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terça-feira, abril 30, 2019

MINAS GERAIS - Professores podem se inscrever em cursos na área de deficiência visual

Cursos serão oferecidos nos CAPs de todo o Estado e são voltados para educadores de toda a rede pública de ensino 30 de Abril de 2019 , 10:05

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE) está com inscrições abertas para os cursos de capacitação continuada para professores das redes públicas de ensino na área de deficiência visual. Por meio da Diretoria de Educação Especial, a SEE, com a oferta desta formação, tem o objetivo de auxiliar os educadores no processo de ensino e aprendizagem de alunos cegos, de baixa visão ou com outros tipos de deficiência visual.

Divididos em 11 temas, os cursos têm duração de 40 a 120 horas e serão ministrados durante todo o ano de 2019 nos Centros de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual (CAPs) de todo o Estado, ou seja, nos municípios de Belo Horizonte, Governador Valadares, Januária, Montes Claros, Patos de Minas, Três Corações e Uberaba. As datas de início e encerramento das capacitações devem ser consultadas em cada CAP, onde as inscrições são realizadas.

Entre as opções estão o “Sistema Braille”: o curso conta com 80 horas de duração e tem o objetivo de ensinar ao educador o sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou de baixa visão. Já o curso “Tecnologia Assistiva para a Deficiência Visual” dura 40 horas e proporciona o conhecimento de recursos e softwares de tecnologia assistiva.

Outro curso disponível é o “Código Matemático Unificado”, que também tem 40 horas de duração e capacita o educador para o ensino da matemática para alunos cegos ou com outras deficiências visuais por meio de uso dos símbolos fundamentais em Braille empregados no Código Matemático Unificado. Para se inscrever nesta capacitação é necessário ter o curso de Sistema Braille.

Confira a lista de todos os cursos disponíveis e os endereços e telefones dos CAPs aqui. 
CAPS
 
Os Centros de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual (CAPs) têm como finalidade capacitar professores das redes pública e privada e orientar escolas, estudantes e familiares para garantir o acesso ao conteúdo programático desenvolvido nas instituições de ensino de qualquer rede.

Os CAPs também têm como objetivo garantir a pessoas cegas ou com baixa visão o acesso à literatura, pesquisa e cultura por meio da utilização de equipamentos da moderna tecnologia, da impressão do livro em Braille, formato Mecdaisy, áudio, livro ampliado, entre outros. Os centros também atendem as Superintendências Regionais de Ensino (SREs) na área de capacitação e produção de material.
FONTE: SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

quinta-feira, novembro 08, 2018

PARANÁ - Secretaria vai ampliar atendimento a pessoas surdas

A Secretaria da Educação do Paraná (SEED) vai abrir quatro novos Centros de Apoio ao Surdo e aos Profissionais da Educação de Surdos (CAS) em Apucarana, Cascavel, Francisco Beltrão e Umuarama. Cerca de 14 mil pessoas surdas serão beneficiadas com a medida.

Os centros são espaços dedicados à capacitação de profissionais da área, como tradutores e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e professores bilíngues surdos e ouvintes. Os cursos são ofertados preferencialmente a profissionais da rede estadual, mas também estão disponíveis para professores de outras redes e comunidade escolar.

O CAS de Apucarana vai funcionar dentro do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, enquanto os centros de Cascavel, Francisco Beltrão e Umuarama serão instalados em colégios da rede estadual. A equipe de cada CAS é composta por profissionais surdos e ouvintes da Secretaria da Educação, incluindo pedagogos, professores e tradutores e intérpretes de Libras.

O início das atividades dos novos centros está previsto para janeiro.

ABRANGÊNCIA – O CAS de Apucarana atenderá os Núcleos Regionais de Educação de Apucarana, Cornélio Procópio, Ibaiti, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Telêmaco Borba, e Wenceslau Braz, com uma população de 5.259 pessoas surdas.

O centro de apoio de Cascavel, que será instalado no Colégio Estadual Itagiba Fortunato, abrange os NRES de Assis Chateaubriand, Cascavel, Foz do Iguaçu e Toledo, com uma população de 2.731 pessoas surdas.

O Colégio Estadual Dr. Eduardo Virmond Suplicy receberá o CAS de Francisco Beltrão, atendendo os NRES de Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Laranjeiras do Sul e Pato Branco, com uma população de 4.534 pessoas surdas.

