora.

Para Jane, um dos momentos mais marcantes destes quatro anos lecionando no hospital foi quando um garoto, que recebeu alta após muitos meses internado, ligou para avisá-la que estava no seu primeiro dia de aula na escola. "Trabalhar aqui exige muita doação, mas tem de ter equilíbrio. Às vezes me emociono, mas, se for sentar e chorar, não sirvo", afirmou Jane.


Internado desde 2 de outubro por causa de uma anemia falciforme, Ezequiel Santos Gomes de Oliveira, de 10 anos, que está na 4ª série, é um dos alunos do hospital Darcy Vargas. "Estou com saudades da escola. Gosto de matemática porque tem de fazer continhas, mas é bom poder estudar aqui", disse o garoto.

A mãe dele, Valmira Correia Santos, de 44 anos, contou que a atividade escolar deixou Ezequiel mais animado. "Ele está aqui, mas pelo menos está estudando. Eu acho bom, e ele adora."

Outro paciente que estuda no hospital é William Jeferson de Melo de Souza, de 7 anos, que, depois de contrair um vírus de um cachorro doente, passou muitas temporadas internado. "Tenho saudades da escola porque lá é bom, mas estou feliz por poder aprender aqui. Gosto de aprender a ler."

Na quarta-feira (13), Luygi Gustavo Mulatinho da Silva, de 9 anos, completou o 18º dia de internação porque estava com suspeita de leucemia. Nesse tempo, aproveitou os jogos da brinquedoteca e fez lições no ambulatório. "Gostei daqui, tem muitos brinquedos, livros, parece uma creche", afirmou o garoto, que esperava ter alta nos próximos dias.

Segundo o professor de psicologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Miguel Claudio Moriel Chacon, pesquisas indicam que as crianças que frequentam as aulas nos hospitais têm boa recuperação e passam menos tempo internadas. "Isto ocorre porque o foco não é mais a doença. Além do mais, quando há uma ocupação pedagógica, a criança está ali no hospital, mas ao mesmo tempo não está desprendida da escola."

Seminário
Entre 21 a 23 de outubro, o campus de Marília da Unesp sedia o Seminário em Saúde e Educação, que vai abordar os desafios da pedagogia em ambiente hospitalar. As inscrições podem ser feitas pelo site www.marilia.unesp.br até a próxima segunda-feira (18).


quinta-feira, outubro 14, 2010

Diretoria de ensino de Ribeirão Preto abre inscrições para atribuição de aulas em classes hospitalares

As vagas são para professores interessados em atuar em classes de atendimento hospitalar no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto;
Inscrições devem ser feitas na diretoria de ensino até 20 de outubro


A Diretoria de Ensino de Ribeirão Preto abriu inscrições para o processo de seleção e atribuição de aulas para professores de Educação Básica II/ Educação Especial interessados em ministrar aulas nas classes de atendimento hospitalar do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, vinculadas às escolas estaduais Profº Dr. Aymar Baptista Prado e Sebastião Fernandes Palma.


As inscrições devem ser feitas até 20 de outubro, na sede da DE (Avenida Nove de Julho, 378, Higienópolis), das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30.

Para se candidatar, os professores devem estar inscritos no processo inicial de atribuição de aulas referente ao ano letivo de 2011, na DE de Ribeirão Preto. Os candidatos devem ainda possuir diploma ou ser aluno do último ano do curso regular de licenciatura plena em Pedagogia, em ambos os casos com habilitação em Educação Especial. No ato da inscrição, o candidato deverá apresentar original e cópia dos seguintes documentos:

- RG;

- diploma de Pedagogia, ou certificado de conclusão acompanhado de histórico escolar (ou declaração de escolaridade para aluno de último ano);

- comprovante de tempo de experiência na docência de classes hospitalares, atestado pelo diretor da última escola em que trabalhou (data-base: 30-06-2010);

- projeto pedagógico do trabalho docente a ser desenvolvido junto às classes hospitalares.

Sobre as classes hospitalares

A Secretaria de Estado da Educação oferece atendimento pedagógico hospitalar a estudantes impossibilitados de comparecer às aulas do ensino regular em 50 classes hospitalares de 20 hospitais no Estado de São Paulo, sendo 33 classes na capital e 17 no interior.

As aulas acontecem todos os dias, nas salas montadas nos hospitais ou nos leitos. A duração das aulas depende das condições clínicas de cada paciente. O programa de aulas desenvolvido pelos professores tem como objetivo dar continuidade ao processo de aprendizagem para alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, matriculados em escolas públicas e privadas.

”O trabalho desenvolvido com esses alunos nos hospitais possibilita que os alunos possam voltar às atividades escolares, sem prejuízos no aprendizado durante o tempo em que permaneceram sob tratamento”, disse o secretário Paulo Renato Souza.

De acordo com a legislação estadual, as aulas são aplicadas aos alunos cuja permanência hospitalar for superior a 15 dias corridos. Durante o período de internação, será dada continuidade ao conteúdo pedagógico desenvolvido pela escola de origem do aluno. Caso haja necessidade, os professores podem aplicar as provas e avaliações escolares no ambiente hospitalar.

