Nesta publicação, elaborada pelo Instituto ABCD, você encontrará informações úteis sobre como identificar alguns sinais da Dislexia e outros Transtornos Específicos de Aprendizagem precocemente, como lidar com as dificuldades, além de dicas e sugestões de como contribuir para que a aprendizagem seja otimizada.
quarta-feira, fevereiro 24, 2016
Todos Entendem
Nesta publicação, elaborada pelo Instituto ABCD, você encontrará informações úteis sobre como identificar alguns sinais da Dislexia e outros Transtornos Específicos de Aprendizagem precocemente, como lidar com as dificuldades, além de dicas e sugestões de como contribuir para que a aprendizagem seja otimizada.
terça-feira, março 31, 2015
SP Rede do Saber Videoconferência Divulgação do Curso "Todos Aprendem"
| Curso Todos Aprendem | |||
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Nome da Videoconferência: Divulgação do Curso “Todos Aprendem”
Data: 01/04/2015 Horários: das 11h às 12h30 O curso “Todos Aprendem”, uma iniciativa do Instituto ABCD e da EFAP, é voltado para professores dos Anos Iniciais. Os objetivos são, com a formação, levá-los a identificar os alunos com risco para transtornos funcionais de aprendizagem (dislexia, discalculia e disgrafia), aplicar estratégias pedagógicas individualizadas para os alunos identificados, além de registrar e acompanhar o desempenho do aluno frente às intervenções recomendadas. A videoconferência apresenta o curso e os videoconferencistas são: Maíra Elias Manzano, do CITEC – EFAP, Luciana Fakri, da equipe curricular dos Anos Iniciais, Bruno Golfette e Juliana Amorina, ambos do Instituto ABCD. A Rede do Saber transmite a videoconferência ao vivo pelo site, e a interação poderá ser feita pelo e-mail faleconosco@rededosaber.sp.gov.br. | |||
quarta-feira, novembro 05, 2014
MG - Parceria entre Magistra e site leva orientações sobre dislexia a educadores mineiros
Na Semana da Dislexia, uma parceria da Secretaria de Estado de Educação pretende levar para os professores da rede mais informações sobre o distúrbio. O site Dislexia Brasil, que traz informações importantes sobre o transtorno de aprendizagem da leitura e escrita dos estudantes, agora tem seu conteúdo incorporado à página da Magistra.
O ambiente virtual oferece conteúdos básicos sobre o tema, formas de identificar o distúrbio e de adquirir técnicas para ensinar leitura, soletração e escrita até apontar como melhorar o ambiente escolar, fazendo com que os estudantes lidem com suas dificuldades específicas em concentração, memória e organização.
O site foi criado originalmente em 2008, na Bélgica. O conteúdo foi traduzido e adaptado pela professora do Departamento de Psicologia da UFMG Ângela Maria Vieira Pinheiro e sua equipe, e lançado em 2012.
Site traz informações importantes aos educadores: o que é a dislexia, como identificá-la e o que fazer em sala de aula no ensino desses estudantes.
Além de explicar o que é esse distúrbio que leva à dificuldade de aprendizagem, o site diz como o professor pode identificá-lo nos seus alunos. “O professor não pode dar um diagnóstico. O site o ensina a levantar suspeitas. Existem vários indicadores – por exemplo, problemas no processamento na linguagem falada, de concentração, de memórias de curto prazo, de sequenciação de informação. Então, os professores são levados a identificar e perceber os sinais que a criança tem risco de vir a desenvolver a dislexia”, destaca a professora Ângela.
Outra seção do site aborda como o professor pode ensinar essas crianças. Segundo a professora, a proposta é que os alunos com dificuldade aprendam junto com os demais alunos. “Antes, uma vez identificado o problema, tudo o que o professor achava que tinha que fazer era passar para o especialista. O nosso discurso é outro: você está na frente da sala de aula, nós queremos que você conheça a condição, que saiba ver os sinais de risco e que, depois que a criança foi encaminhada para um especialista, que ela vier com o diagnóstico, nós queremos que você, dentro de sala de aula, ensina essa criança de forma inclusiva. Um ensino que no final das contas vai ser bom para todo mundo”.
Outra seção do site é voltada para os pais, que, segundo a especialista, podem influenciar na alfabetização de seus filhos desde que a criança aprende a falar. Ela destaca que alguns métodos, como pedir para as crianças contarem histórias ou contar uma história e pedir a elas para recontarem, ajudam, já que envolvem o acesso da informação da memória de longo prazo, vocabulário e temporalidade (início, meio e fim).
Esses métodos podem ser usados na educação infantil, antes mesmo da alfabetização. “Isso é muito bom para os professores do ensino infantil. Muito tempo é perdido no ensino infantil com brincadeiras irrelevantes e você pode aproveitar aquele espaço para atividades que criam a base da aprendizagem da leitura e da escrita”.