O CAS de Umuarama ficará situado no Colégio Estadual Prof. Paulo A. Tomazinho, responsável pelo atendimento dos NREs de Campo Mourão, Cianorte, Goioerê, Loanda, Paranavaí e Umuarama, com uma população de 2.244 pessoas surdas.

A partir de janeiro, o CAS de Curitiba ficara responsável pelos NREs da Área Metropolitana Norte, Área Metropolitana Sul, Curitiba, Paranaguá e Ponta Grossa, com uma população de 7.701 pessoas surdas, enquanto o CAS de Guarapuava atenderá 1.393 pessoas surdas dos núcleos de Guarapuava, Irati, Ivaiporã, Pitanga e União da Vitória.

FUNCIONAMENTO – Os Centros de Apoio ao Surdo e aos Profissionais da Educação de Surdos organizam suas atividades em cinco núcleos de atuação: Núcleo de Capacitação de Profissionais da Educação de Surdos; Núcleo de Atendimento Educacional Especializado; Núcleo de Apoio Didático-Pedagógico e Tecnológico; Núcleo de Pesquisa; Núcleo de Convivência.

Profissionais da área podem entrar em contato com os CAS já em atividade para se informar sobre oportunidades de capacitação:

CAS – Curitiba
Rua Salvador Ferrante, nº 1.651 – Boqueirão, Curitiba.
Telefone: (41) 3277-7396 e 3277-7388
E-mail: cas_pr@seed.pr.gov.br

CAS – Guarapuava
Rua Saldanho Marinho, nº 2131 Bairro: Batel – Guarapuava.
Telefone: (42) 3227-7830
E-mail: cas.gpva@gmail.com

PARCERIA – Os centros são um programa do Ministério da Educação em parceria com secretarias estaduais de educação. No Paraná são vinculados à Secretaria da Educação por meio do Departamento de Educação Especial da Superintendência da Educação e pelos Núcleos Regionais de Educação que sediam os Centros de Apoio ao Surdo e aos Profissionais da Educação de Surdos. 
 
fonte: Secretaria da Educação do Paraná

sábado, novembro 11, 2017

MINAS GERAIS - Cartilha traz diretrizes de funcionamento dos centros de capacitação na área de surdez

Documento apresenta, entre outras coisas, as áreas de abrangência dos CAS, as principais ações e estrutura básica10 de Novembro de 2017 , 16:50 

A partir deste ano, os Centros de Capacitação de Profissionais de Educação e Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS) passam a contar com um documento que traz todas as diretrizes de funcionamento dos centros. “Os CAS já existiam anteriormente, mas a cada ano era uma demanda diferente por alguma orientação específica. Com a nossa experiência e com as demandas que foram surgindo ao longo do tempo, criamos esse documento. Ele é como se fosse o regimento de funcionamento dos centros e funciona também como um projeto político pedagógico para alinhar e dar sustentação da proposta de trabalho que os CAS executam”, destaca a diretora de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação, Ana Regina de Carvalho.

O documento apresenta, entre outras coisas, as áreas de abrangência dos CAS, as principais ações e estrutura básica. Ele também traz diretrizes para o processo de avaliação de tradutores intérpretes que desejam atuar na rede estadual, como ressalta Ana Regina. “Nós também disciplinamos todo o processo de avaliação de tradutor intérprete para atuação na rede estadual. Essa é uma competência que os Centros de Capacitação de Profissionais de Educação e Atendimento às Pessoas com Surdez têm. Esse processo é complexo. Então, fizemos toda uma discussão para discipliná-lo”, conclui Ana Regina.

Os CAS têm por objetivo trabalhar propostas para a educação de surdos. Eles trabalham no aspecto da formação continuada dos professores, oferecendo cursos de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e de Língua Portuguesa como segunda língua para estudantes surdos. Neles também são produzidos materiais didáticos acessíveis ao estudante surdo, como vídeos didáticos em libras, além da capacitação de professores de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Nos dois últimos anos, mais de 1 mil profissionais participaram de alguma capacitação na área da surdez no Estado. No último mês de agosto, 50 alunos surdos de 22 regionais do estado participaram de curso de capacitação de instrutores, promovido pela SEE, em parceria com o CAS de Belo Horizonte.