Confira abaixo as classes hospitalares em todo o Estado:

Capital

• Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – 4 salas, vinculadas à EE Arthur Guimarães ;

• Hospital Auxiliar Cotoxó (1) – EE Brigadeiro Faria Lima

• Hospital Darcy Vargas (10) – EE Adolfo Trípoli;

• Hospital do Servidor Público Estadual (2)- EE Paulo Rossi;

• Hospital de Clínicas de São Paulo (4) – EE Vitor Oliva

• Hospital Emílio Ribas (3)- EE Vitor Oliva;

• Hospital INCOR (2) – EE Vitor Oliva

• Hospital A C Camargo (4)- EE Presidente Roosevelt;

• Hospital São Paulo (2) – EE Lasar Segall

• Hospital Cândido Fontoura (1) – EE Dr Antonio Queiroz Telles;

Interior:

Jaú

• Hospital Amaral Carvalho – (2) – EE Prof Dr Benedito Montenegro;

Botucatu

• Hospital UNESP- Botucatu - (2) – EE Prof Américo Vírgilio dos Santos;

Lins

• Hosptital CAIS Clemente Ferreira (2) – EE João Pedro de Carvalho Neto

Araçatuba

• Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba (1) – EE Monsenhor Victor Ribeiro Mazzei

Marília

• Hospital Materno Infantil - UNESP – Marília (1) - EE Carlota Negreiros da Rocha

• Hemocentro de Maríla – (1) – EE Carlota Negreiros da Rocha

Barretos

• Fundação Pio XII – EE Benedito Pereira Cardoso (1)

Ribeirão Preto

• Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP – EE Prof Aymar Baptista Prado (4); EE Prof Sebastião Fernandes Palma (1)

Franca

• Santa Casa de Franca –EE Homero Alves (1)

• Hospital do Câncer – EE Homero Alves (1) 


SEESP Notícias

sábado, março 27, 2010

Atendimento pedagógico hospitalar é tema de seminário

Os profissionais da Rede Municipal de Ensino de São Paulo interessados em adquirir ou ampliar conhecimentos sobre atendimento pedagógico hospitalar podem se inscrever para o seminário “Atendimento em Classes Hospitalares”. O evento, realizado pelo Hospital do Câncer A. C. Camargo, se destina a coordenadores pedagógicos e professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental e Médio. O encontro será dia 10 de abril, das 8 às 18hs.

O atendimento educacional em hospital é garantido por lei para não prejudicar o aluno impossibilitado temporariamente de freqüentar a escola por razões de saúde. O seminário divulgará casos atendidos no hospital e mostrará como o hospital se organiza para esse atendimento.


As inscrições devem ser feitas pessoalmente, das 14h às 16h, no Hospital do Câncer A.C. Camargo (Rua Tamandaré nº 764 – Próximo do Metrô Vergueiro ou São Joaquim). O interessado deve levar uma ficha de inscrição disponível para download no site
www.accamargo.org.br/centrodeensino e cópia do último holerite. Mais informações pelo telefone 2189-5000, ramal 1540 ou 5078.

Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

quinta-feira, julho 16, 2009

Resolução SE - 39, de 7-7-2009 - criação de classes hospitalares

O Secretário da Educação, à vista do que lhe representou a Chefia de Gabinete e considerando o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente, bem como na LDB, Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996, e no Decreto nº 44.449, de 24 de novembro de 1999, resolve:

Artigo 1º - Ficam criadas na Diretoria de Ensino Região Centro Sul:


I-2 (duas) classes hospitalares, códigos CIE 432660 e 432672, respectivamente, no Hospital Antonio Prudente, vinculadas à Escola Estadual Presidente Roosevelt, (código CIE 4340);


II-2 (duas) classes hospitalares, códigos CIE 432866 e 432908, respectivamente, no Hospital São Paulo, vinculadas à Escola Estadual Lasar Segall, (código CIE 4893).


Artigo 2º - a Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo, a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas e o Departamento de Recursos Humanos providenciarão, na respectiva área de atuação, a implementação do disposto nesta resolução.


Artigo 3º- Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.


D.O.E. 08/07/2009





terça-feira, julho 14, 2009

Sobem para 50 as classes hospitalares mantidas pela educação estadual

Quatro novas salas irão funcionar em dois hospitais da Capital

A partir de agosto, a Secretaria de Estado da Educação coloca em funcionamento quatro novas classes em hospitais da Capital aumentando para 50 o número de espaços em atividade mantidos pela educação paulista. Com a ampliação passam a ser 31 classes hospitalares na Capital e outras 19 em hospitais do interior do Estado.

As novas classes vão funcionar nos hospitais São Paulo e Antônio Prudente, sendo duas classes em cada um. As unidades garantem o atendimento escolar para crianças e jovens internados para tratamento de saúde em hospitais do Estado. Levantamento feito pela pasta mostra que as classes hospitalares já em funcionamento fazem cerca de 500 atendimentos mensais. Cada uma das novas unidades têm capacidade para atender 15 alunos por período.