O conteúdo do site também é importante para os educadores que atuam nos anos seguintes à alfabetização, até mesmo no ensino médio, já que algumas vezes a dislexia não é identificada quando o estudante está aprendendo a ler e escrever.
Para acessar o conteúdo do dislexiabrasil.com.br, o professor deve estar cadastrado no site. Acesse e confira.
terça-feira, setembro 04, 2012
Lidando com o Transtorno de Aprendizado
Fonte: Portal Porvir
Numa sala de aula cheia, alguns alunos aprendem muito rápido; outros, nem tanto. Ali, no meio de crianças e jovens com ritmos diferentes de aprendizado, há alguns que não aprendem nunca. “É preguiça de estudar”, dizem alguns; “iiih, com aquele nem adianta insistir”, repetem outros. Mas a verdade é que o problema desses meninos pode ser um transtorno de aprendizado, como dislexia ou discalculia, e, sem o tratamento correto, a chance de eles desistirem da escola é grande. Foi para ajudar quem lida com alunos com essas dificuldades que o Instituto ABCD começou, neste mês, a capacitar professores de escolas estaduais de São Paulo a prepararem aulas em que todos os alunos consigam aprender.
A capacitação começou com os coordenadores de polos. A partir do ano que vem, o treinamento ganhará um reforço: o instituto está produzindo vídeos curtos em que dá orientações para professores sobre como trabalhar a questão da neurodiversidade na sua prática cotidiana de sala de aula. Esses vídeos serão publicados pelo QMágico, uma plataforma de ensino online idealizada por alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
“Cada aluno aprende de um jeito. Tem aluno que aprende melhor lendo; outros, ouvindo; há os que precisam de estímulos táteis ou sinestésicos. O professor tem de ensinar de formas diferentes. Ele não pode só ensinar na lousa; deve usar imagens, experimentações”, diz Mônica Weinstein, diretora do instituto. Assim, ao usar diferentes recursos, não apenas quem tem dificuldade é beneficiado, mas toda a turma, já que os alunos são estimulados cognitivamente de várias formas, afirma a especialista. “No ensino público, ter uma atenção individualizada é difícil. Para ajudar um aluno com dificuldade de aprendizagem, não precisa prejudicar os outros. Todos saem ganhando com essa abordagem diferente.”
De acordo com a diretora do IABCD, quanto antes os alunos com essa condição forem corretamente diagnosticados melhor. Os estudantes com dislexia, por exemplo, têm muitas dificuldades com a leitura. Se a escola, a família e os profissionais de saúde demoram a perceber isso, ele passará anos sem acompanhar os colegas, com baixa motivação e autoestima. “Ano após ano, a escola repetiu que ele era um fracassado. Isso traz um trauma psicoafetivo enorme e ele acaba desistindo de estudar.”
Mônica cita o caso de um jovem que cumpria medida socioeducativa na Fundação Casa e que tinha abandonado os estudos havia três anos. Ao ser perguntando por que ele decidiu parar de frequentar a escola, ele disse: “Muito antes de eu desistir da escola, a escola tinha desistido de mim”, narrou a especialista. E o rapaz não estava errado. Apesar das estimativas serem de que entre 3% e 5% das pessoas tenham algum tipo de transtorno de aprendizagem, a sociedade ainda não está pronta para tratar do assunto. “A escola passa o problema para a saúde, que não consegue resolver sozinha e devolve para a família. A solução tem que envolver as três áreas.”
sexta-feira, novembro 12, 2010
Brasil terá fórum para defender que transtorno de aprendizagem não é doença
O grupo de trabalho, que atuará em escala nacional, está sendo formulado e discutido no “I Seminário Internacional A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros Supostos Transtornos”. No evento, realizado entre 11 e 13 de novembro, em São Paulo (SP), aconteceram pelo menos duas Conferências para discutir e formular as diretrizes de trabalho do Fórum.
“Há uma tendência em considerar as dificuldades de aprendizagem como um problema orgânico do aluno, sem levar em conta que as políticas educacionais, as formas de gestão e o currículo podem contribuir para um desempenho aparentemente ruim”, disse a representante da Associação Brasileira de Psicologia Escola e Educacional, Marilene Proença, durante o Seminário.
A premissa do Fórum é defender o fim do uso de remédios nos supostos transtornos de aprendizagem (dislexia, hiperatividade e transtorno do déficit de atenção). Ele também trabalhará em prol do respeito à diversidade no processo de aprender, do direito à saúde e à educação pública, de acordo com a primeira versão do manifesto de lançamento, a ser modificada no evento.
Para isso, as organizações participantes – entre elas a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, o Sindicato dos Psicólogos de São Paulo e o Instituto Sedes Sapientiae — preveem produzir materiais de comunicação, incluir o tema no currículo dos cursos de graduação e acompanhar as políticas públicas para a área.