A Secretaria mantém o funcionamento de cinco CAS, localizados nos municípios de Belo Horizonte, Montes Claros, Varginha, Diamantina e Uberaba. Eles são implantados por resoluções e funcionam anexos a alguma escola estadual que fica responsável pelas questões administrativas. Além deles, também existem dois Núcleos de Capacitação e Apoio Pedagógico às Escolas de Educação Básica nos município de Januária e Governador Valadares.

CLIQUE AQUI para acessar a cartilha com as diretrizes dos CAS.

FONTE: Secretaria da Educação de Minas Gerais

terça-feira, setembro 04, 2012

Lidando com o Transtorno de Aprendizado

Professores de SP são capacitados para que todos os alunos aprendam em suas aulas

Fonte: Portal Porvir

Numa sala de aula cheia, alguns alunos aprendem muito rápido; outros, nem tanto. Ali, no meio de crianças e jovens com ritmos diferentes de aprendizado, há alguns que não aprendem nunca. “É preguiça de estudar”, dizem alguns; “iiih, com aquele nem adianta insistir”, repetem outros. Mas a verdade é que o problema desses meninos pode ser um transtorno de aprendizado, como dislexia ou discalculia, e, sem o tratamento correto, a chance de eles desistirem da escola é grande. Foi para ajudar quem lida com alunos com essas dificuldades que o Instituto ABCD começou, neste mês, a capacitar professores de escolas estaduais de São Paulo a prepararem aulas em que todos os alunos consigam aprender.

A capacitação começou com os coordenadores de polos. A partir do ano que vem, o treinamento ganhará um reforço: o instituto está produzindo vídeos curtos em que dá orientações para professores sobre como trabalhar a questão da neurodiversidade na sua prática cotidiana de sala de aula. Esses vídeos serão publicados pelo QMágico, uma plataforma de ensino online idealizada por alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

“Cada aluno aprende de um jeito. Tem aluno que aprende melhor lendo; outros, ouvindo; há os que precisam de estímulos táteis ou sinestésicos. O professor tem de ensinar de formas diferentes. Ele não pode só ensinar na lousa; deve usar imagens, experimentações”, diz Mônica Weinstein, diretora do instituto. Assim, ao usar diferentes recursos, não apenas quem tem dificuldade é beneficiado, mas toda a turma, já que os alunos são estimulados cognitivamente de várias formas, afirma a especialista. “No ensino público, ter uma atenção individualizada é difícil. Para ajudar um aluno com dificuldade de aprendizagem, não precisa prejudicar os outros. Todos saem ganhando com essa abordagem diferente.”

De acordo com a diretora do IABCD, quanto antes os alunos com essa condição forem corretamente diagnosticados melhor. Os estudantes com dislexia, por exemplo, têm muitas dificuldades com a leitura. Se a escola, a família e os profissionais de saúde demoram a perceber isso, ele passará anos sem acompanhar os colegas, com baixa motivação e autoestima. “Ano após ano, a escola repetiu que ele era um fracassado. Isso traz um trauma psicoafetivo enorme e ele acaba desistindo de estudar.”

Mônica cita o caso de um jovem que cumpria medida socioeducativa na Fundação Casa e que tinha abandonado os estudos havia três anos. Ao ser perguntando por que ele decidiu parar de frequentar a escola, ele disse: “Muito antes de eu desistir da escola, a escola tinha desistido de mim”, narrou a especialista. E o rapaz não estava errado. Apesar das estimativas serem de que entre 3% e 5% das pessoas tenham algum tipo de transtorno de aprendizagem, a sociedade ainda não está pronta para tratar do assunto. “A escola passa o problema para a saúde, que não consegue resolver sozinha e devolve para a família. A solução tem que envolver as três áreas.”

segunda-feira, março 21, 2011

MG Educação capacita mais de 13 mil educadores a distância para compreender educação inclusiva