Os responsáveis pelo atendimento pedagógico oferecido aos pacientes são professores da rede estadual de ensino. Eles dão continuidade ao processo de aprendizagem de alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio matriculados em escolas públicas ou privadas.

De acordo com a legislação estadual, as aulas são aplicadas aos alunos cuja permanência hospitalar for superior a 15 dias corridos. Durante o período de internação, será dada continuidade ao conteúdo pedagógico desenvolvido pela escola de origem do aluno. Caso haja necessidade, os professores podem aplicar as provas e avaliações escolares no ambiente hospitalar.

As aulas diárias podem acontecer nas classes ou mesmo nos leitos hospitalares, a duração das aulas depende das condições clínicas apresentadas por cada paciente.

“A classe hospitalar permite que o aluno dê continuidade ao seu processo de aprendizagem mesmo durante o período de internação, contribuindo assim para facilitar seu retorno e sua reintegração ao grupo escolar após sua alta médica”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.

Classes hospitalares existentes

Capital

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - 04 classes

Hospital auxiliar do Cotoxó - 01 classe

Hospital Darcy Vargas - 08 classes

Hospital do Servidor Público Estadual - 02 classes

Hospital de Clínicas de São Paulo - 04 classes

Hospital Emílio Ribas - 03 classes

Incor - 02 classes

Hospital A C Camargo 02 classes

Hospital Cândido Fontoura 01 classes

No interior:

DE Jaú

Hospital Amaral Carvalho -02 classes

DE Botucatu

Hospital UNESP- Botucatu - 02 classes

DE Lins

Hospital CAIS Clemente Ferreira - 02 classes

DE Araçatuba

Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba - 01 classe

DE Marília

Hospital de Clinicas - UNESP - Marília - 01 classe

DE Barretos

Fundação Pio XII - 01 classe

DE Ribeirão Preto

Hospital das Clínicas - 10 classes

Novas classes hospitalares - a partir de agosto de 2009

Capital

Hospital Antônio Prudente - 02 classes

Hospital São Paulo - 02 classes


FONTE:
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Notícias

quarta-feira, abril 01, 2009

Ensino nas horas difíceis

Lecionar para estudantes internados exige preparo psicológico para lidar com as famílias, os médicos, as escolas... e a morte

Bianca Bibiano (bianca.bibiano@abril.com.br)

Foto: Patrícia Stavis

NO LEITO E FELIZ Frank foi alfabetizado dentro do Hospital do Câncer, em São Paulo. Agora, já está na 2ª série.
Foto: Patrícia Stavis

Em 2007, quando entraria no Ensino Fundamental, o pequeno índio wapixana Frank Silva ficou doente. Teve um câncer diagnosticado e precisou sair de Roraima, onde morava, para buscar ajuda especializada. Desde o ano passado, está internado em São Paulo. Mas não foi esse imprevisto - nem a forte medicação que vem tomando - que o deixou fora da escola. Matriculado desde o começo do tratamento em uma classe dentro do Hospital do Câncer, ele não só foi alfabetizado como já está na 2ª série.

Frank é uma das 65.956 crianças que estudaram em salas adaptadas ou no próprio leito em 2007, segundo o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Apesar do público numeroso, a modalidade ainda não é uma realidade em todo o território nacional. O próprio Ministério da Educação (MEC) reconhece que há carências graves pelo país - são 850 hospitais oferecendo o atendimento, em um universo de quase 8 mil unidades.

Além disso, especialistas alegam que as experiências em curso nem sempre ocorrem num contexto ideal. "Há o déficit de profissionais para atuar do 6º ao 9º ano. E, em muitos lugares, o voluntário ainda atua no lugar do educador", diz Eneida Simões da Fonseca, professora do Departamento de Estudos em Educação Inclusiva e Continuada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Na prática, é a equipe médica que deve acionar as secretarias de Educação assim que um estudante da rede pública dá entrada com alguma doença severa (para os oriundos da particular, é a própria escola que deve providenciar o serviço). Em alguns estados e municípios, já existe inclusive um quadro de docentes previamente concursados e preparados para a função, e é junto a esses órgãos que interessados no emprego devem procurar orientações. "Cabe aos governos locais oferecer a mão-de-obra e as capacitações necessárias. Tudo para que o aluno se atrase o mínimo possível no ritmo de sua turma original", diz Martinha Dutra dos Santos, coordenadora-geral da Secretaria de Educação Especial do MEC.

Apesar de ser chamada tecnicamente de classe, a aula é individual, nos leitos ou em salas cedidas pela unidade de Saúde. Diferentemente de uma escola regular (onde é possível fazer atividades de longa duração), cada tarefa precisa ter início, meio e fim no mesmo dia. "É um ritmo estranho. Eu posso planejar tudo hoje e, amanhã, o estudante recebe alta. Daí eu tenho que fazer coisas novas para outra criança que acabou de chegar", conta a professora Geane Yada, do Hospital Darcy Vargas, em São Paulo. A carga horária também muda. O educador pode iniciar uma conversa e, em instantes, ter de parar devido a uma indisposição. O indicado é que o aluno consiga ter o mesmo conteúdo e a mesma carga horária da escola. Mas, com o sobe-e-desce do tratamento, isso nem sempre é possível.