“Problemas sociais e políticos, que afligem a vida das pessoas, são artificialmente transformados em meras questões individuais, descontextualizadas das condições em que tais dificuldades são produzidas”, aponta a primeira versão do manifesto. A medicalização, segundo o documento, tem o papel de “ocultar violências físicas e psicológicas, transformando as vítimas em portadores de distúrbios em comportamento”.
No evento também foi anunciado um projeto de lei de São Paulo para criar o Dia Municipal de Luta contra a Medicalização, a ser comemorado anualmente, em 11 de novembro.
quarta-feira, maio 12, 2010
G1 RJ - Saiba os sintomas e como tratar a dislexia
Associação Nacional de Dislexia oferece avaliação gratuita.
Os primeiros sintomas são percebidos na idade escolar.
Saiba onde buscar atendimento público para a dislexia
De acordo com a AND, são feitos dois testes: de linguagem (com as fonoaudiólogas) e o teste de inteligência (feito por psicólogas). Para caracterizar a dislexia, a pessoa tem que ter inteligência comprovada como normal ou acima do normal. O transtorno de aprendizagem pode atingir até 17% da população mundial.
Os primeiros sintomas são percebidos na idade escolar. Normalmente a criança não aprende como as demais da mesma turma, principalmente para ler e escrever. Caso a dislexia não seja diagnosticada, pode ser confundida com falta de interesse, preguiça ou até mesmo dificuldade para aprender.
Os especialistas garantem que, quando mais cedo o transtorno for tratado, mais fácil será a rotina de vida do disléxico.
Sinais de alerta
Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada, mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".
Pré-escola
Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas: Dispersão; Fraco desenvolvimento da atenção; Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem; Dificuldade em aprender rimas e canções; Fraco desenvolvimento da coordenação motora; Dificuldade com quebra cabeça; Falta de interesse por livros impressos.
O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.
Idade escolar
Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional: Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita; Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras).
Adultos
Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades; Continuada dificuldade na leitura e escrita; Memória imediata prejudicada; Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua; Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia); Dificuldade com direita e esquerda; Dificuldade em organização; Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.
Diagnóstico
Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, não confirmam a dislexia. Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar, formada por Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso.
Também é de extrema importância haver uma boa troca de informações, experiências e até sintonia dos procedimentos executados, entre profissional, escola e família.
quarta-feira, maio 06, 2009
S.Caetano realiza workshop de Neurodificuldades
A atividade será dividida em duas etapas: a primeira terá dois encontros com educadores da rede municipal de Ensino Fundamental ciclo I; a segunda, realizada no segundo semestre, será destinada aos pais e responsáveis dos alunos do Ensino Fundamental ciclo I.
Entre os temas destacam-se: Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade; Transtornos emocionais mais comuns (avaliação psicológica); Transtorno de aprendizagem (Dislexia)/Transtorno de fala e linguagem (avaliação fonoaudiológica); Papel da psicopedagogia na escola, na clínica e ambulatório (avaliação psicopedagógica).
REPÓRTER DIÁRIO
ABC - SP
quarta-feira, julho 09, 2008
Escolas públicas vão ter política para transtornos de aprendizagem
Grupo de trabalho tem até outubro para apresentar propostas de como lidar com crianças com dislexia, hiperatividade e outros distúrbios
08/07/2008 | 03:02 | Denise Paro, da SucursalComo ainda não há uma política governamental definida nessa área, cada estado trata da questão com os próprios meios. No Paraná, os colégios públicos dispõem de salas especializadas para atender os alunos. Atualmente, há mil salas em todo o estado, destinadas não só ao atendimento de crianças com transtornos de aprendizagem, mas também a portadores de deficiência mental e superdotação. No último levantamento, realizado em dezembro 2007, havia 16,3 mil alunos cadastrados em todas as escolas do Paraná que participavam das diversas atividades oferecidas nas salas.
Em Foz do Iguaçu, o Colégio Estadual Castelo Branco recebe os próprios alunos e os de outras escolas. No espaço, chamado de Sala de Recurso, são realizadas tarefas sob supervisão de uma professora especializada em Educação Especial. Os alunos freqüentam a sala pelo menos duas vezes por semana, conforme a necessidade, durante uma ou duas horas. São feitos exercícios de escrita, leitura, interpretação e atividades para estimular a memória e a concentração, conforme o caso.
A professora Mônica Dluhosch é uma das especialistas. Ela diz que o trabalho é importante e vem trazendo resultados promissores para as crianças. Um dos estudantes é Jéferson Legnaghi da Silva, 15 anos, com diagnóstico de hiperatividade. Ele diz que gosta das atividades e sentiu avanço desde o início do trabalho. “Agora estou com mais ânimo para estudar”, resume.