Quinta turma terá início em março e o investimento chega a R$8,5 milhões
Nesta segunda-feira, educadores da rede pública de Minas Gerais vão iniciar um curso de atualização que vai ampliar as habilidades desses profissionais para lidar com alunos com deficiência. Ofertado pela Secretaria de Estado de Educação (SEE), por meio da Diretoria de Educação Especial, o curso de Atualização em Educação Inclusiva para Servidores da Educação capacita educadores da rede pública. Nesta segunda-feira (21), terá início a quinta turma do curso, da qual vão participar 1653 profissionais.
Nas quatro primeiras turmas, o curso capacitou cerca de 12 mil educadores e após esta quinta etapa, 13.745 terão passado pelo treinamento, o investimento no programa chega a R$8,5 milhões. Passam pela capacitação educadores da rede estadual, mas também foram abertas vagas para professores de redes municipais de ensino do Estado. As aulas procuram orientar os educadores sobre como trabalhar com alunos com deficiência na sala de aula da escola comum. O intuito não é o de formar especialistas, mas o de preparar o profissional para a educação inclusiva. “O professor aprende sobre os diferentes tipos de deficiência, os recursos de acessibilidade disponíveis e os apoios que cada estudante pode obter. Ele não se torna um especialista, mas passa a perceber as diferenças entre os ritmos de aprendizagem dos seus alunos”, explica a diretora de Educação Especial da SEE, Ana Regina de Carvalho.
Segundo Ana Regina, o curso auxilia o professor a lidar com as necessidades dos alunos com deficiência que frequentam a escola comum. Um aluno cego, por exemplo, exige que o professor tome alguns cuidados durante a explicação de uma determinada matéria. “Numa aula de geografia, se o professor vai apontar a localização de um lugar em um mapa desenhado no quadro, ele pode ficar ao lado do aluno e guiar o dedo dele no mapa em braile. São pequenas ações que fazem diferença na inclusão e ajudam no aprendizado”, exemplifica Ana Regina.
Curso a distância
O curso de Atualização em Educação Inclusiva para Servidores da Educação tem duração de 120 horas/aula, que são ofertadas a distância ao longo de sete meses. O curso é oferecido pela PUC Minas Virtual, unidade da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, que oferece cursos a distância em diversas áreas. Quem passa pela capacitação cursa várias disciplinas sobre educação inclusiva e processos de aprendizagem. “O curso não vai trabalhar especificamente as áreas da deficiência, ele dá um panorama dessas deficiências. O objetivo maior é qualificar os professores para que eles possam mudar o olhar quanto a diversidade do aluno e construir os processos de aprendizagem na escola”, explica a coordenadora do PUC Minas Virtual, Maria do Carmo Menicucci.
Ao final do curso, os educadores preparam um diagnóstico sobre a escola na qual trabalham e listam as ações necessárias para garantir a educação inclusiva. Rubiamary Machado Figueiró é vice-diretora da Escola Estadual Jason de Morais, na cidade de Berilo, no norte de Minas, e fez o curso em 2009, ao lado de outros colegas. Em sua escola, há três alunos com deficiência, um com baixa visão, outro com surdez  e outro com deficiência física. Segundo a vice, a forma de lidar com esses estudantes mudou depois do curso. “A gente lidava com esses alunos e não tinha um conhecimento específico. Passamos a prestar mais atenção nas necessidades deles e fazer as adaptações necessárias”, explica. “Vai da forma de explicar um teste, até fazer um documento específico. No caso do aluno com baixa visão, por exemplo, temos que montar uma prova com letras maiores. Cada aluno tem sua especificidade”, complementa.

PORTAL DA EDUCAÇÃO MG

sexta-feira, março 18, 2011

Capacitação de profissionais na área da educação especial motiva reunião em Minas

75 profissionais de diversas regiões do Estado discutiram melhoria nos cursos de capacitação

A Secretaria de Estado de Educação (SEE), por meio da Diretoria de Educação Especial, promoveu durante esta semana uma reunião com a rede de profissionais que ministram cursos de capacitação de educação especializada aos professores da rede pública de Minas Gerais. O encontro, que terminou nesta quinta, reuniu 75 profissionais, que capacitam educadores nas áreas de deficiência visual, surdez, deficiência intelectual, deficiência física e transtornos globais do desenvolvimento.