Escola de origem precisa dar apoio aos professores

Foto: Marcelo Almeida

SEM INTERRUPÇÃO Eula, mesmo doente, estuda no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Foto: Marcelo Almeida

Assim que um estudante chega para tratamento, o titular da classe hospitalar deve chamar a família e o futuro aluno para conversar sobre sua situação. Normalmente, um coordenador pedagógico articula essa fase. Em seguida, o docente entra em contato com a escola para solicitar o currículo que a criança seguiria e também as atividades já realizadas. Cabe à unidade de ensino encaminhar todas as tarefas previstas para que o aluno faça em sua internação - inclusive as provas, que serão devolvidas para a correção pelo educador da turma regular.

A professora Célia Wiczneski, coordenadora pedagógica do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, conta que essa relação não é fácil e, como já aconteceu, a escola muitas vezes nem sabe que um estudante adoeceu. "Hoje é mais fácil conversar. Mas, no início, eu precisei bater o pé. E, quando não tinha solução, ligava para a Secretaria de Educação e contava o que estava acontecendo." Foi com tanto empenho que garantiu a continuidade nos estudos de vários jovens como Felipe Eduardo Alves da Silva, 9 anos, que está na 4ª série e sofre de osteomielite (infecção óssea) e precisa de internações sucessivas.

Para trilhar esse caminho, o MEC sugere articular a programação de atendimento em dois momentos. No primeiro, o docente trabalha com os conteúdos definidos num currículo próprio, geral, que tem por base os Parâmetros Curriculares Nacionais. "É para evitar atrasos em caso de demora no envio dos materiais pela escola de origem", explica Rosemary Hilário, coordenadora do Hospital do Câncer. No segundo, já de posse da papelada, a equipe do hospital adapta o trabalho pedagógico de acordo com o histórico do aluno, muitas vezes lançando mão de uma avaliação inicial.

Uma articulação especial é necessária quando o estudante apresenta um quadro clínico que requer idas e vindas constantes. É o caso de Eula Carla de Lima, 12 anos. Ela está na 6ª série, sofre com displasia (anomalia) na tíbia esquerda e precisa passar por cirurgias frequentes, também no Hospital do Trabalhador. Para ela, o ano escolar acontece simultaneamente na unidade regular em que estava matriculada e no hospital.

Mas, como contam os profissionais, a questão mais delicada em todo o trabalho é lidar com a morte. Enquanto esta reportagem estava sendo feita, uma aluna do Darcy Vargas faleceu. Para Rosemary, são coisas que acontecem. "Temos de encarar da mesma forma que faríamos em uma turma regular", argumenta. "E, na hora que os familiares chegam para conversar com você, não podemos esquecer que não somos psicólogos para dar orientações. A melhor coisa é ouvir." Atualmente, já existem até cursos de especialização para ajudar os professores a enfrentar e se adaptar a todas essas situações.

Obrigação está na lei

Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional deu início à formalização do funcionamento das classes hospitalares, determinando aos governos "garantir atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular". Em 2001, o Conselho Nacional de Educação, no artigo 13º da Resolução nº 2, tratou da obrigatoriedade do sistema e utilizou, pela primeira vez, a nomenclaura "classe hospitalar". Desde então, ficou definido que "os sistemas de ensino, mediante ação integrada com os sistemas de saúde, devem organizar o atendimento educacional especializado a alunos impossibilitados de frequentar as aulas em razão de tratamento de saúde que implique internação hospitalar, atendimento ambulatorial ou permanência prolongada em domicílio". Com base nas regras anteriores, a Secretaria de Educação Especial do MEC elaborou em 2002 os termos reguladores que detalham o trabalho dentro das unidades de Saúde. Cabe aos estados e municípios adaptar essa legislação nacional e traçar orientações específicas para cada rede de ensino.

Os cuidados para uma boa reintegração

A volta para a escola precisa ser pensada com antecedência e levar em conta eventuais adaptações estruturais necessárias, como a construção de rampas para os jovens que passam a usar cadeira de rodas. A montagem bem feita de uma pasta ou arquivo, com toda a documentação sobre o período de internação, também é essencial. Devem ser reunidos os exercícios feitos, os exames aplicados e os relatórios com a carga horária total do atendimento, os conteúdos abordados e as principais dificuldades encontradas, inclusive com as observações feitas pelo docente.

A aplicação de provas para medir o nível do aluno em seu retorno não é defendida pelo MEC. O ideal, para o órgão, é que a equipe pedagógica estude os materiais enviados pelo hospital para chegar a um diagnóstico. A sensibilização da comunidade escolar também é essencial e ajuda a evitar comentários maldosos. Como contam os especialistas, a manutenção do vínculo com a unidade de ensino durante o período de afastamento é a melhor arma contra os problemas, já que todos estão cientes do processo.