Apesar disso, a equipe enfrenta uma dificuldade, que é a falta de um psicólogo, responsável por avaliar os alunos antes do encaminhamento. Atualmente, o trabalho é feito por psicólogos voluntários.
A professora e coordenadora pedagógica do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educação da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Nanci Furtado de Menezes, diz que há uma solicitação de escolas para contratação de psicólogos, mas como não há concursos para esse profissional na área da educação, estão sendo feitas parcerias com universidades e prefeituras para solucionar a questão. Dessa forma, os psicólogos de outras instituições emitem o laudo sobre os alunos.
Potencial
Na avaliação da psicóloga escolar e psicopedagoga de Foz do Iguaçu, Marta Lopes, as crianças portadoras dos transtornos têm a tendência de desencadear a baixa auto-estima por se diferenciarem da maioria e sentirem-se cobradas para terem uma “pseudonormalidade”. Para ela, tanto as crianças com transtornos quanto o meio social (família e o colégio) precisam saber lidar com essas diferenças. “É preciso tirar proveito para o bem de todos e não reconhecer a condição como um problema”. Por outro lado, segundo a psicóloga, essas crianças apresentam potencialidades, por exemplo, no caso de hiperativos: raciocínio rápido, facilidade com esportes e tendência para desenvolver um conhecimento além do esperado em determinadas áreas.
Dificuldades
Veja o que são os principais distúrbios de aprendizagem:
Dislexia
Distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração. Dificuldade na recordação, evocação e seqüência de letras e palavras impressas.
Disortografia
Confusões com as sílabas. Troca de letras que se parecem sonoramente.
Disgrafia
Problemas para escrever letras e números.
Discalculia
Dificuldade do aluno com operações matemáticas.
Transtorno de déficit de atenção (TDA)
Desatenção, inquietude e impulsividade.
Hiperatividade (TDAH)
Pessoa muito ativa e agitada, além do comum. Quando o portador tem déficit de atenção, há tendência de ter problemas de aprendizagem.
Dislexia atinge entre 5% e 17% da população
Crianças com transtornos de aprendizagem têm tanto potencial quanto aquelas com facilidade para ler, interpretar ou entender a tabuada escolar. Prova disso é que gente conhecida em todo o mundo, como o ator norte-americano Tom Cruise e o inventor da lâmpada, Thomas Edison, estão na lista de disléxicos famosos, mas nem por isso deixaram de superar obstáculos de leitura e escrita ao longo da vida e ter uma carreira promissora.
Conforme a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), a dislexia é o distúrbio que mais incide nas salas de aula e hoje atinge entre 5% e 17% da população mundial. Outros transtornos que preocupam são a disortografia, discalculia, disgrafia, transtorno de déficit de atenção (THD) e hiperatividade. Os dois últimos são comuns e podem contribuir significativamente para um quadro de desorganização, esquecimento na entrega de trabalhos escolares e problemas de disciplina que podem resultar na expulsão da criança do colégio.
Gazeta do Povo
08 de julho de 2.008
quinta-feira, junho 26, 2008
Comissão assegura direito de aprender
Os professores da educação básica poderão recorrer a orientações de especialistas para atender alunos com transtornos como a dislexia. Um grupo de trabalho, instituído pela Portaria nº 6, de 5 de junho de 2008, iniciou as discussões na última terça-feira, 24, a fim de elaborar políticas direcionadas à educação desses alunos.
Para a coordenadora-geral da política pedagógica da educação especial do Ministério da educação, Rosângela Machado, a intenção da nova comissão é assegurar o direito de toda criança em aprender, independentemente de suas necessidades educacionais. “Queremos desmistificar idéias mal formadas sobre esse tipo de transtorno e definir diretrizes voltadas para as práticas educacionais”, disse.
O grupo de trabalho pretende realizar estudos sobre os transtornos e elaborar um documento com orientações capazes de ajudar os professores na educação de alunos com distúrbios como a dislexia, disortografia, disgrafia, discalculia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula e atinge entre 5% e 17% da população mundial.
A ABD define dislexia como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração. Em relação aos alunos com déficit de atenção, a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (Abda) explica que eles apresentam sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. A discalculia tem a ver com a dificuldade do aluno com operações matemáticas. O estudante com disgrafia tem problemas para escrever letras e números e aqueles com disortografia podem fazem confusões com as sílabas e trocar letras que se parecem sonoramente.
Formado por especialistas do MEC, universidades, associações de pais e alunos e entidades ligadas a transtornos funcionais, entre outros membros, o grupo terá até 120 dias para apresentar propostas de diretrizes que possam orientar os professores a atender melhor os alunos com transtornos de aprendizagem. Entre os participantes do grupo, há 16 membros permanentes, além de especialistas convidados.
Maria Clara Machado
MEC
25 de junho de 2.008
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