A reunião teve por objetivo discutir assuntos relacionados às capacitações, como o aperfeiçoamento dos cursos existentes e a implementação do curso para professores que atuam nas salas de recursos. Essas salas oferecem um tipo de atendimento especializado, fora do horário de aula, no qual o professor desenvolve um plano de trabalho conforme a necessidade do aluno. A rede estadual de ensino tem hoje cerca de 12 mil alunos que necessitam de atendimento especializado. A SEE investe em torno de R$ 1 milhão, por ano, na capacitação especializada desses profissionais e, desde 2005, já foram capacitados 6.500 educadores.

A Diretora de Educação Especial, Ana Regina de Carvalho, ressalta a importância dos cursos para os profissionais da educação especializada. “A cada ano a rede de formação especializada de professores aprimora seu trabalho a partir das experiências e das novas ações oportunizadas pela SEE. Anualmente, as equipes se reúnem para discutirem os conteúdos programáticos, elaborar cronogramas de capacitação e aprimorar a metodologia de trabalho”.

Sandra Freitas de Souza faz parte do grupo que ministra cursos para professores que trabalham com alunos com deficiência intelectual, o curso tem duração de 120 horas e é dividido em três módulos de 40 horas.  Para a profissional, que já trabalha com educação especial há quase trinta anos, ensinar professores a lidarem com alunos especiais é uma função de extrema valia. “O curso é importante para que professores da escola comum adquiram conhecimentos para exercer um trabalho produtivo com os alunos que possuem algum tipo de deficiência. No curso eles descobrem como trabalhar esse aluno”.

A reunião técnica e as capacitações são resultantes do aumento da demanda de capacitação dos professores para a adequação das escolas frente às diretrizes da educação inclusiva. “A equipe vem aumentando com a chegada de profissionais da rede estadual que se motivam nessa iniciativa acreditando que a educação inclusiva é possível”, é o que afirma a Diretora de Educação Especial, Ana Regina de Carvalho. Participaram do encontro representantes das Superintendências Regionais de Ensino de Uberaba, Montes Claros, Patos de Minas, Governador Valadares, Divinópolis, Belo Horizonte, Uberlândia e Três Corações.

Secretaria de Estado de Educação MG 

terça-feira, agosto 04, 2009

SP - Secretaria investe R$ 90 milhões em cursos de capacitação para professores da rede

6,5 mil docentes serão formados em educação especial até o final de 2009
Em 2009, a Secretaria de Estado da Educação vai investir R$ 90 milhões em cursos de capacitação em educação especial a 6,5 mil professores. São formações técnicas em libras e braille e para utilização de materiais adaptados a diferentes disciplinas, como educação física, português e matemática. A carga horária varia entre 30 a 40 horas, divididas em aulas presenciais e videoconferências.
No primeiro semestre, 5,3 mil docentes já concluíram os cursos e a partir desta semana, outros 1,2 mil profissionais de 17 Diretorias de Ensino do Estado serão capacitados.
A política de formação continuada proposta pela Pasta já proporcionou especialização a mais de 83 mil professores desde 2000. Todo o material utilizado é desenvolvido pelo Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape), órgão da Secretaria.
“Investir na capacitação de nossos profissionais é garantir um ensino público de qualidade. A rede estadual é totalmente inclusiva e colocamos à disposição de alunos e educadores o que há de mais moderno em materiais pedagógicos para educação especial”, afirma o secretário Paulo Renato Souza.
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO

quarta-feira, julho 01, 2009

Secretaria oferece cursos na área de Educação Especial

A Secretaria Municipal de Educação está promovendo sete cursos para professores que atuam na área de Educação Especial. São 250 vagas destinadas a profissionais de Ensino Infantil, Fundamental e Médio. As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 30 de junho, no Diário Oficial da Cidade.

Os cursos são optativos e gratuitos. No ato da inscrição, os candidatos deverão apresentar cópia dos documentos pessoais e a ficha de inscrição preenchida. Em apenas um dos cursos, quem deverá fazer a inscrição dos profissionais é o diretor da unidade. Nos demais, o próprio servidor deve se dirigir ao local de inscrição (veja detalhes abaixo).

Ao final de cada curso, os interessados ganharão um certificado se obtiverem conceito S (satisfatório) e frequência mínima que varia de 75% a 85%, dependendo do curso.

A formação na área de Educação Especial foi iniciada em fevereiro deste ano e até o momento foram oferecidas 588 vagas com as instituições conveniadas, além de 4.605 vagas em cursos oferecidos pelos CEFAIS e DOT Educação Especial.