Ensino que faz bem

Além de permitir que o aluno internado não perca tempo nos estudos e continue acompanhando o currículo de sua escola, as atividades nas classes hospitalares são apontadas por estudos como aliadas da recuperação clínica dos estudantes. Uma pesquisa conduzida pela professora Izabel Cristina Silva Moura, do Instituto Helena Antipoff, vinculado à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, acompanhou 50 crianças por um mês em três hospitais diferentes da cidade. Ela observou que o grupo que assistia às aulas teve níveis de estresse menores do que os que não passavam pelo atendimento, de acordo com uma escala especial para esse tipo de análise.

Informalmente, essa também é uma constatação diária das educadoras que trabalham com jovens doentes. Em 2000, conta a professora Rosemary Hilário, do Hospital do Câncer, a prefeitura de São Paulo deu férias coletivas para todos os docentes, inclusive os que não atuavam nas unidades regulares. Até então, a classe de lá ficava aberta nas férias. Durante o recesso, os médicos que cuidavam dos estudantes internados relataram que as crianças usaram o dobro de analgésicos. "E, quando eram perguntadas sobre as dores, elas não sabiam responder", lembra. "Achamos que isso foi causado pelo ócio. Os alunos precisam se ocupar,
esquecer que estão numa situação delicada", diz. Desde então, a classe fica aberta o ano todo, com esquema de revezamento entre os professores no período de festas.

Esta reportagem foi sugerida pelos leitores Adenildes Ferreira, Salvador, BA, Adrine Silva Brito, Jacareí, SP, Alessandra Faria, Brasília, DF, Amanda Franco Sousa, Recanto das Emas, DF, Angela Maria Sanchez, São Paulo, SP, Antonia Peret, Pouso Alegre, MG, Barbara Xavier, Cotia, SP, Daniella Joana Pereira dos Santos, São Paulo, SP, Kilvia Cristine de Oliveira Lima, Fortaleza, CE, e Mauriceia Correa, Rolim de Moura, RO

Quer saber mais?

CONTATOS
Hospital Darcy Vargas
, R. Seráfico Assis de Carvalho, 34, 5614-040, São Paulo, SP, tel. (11) 3723-3839
Hospital do Câncer, R. Professor Antônio Prudente, 211, 01525-000, São Paulo, SP, tel. (11) 2189-5000
Hospital do Trabalhador, Av. República Argentina, 4406, 81050-000, Curitiba, PR, tel. (41) 3212-5870

BIBLIOGRAFIA
Atendimento Escolar no Ambiente Hospitalar, Eneida Simões da Fonseca, 100 págs., Ed. Memnon, tel. (11) 5575-8444, 28 reais



REVISTA NOVA ESCOLA 220

03/2009

segunda-feira, março 30, 2009

Pedagogia hospitalar: a intervenção pedagógica no contexto hospitalar

Gesiane Líbero da Silva

Sabemos que o curso de pedagogia é um dos mais antigos que existe, e que seu direcionamento sempre foi voltado ao atendimento e intervenção educacional.


Dessa forma, a figura do pedagogo sempre esta vinculada ao ambiente escolar convencional, com suas salas de aula, alunos e professores.


Além dessa função de orientação e coordenação pedagógica, o pedagogo, hoje em dia também e preparado para o atendimento e a intervenção educacional que ocorre em sala de aula, abrangendo o ensino fundamental primeira etapa.


No entanto, esse caminho esta sendo ampliado.


Hoje podemos encontrar profissionais da área de pedagogia em diversos campos de atuação, como em empresas, recursos humanos e atualmente, no hospital.


Surge ai, um novo ramo da Pedagogia: “A Pedagogia Hospitalar”, que com seu atendimento e intervenção pedagógica, atuam no ambiente hospitalar.


Ambiente este que, até pouco tempo atrás, era visto como local onde a criança hospitalizada deveria permanecer inerte ao mundo que a rodeia, devido a sua enfermidade.


Com o crescimento dessa área, nota-se a importância do profissional da educação no contexto hospitalar, visto que a criança ao ser hospitalizada já se sente podada de seu meio, social e escolar, e o atendimento educacional e lúdico dentro do hospital auxilia sua recuperação.


Esse atendimento ocorre de maneira direcionada, mas consciente, respeitando o tempo e a gravidade da enfermidade da criança.


Ele não se equipara ao atendimento feito nas escolas, onde o professor/pedagogo ministra aula para um grupo grande de crianças.


No hospital, o atendimento educacional é individualizado no que se refere a intervenção escolar, com conteúdos e atividades amplas e interdisciplinares.


Além deste atendimento educacional, existe também o espaço da Brinquedoteca, onde a criança enferma pode extravasar seus conflitos e aprender a lidar com o stress da internação.


Esse atendimento, esta vinculado com o projeto de Extensão da UEM - Campus de Umuarama, que conta com o apoio da Direção e Coordenação do Campus, pelos professores Dr. Osvaldo Joaquim dos Santos e Marcelo Marques, e que através de sua coordenadora pedagógica do projeto, Gesiane Líbero da Silva, oferece capacitação e estágios práticos para os integrantes do projeto, visando preparação de profissionais para atuação nesta área.