Confira informações dos cursos:

Curso: “Refletindo a arte de educar na Educação Inclusiva”
Vagas: 40
Público alvo: Professores de Educação Infantil, Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental I que atuam no Ciclo I das EMEFs jurisdicionadas à DRE Freguesia do Ó.
Carga horária: 20 horas
Local e data das inscrições (realizadas pelo diretor da escola): CEFAI – Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão da DRE Freguesia do Ó. Rua Léo Ribeiro de Morais, 66.
Dias 16 e 17 de julho, das 9h às 16h.
Aulas: 29, 30 e 31 de julho.

Curso: “Especificidades do atendimento do aluno com deficiência visual – Adaptações de Materiais para o Ensino de Matemática no Ciclo II”
Vagas: 30
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental II e Médio que atuam na área de Matemática.
Carga horária: 20 horas
Local e data das inscrições: DOT – Educação Especial. Rua Dr. Diogo de Faria, 1247, sala 311, Vila Clementino.
Dias 14 e 15 de julho, das 8h às 16h.
Aulas: 27, 28, 29, 30 e 31 de julho.

Curso: “Confecção de equipamentos e recursos pedagógicos acessíveis em papelão, para pessoas com deficiência”
Vagas: 30
Público alvo: Professores de Educação Infantil e Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental I que atuam como regentes das Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão, junto aos Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão (CEFAI)
Carga horária: 16 horas
Local e data das inscrições: Os interessados poderão inscrever-se até o término das vagas, enviando e-mail para Mariluci Colácio (mariluccolacio@prefeitura.sp.gov.br) com as seguintes informações: nome completo e RF, telefones e e-mail para contato e nome da unidade educacional (SAAI ou CEFAI) que atua.
Aulas: 31 de julho e 1º de agosto.

Curso: “Conhecendo a criança com deficiência física de 0 a 6 anos”
Vagas: 40
Público alvo: Professores de Educação Infantil e Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental I.
Carga horária: 16 horas
Local e data das inscrições: DOT – Educação Especial. Rua Dr. Diogo de Faria, 1247, sala 311, Vila Clementino. Dia 13 de julho, das 8h às 12h e das 13h às 16h.
Aulas: 1º e 8 de agosto.

Curso: “Especificidades do atendimento do aluno com deficiência visual – Adaptações de Materiais para o Ensino de Língua Portuguesa no Ciclo II”
Vagas: 30
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental II e Médio que atuam na área de Língua Portuguesa.
Carga horária: 20 horas
Local e data das inscrições: DOT – Educação Especial. Rua Dr. Diogo de Faria, 1247, sala 311, Vila Clementino. Dias 16 e 17 de julho, das 8h às 16h.
Aulas: 27, 28, 29, 30 e 31 de julho.

Curso: “Recursos e Práticas Pedagógicas para o educando com deficiência visual”
Vagas: 50
Público alvo: Professor de Educação Infantil, Professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental I e Professor de Ensino Fundamental II e Médio que atual como regentes nas EMEEs e que atendam em suas turmas/classes alunos com deficiência visual associada à deficiência auditiva/surdez.
Carga horária: 40 horas
Local e data das inscrições: DOT – Educação Especial. Rua Dr. Diogo de Faria, 1247, sala 311, Vila Clementino. Dia 3 de julho, das 9h às 16h.
Aulas: 27, 28, 29, 30 e 31 de julho.

Curso: “A inclusão do aluno com Síndrome de Down na rede regular de ensino”
Vagas: 30 (Turma I) e 30 (Turma II)
Público alvo: Professores das Unidades Educacionais – CEI, EMEI, EMEF, EMEFM e CIEJA, preferencialmente que tenham alunos com necessidades educacionais especiais – Deficiência Intelectual ou Síndrome de Down, matriculados em sua sala de aula regular.
Carga horária: 12 horas
Local e data das inscrições: CEFAI. Rua Comandante Carlos Ruhl, 134, Guaianases. Dias 5, 6 e 7 de agosto, das 9h às 16h.
Aulas: 11, 18 e 25 de agosto.