Em Umuarama, esses estágios acontecem há um ano e meio no Hospital e Maternidade NOROSPAR, que conta com a parceria e apoio da Administração (André Buratti ), Assistência Social (Jane Eyre Garcia Rolo) e Psicologia ( Patrícia Fabí de Oliveira Santos), que juntos proporcionam uma qualidade de atendimento ao setor de Pediatria.


É mister esclarecer, que existe um fundamento legal para tal prática, que esta normatizada nas leis n.º 11.104/95 e L.D.B -Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Resolução 02, 11/09/2001- publicada no DOU-117, seção 1E de 14/09/2001, p. 39-40).


Dessa forma, podemos dizer que além de um atendimento voltado para a melhoria de qualidade de vida da criança hospitalizada, a PEDAGOGIA HOSPITALAR é uma forma de garantir que o atendimento escolar seja efetivado, evitando evasão escolar e altos índices de repetência, além de proporcionar momentos prazerosos para a criança hospitalizada, quebrando tabus e preconceitos que até então existiam, além de dar enfoque e garantir a questão da humanização tão necessária no ambiente hospitalar.

Gesiane Líbero da Silva, é pedagoga, psicopedagoga, especialista em Pedagogia Hospitalar e Coordenadora do curso de Extensão em Pedagogia Hospitalar da UEM – Umuarama
gesi.lilika@yahoo.com.br



Jornal Umuarama Ilustrado

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Atividades educativas para pacientes internados em hospitais

Os hospitais também são lugares para educar. Para quem imagina que não, que esse é um tipo de atividade sem aproveitamento, o Núcleo de Educação Popular Paulo Freire (NEP) da Universidade do Estado do Pará (Uepa) prova o contrário.

Por meio de atividades pedagógicas com cultura popular, os educadores do núcleo realizam atividades com pacientes em regime de internação ou semi-internação em hospitais como a Santa Casa de Misericórdia e Hospital de Clínicas.

"Diferente da alfabetização tradicional, a prática em comunidades hospitalares não tem a finalidade apenas de escolarizar; são realizadas atividades educativas que envolvem desenho, leitura, dinâmicas de grupo, escrita, ludicidade e socialização, sendo que as atividades dependem muito do que a paciente precisa, levando em consideração sua fragilidade pela doença", garante Ivanilde Apoluceno, coordenadora do NEP. De acordo com a coordenadora, por meio das ações pedagógicas, os pacientes passam a interagir mais com as outras pessoas e a lidar melhor com a doença.

Em 2008, foram desenvolvidas atividades nos espaços Acolher e Pediatria da Santa Casa, com familiares e pacientes, entre os quais, vítimas de escalpelamento e com mães cujos bebês estão na UTI, mas que estão amamentando. No Hospital de Clínicas, as ações educacionais foram realizadas com crianças e jovens com transtornos mentais. Esse ano, o grupo foi convidado para trabalhar com pacientes crônicos-renais no Hospital de Clínicas e no Ophir Loyola. Por isso, estão formando novos grupos de estudos e trabalhos.

Uma iniciativa que requer principalmente dedicação. Para a coordenadora do NEP, trabalhar em comunidades hospitalares exige estudo e principalmente preparação psicológica, já que algumas pessoas não conseguem trabalhar com as atividades nos hospitais, devido à realidade enfrentada pelos pacientes.

"É um trabalho que exige preparação psicológica, porque nós lidamos com o sofrimento de pessoas muito fragilizadas pela doença. E os educadores se envolvem muito com os pacientes. Já aconteceu dos educadores desenvolverem atividades pedagógicas com um paciente em um dia e, no dia seguinte, ele havia falecido. É um choque muito grande, e algumas pessoas não conseguem lidar com isso", revela Ivanilde.

Ivanilde explica, ainda, que o educador do NEP, ao realizar atividades educacionais em hospitais, se defronta com a existência de rotinas e normas rígidas, com horários e atividades pré-estabelecidas, onde geralmente não existe espaço preparado para o atendimento educacional. Em geral, usa-se o refeitório ou sala de atendimento médico para este fim e há predominância de práticas de recreação e de terapia ocupacional em detrimento das direcionadas à escolarização.

Os pacientes e seus acompanhantes - a grande maioria oriunda do interior do Estado - são convidados a participar das atividades e se inscrevem voluntariamente para integrar as turmas. Os grupos aos poucos vão crescendo e os pacientes perdendo a timidez e superando dificuldades de interagir.

O trabalho é desenvolvido em parceria com os profissionais de saúde. Os educadores aprendem a ler prontuários e se mantêm informados sobre a história de vida do paciente para depois desenvolver as atividades, que são específicas, e variam de acordo com o tipo de enfermidade e a rotina de cada paciente. Para as vítimas de escalpelamento, por exemplo, as atividades aconteciam em grupos reduzidos devido ao risco de infecção no contato com muitas pessoas.