30/06/2009 - 19:26

Secretaria Municipal de Educação
SÃO PAULO

segunda-feira, junho 22, 2009

Secretaria produz mais de um milhão de materiais didáticos voltados para alunos com deficiência

Volume supera total produzido em 2008; mais de 80 mil educadores já foram capacitados

Em 2009, a Secretaria de Estado da Educação amplia seus recursos voltados à estudantes com deficiência. Sua meta é produzir mais de um milhão de materiais adaptados, como livros em braille e cadernos especiais. O volume é quase o dobro do produzido em 2008.

Mais de 83 mil professores foram capacitados entre 2000 e 2009 pelo Cape (Centro de Apoio Pedagógico Especializado), órgão da Secretaria. O investimento total previsto para 2009 para a Educação Especial é de R$ 90 milhões, 9% a mais do que o destinado em 2008.

Nos meses de junho e julho deste ano, uma das capacitações feitas pela Secretaria vai oferecer aos professores de ciências, história, geografia e educação especial um curso de orientação técnica de ensino de língua portuguesa para portadores de deficiência auditiva. Serão capacitados 364 educadores. Cerca de 2000 professores também foram capacitados sobre a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).

Os alunos com deficiência têm outros materiais à disposição na rede. Para os estudantes sem visão ou com visão subnormal, a Secretaria oferece o Soroban, a máquina de assinatura e estante para leitura em braile. O Soroban é uma espécie de ábaco para fazer contas; a máquina de assinatura é utilizada para que aprendam a assinar o nome e a estante para leitura auxilia o ensino em braile. Os alunos com deficiência na visão acompanham as aulas com material didático específico. Os cadernos, que fazem parte da Proposta Curricular da Secretaria de Educação, estão disponíveis no formato de livro digital. Por meio de um software chamado DosVox, os estudantes conseguem ouvir o que está sendo mostrado no computador. Por meio desse software também é possível navegar na internet e fazer trabalhos da escola.

Nível internacional - A Secretaria participa, neste mês, em Brasília, do lançamento do DAISY (Digital Accessible Information System), padrão usado mundialmente para produção de livros acessíveis. A produção de livros em formato Daisy 3.0 está alinhado ao processo global de acessibilidade para deficientes visuais e pessoas que apresentam algum tipo de limitação na leitura, como idosos, deficientes físicos e disléxicos. A Secretaria vai, em breve, produzir os livros neste formato.

O objetivo do sistema de educação do estado é continuar com a ampliação da acessibilidade em escolas da rede, com a instalação de elevadores, sanitários especiais, rampas, sinalização podotátil, alteração na largura das portas ou na altura das bancadas de atendimento e bebedouros, entre outros.

“A Secretaria tem aumentado esforços para a inclusão tanto física quanto intelectual dos alunos com deficiência. Os profissionais da rede são capazes de lidar com as mais diversas necessidades dos estudantes e temos nos especializado na produção de material didático voltado a esses alunos”, afirma o secretário Paulo Renato Souza.

Os números

A rede estadual de ensino atende 54.594 alunos com deficiências. Para isso, oferece 10.626 salas de recursos voltadas para atividades complementares aos estudantes. Os alunos com deficiência são matriculados em classes regulares e utilizam as salas de recursos no contra-turno, de acordo com suas necessidades.

São cerca de 7000 alunos cegos ou com baixa visão; 5100 alunos surdos ou com surdez leve ou moderada; 85 surdocegos; 29000 alunos com deficiência mental; 1500 com deficiência múltipla e 4300 com deficiência física.

Parcerias

Além das salas de recursos, a Secretaria de Estado da Educação apóia entidades assistenciais que educam portadores de deficiência mental. Duzentas e noventa e nove instituições paulistas recebem em 2009 um repasse de R$78,5 milhões de reais, beneficiando cerca de 33 mil crianças e adolescentes. O recurso é 14% superior aos R$ 67,7 milhões liberados em 2008.

Do total de instituições beneficiadas, 261 são unidades da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais). Neste ano a pasta libera verba também para associações especializadas em alunos autistas, como a Sociedade Pestalozzi de São Paulo e a Associação de Amigos de Autistas (em SP e Ribeirão Preto). Todas as entidades precisam estar em dia com a documentação para receber recurso financeiro da Secretaria.