"As pessoas que estão internadas não querem um professor que passe ditado, que dê aula no método tradicional. Nós respeitamos as especificidades de cada um deles, dialogamos, aprendemos junto com eles, e não os tratamos com um olhar preconceituoso como se fossem coitadinhos que estão doentes" diz Maria de Jesus, coordenadora de uma das turmas da Santa Casa, que trabalham apenas com crianças que estão internadas.

Atividades - Os grupos de educadores, que variam entre quatro e cinco pessoas, são compostos por alunos ou ex-alunos dos cursos de Pedagogia, Letras e Ciências da Religião. Antes de fazer parte desse grupo específico de educadores, os alunos passam por uma formação que lhes permite conhecer como são feitas as atividades, e depois realizam as visitas apenas como observadores, orientados por um coordenador. Posteriormente passam a desenvolver com o grupo as ações educacionais.

Mais comum em estados do Sul do país, a educação em comunidades hospitalares do NEP é uma prática que iniciou em 2002, com uma turma na Associação Voluntária de Apoio à Oncologia (AVAO). Algum tempo depois foram convidados a realizar as atividades na Santa Casa, depois no Hospital de Clínicas e, futuramente, no Ophir Loyola.

Agência Pará de Notícias

28/01/2009

domingo, junho 29, 2008

Classe hospitalar dá injeção de ânimo

Fabiano Ormaneze / Agência Anhangüera

(29/06/2008) Pelos corredores do hospital, Júlio Della Corte carrega sua bandeja de "medicamentos". De jaleco branco, parecendo um médico, ele entra nos quartos da pediatria, fala com as crianças internadas e, em cada leito, distribui lições, livros, tintas, lápis de cor, papel e tarefas escolares. Karin Caprini também não demora.

Ela precisa ensinar as conjunções para um garoto que, se não estivesse doente, estaria aprendendo esse conteúdo na escola. Selma Favaretto corre para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela vai atender uma criança que, se não fosse por ela, estaria com os olhos fixos num procedimento doloroso pelo qual passa o paciente na cama ao lado. Júlio, Karin e Selma são professores, mas trabalham no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas.

Os três são educadores de uma classe hospitalar, um direito da criança internada, garantido por lei. Mas, ao garantirem que a garotada não perca o ano letivo, também geram esperanças, permitem que outras preocupações, não apenas a doença, ocupem o dia ou simplesmente, no caso de pacientes que passam meses e até anos no hospital, possibilitam a percepção de que, fora do cotidiano de remédios, cirurgias e balões de oxigênio, existe uma outra vida, muito mais divertida e cheia de cores.

Cláudio Vinícius da Silva Santos, de 12 anos, ficou internado 38 dias por causa de uma infecção, após ter se ferido num dos pés com uma farpa. Ele está na 6 série e, semanalmente, a mãe dele, Angélica de Camargo, buscava as lições dele na escola. No hospital, o conteúdo era estudado pelos professores e depois ministrado numa sala especialmente preparada para o trabalho pedagógico, com desenhos nas paredes, material didático e livros, ou no próprio leito, conforme as condições e o desejo do menino.

"Se não fossem essas aulas, acho que eu ia reprovar e aí teria de estudar com outros meninos, que eu nem conheço direito", conta o garoto. Foi na cama do hospital que ele aprendeu, por exemplo, tudo o que sabe sobre as conjunções da língua portuguesa. Também teve tempo para aprimorar um talento: o desenho.

"Eu nem sabia que meu filho tinha essa habilidade. O tempo em que fiquei aqui com ele também se tornou mais fácil com a ajuda desses professores", afirma Angélica.

As salas hospitalares começaram a ser implantadas no Brasil há cerca de dez anos. Apesar disso, a primeira lei que obrigava as instituições de saúde a oferecer acompanhamento escolar às crianças internadas é de 1969, reforçada depois por outras resoluções e pela Política Nacional de Educação Especial, do Ministério da Educação (MEC), em 1995.

No Mário Gatti, primeiro hospital de Campinas a contar com esse trabalho, a classe hospitalar existe há dez anos. "No começo, encontramos muitas resistências da equipe médica. Hoje, todos já perceberam que nosso trabalho auxilia no tratamento. A recuperação é mais rápida", conta Corte.

Tanto que, no prontuário dos pacientes, já existe um espaço para a descrição das atividades pedagógicas, ao lado das informações dos médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas.

"Já aconteceu de eu desenvolver uma atividade com uma criança, ao lado de outra que os médicos tentavam ressuscitar depois de uma parada cardíaca. A paciente ficou tão envolvida com a lição e nem percebeu que, do outro lado do biombo, alguém corria perigo. Poupá-la, naquele instante, representou evitar o medo", conta Selma. Ela trabalha no Mário Gatti desde a implantação da classe hospitalar e atua principalmente na UTI.

Esse tipo de iniciativa é praticamente exclusiva dos hospitais públicos. Nos particulares, é raro haver pacientes que fiquem internados por longos períodos. Em Campinas, além da sala do Mário Gatti, que faz cerca de 600 atendimentos por mês, apenas o Centro Infantil Domingos Boldrini, especializado no tratamento do câncer infantil, tem um projeto parecido, há nove anos.

No Hospital Celso Pierro, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), um projeto já foi aprovado e a sala está em processo de implantação.

No Hospital de Clínicas, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o serviço não é oferecido. Mas a assessoria de imprensa informou que, quando crianças ficam internadas por períodos longos, o hospital aciona uma escola pública do distrito de Barão Geraldo, que, de acordo com a disponibilidade, envia docentes e atividades.

No recém-inaugurado Complexo Ouro Verde, na ala da pediatria, que ainda não está em funcionamento, espaços para as atividades pedagógicas foram planejados.

O educador que trabalha em hospitais precisa ter formação específica em educação especial e recebe treinamentos sobre doenças e condições psicossociais, além de estar sempre informado sobre o estado clínico dos pacientes.

Para alguns, esse é o único elo com o mundo externo

A professora Karen Caprini trabalha no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti há sete anos. Desde então, se especializou no atendimento de casos complexos, mantidos em unidades de tratamento semi-intensivo. Em seu dia-a-dia, depara-se com histórias como a de uma garota que está internada desde que nasceu, há cinco anos, por causa de uma deficiência respiratória que a obriga manter-se num respirador artificial 24 horas por dia.

Para crianças nessa situação, uma professora pode significar o único contato com o mundo externo. "Com autorização dos médicos, vou trazendo frutas, animais e flores para o hospital. Coisas que essas crianças nunca viram", conta.

No caso dos pacientes que moram nos hospitais ou ficam internados durantes anos, a equipe pedagógica desenvolve um programa de aulas e conteúdos, aprovado pela Secretaria Municipal de Educação e de acordo com as características clínicas e cognitivas de cada paciente. Às vezes, o aprendizado se resume apenas a percepção da diferença entre o dia e a noite.

"Para uma criança que vive na UTI, sem luz natural, saber que a claridade é característica do dia e que a escuridão é sinônimo da noite, ainda que seja quando a luz da sala se apaga, tem o valor do conhecimento de um ano todo", explica Selma Favaretto, outra professora que trabalha no Mário Gatti.
Sala de aula se transforma em refúgio de esperança

A sala de aula da professora Luciana Assunção de Mello, no Centro Infantil Domingos Boldrini, se tornou uma espécie de refúgio. "Muitas mães já vieram chorar aqui pelo estado irreversível dos filhos. A sala já se tornou também o primeiro local em que a mãe passa depois de descobrir que o tratamento chegou ao fim. Sinto nosso trabalho como uma espécie de elo com o mundo externo", explica a professora, que trabalha no local há quatro anos.

Como o hospital recebe crianças do Brasil todo, Luciana precisa estar atenta às diferenças culturais e de currículo escolar, variável para cada região.

Para isso, entram em ação o trabalho de cerca de 20 voluntários, boa parte alunos de licenciaturas na Unicamp. "Uma vez, chegamos a trazer uma agrônoma para auxiliar uma aluna que vinha de Rondônia, com um conteúdo totalmente voltado à economia rural. A escola deve ser um direito da criança. Não garanti-lo é como dizer que o caso não tem solução e que a escola já se tornou desnecessária", explica Luciana.

Atuar numa classe hospitalar também exige dos professores conhecer o estado de saúde das crianças e as implicações de cada caso, o que transparece no vocabulário desses educadores, cheio de termos médicos. Por isso, diariamente, eles consultam prontuários e participam de reuniões com médicos e outros profissionais da área da saúde. "Com o tempo, a gente vai desmontando a idéia de que a pedagogia é uma extensão da sala de espera. Temos um compromisso com a qualidade de vida dos pacientes", afirma.

Monic Christina da Silva Teixeira, de 11 anos, é outra aluna da professora Luciana. Para ela, a sala de aula já se tornou um departamento obrigatório. Sempre que vai ao Boldrini, uma vez por semana, passa pelo médico, pela psicóloga e termina manipulando lápis de cor. "Eu só não fico triste de vir ao hospital porque sei que também vou poder brincar um pouco aqui", resume a garota, que há dois anos luta contra um tumor num músculo da face.

Universos

Vencidos preconceitos que antes consideravam o trabalho dos educadores uma atividade secundária e sem importância, a pedagogia no Boldrini também já entrou como rotina na triagem de todos os pacientes. A médica hematologista Vitória Pinheiro explica que os principais vínculos de uma criança na infância são a escola, a família e as brincadeiras.

O ambiente de um hospital será melhor se conseguir reproduzir esses universos. "A classe escolar funciona como um incentivo. A vida da criança, apesar de estar num hospital, continua. Isso melhora a auto-estima, o compromisso com o tratamento e o ambiente", comenta.

As experiências do Boldrini geraram um encontro de capacitação de educadores. Uma vez por ano, o hospital recebe cerca de 200 professores de todo o Brasil que assistem a palestras com médicos e pedagogos sobre as particularidades do trabalho docente em hospitais. O último foi realizado no início de junho.

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