O Cape

Criado para formular políticas de inclusão na maior rede de educação do Brasil, o Cape desenvolve capacitações a professores, diretores, supervisores e assistentes técnico-pedagógicos das cerca de 5,3 mil escolas estaduais. São cursos, orientações e palestras, por exemplo. Os treinamentos envolvem todos os tipos de deficiência: motora, visual, auditiva e mental.

O Cape é também o órgão da Secretaria responsável por capacitar professores para a identificação de alunos superdotados, com déficit de atenção ou hiperatividade. Sua equipe é formada por psicólogos, fonoaudiólogos e professores especializados.

Alguns cursos oferecidos pela Secretaria via Cape:

- Práticas e recursos na área de deficiência mental

- Informática para portadores de deficiência visual

- Identificação e conceitos pedagógicos para alunos disléxicos e com déficit de atenção e hiperatividade

- Atendimento para alunos em classes hospitalares

- Ensino de língua portuguesa para surdos

- Curso de Libras – Linguagem Brasileira de Sinais

- Olhar para altas habilidades

- Sexualidade na deficiência mental

- Curso de uso do Soroban para alunos com deficiência visual

- Simpósio sobre educação inclusiva


SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO

segunda-feira, junho 01, 2009

Surdos fazem passeata em Curitiba em defesa de direitos na educação

Portal RPC

CURITIBA - Um grupo de surdos, professores e familiares realizou na manhã desta segunda-feira uma passeata pelas ruas do Centro de Curitiba em um protesto em defesa dos direitos dos deficientes auditivos na educação pública do Paraná. De acordo com a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), mais de 500 pessoas estariam participando do movimento, que foi encerrado no fim da manhã em frente ao Palácio das Araucárias, sede do governo estadual. A Polícia Militar informa não ter estimativa do número de participantes.

Entre as principais reivindicações do grupo estão a contratação imediata de professores surdos e intérpretes da Língua Portuguesa de Sinais (Libras) para atuarem em todas as escolas do estado; o ensino de Libras nos cursos de formação de professores, em universidades públicas e privadas; além do ensino de Libras nas escolas onde estudam alunos surdos.

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segunda-feira, março 09, 2009

Inclusão improvisada, alunos com deficiência abandonados

Crianças portadoras de necessidades especiais não têm atenção adequada
Flávia Martins Y Miguel

No plano das ideias, dos discursos de gestores e principalmente no papel, a inclusão dos alunos com deficiência no sistema público de ensino é uma política impecável. Na prática, porém, o modelo de educação especial inclusiva desenhado com régua e compasso pelo Ministério da Educação (MEC) em 2003 apresenta obstáculos enormes, que passam pelo despreparo dos professores, falta de acessibilidade nas escolas e nenhum projeto pedagógico específico. O resultado dessas distorções pode ser facilmente identificado dentro das salas de aula. Como é o caso da pequena Jordânia Sarafim, 12, que nasceu com paralisia cerebral e está matriculada em uma escola pública no bairro Novo Progresso, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. A mãe, Maria Solidade Silva, se viu obrigada a assistir às aulas ao lado da filha para tentar driblar a falta de atenção dada à aprendizagem da criança. "Eles nos obrigam a colocar as crianças na escola regular, mas os professores não sabem educar, não têm os cursos para isso. Eu fico muito desmotivada.

Não quero que ela fique largada. Eu quero que ela aprenda. A minha menina é uma gracinha, ela tem potencial", desabafou Maria. Na sala ao lado de Jordânia, um garotinho com má formação física e deficiência visual estava sentado em cima de uma almofada, a poucos centímetros da lousa, copiando as palavras. A professora contou que o pequeno de 11 anos, com estatura de uma criança de 6, chegou de casa chorando naquele dia. O motivo: ele não sabia ler. "Temos alunos que precisam de um trabalho diferenciado. Não temos orientação nenhuma de como tratar as várias deficiências que temos nessa escola. Ninguém aqui nunca teve preparo para isso", disse Gorete Foscolo, supervisora da escola municipal. É na boa vontade dos profissionais e na sorte que a política de inclusão tenta se equilibrar, enquanto as ações dos gestores não se mostram eficazes. Em Contagem, são 1.400 alunos com deficiências variadas na rede pública, de um total de 81 mil estudantes. No entanto, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura não soube informar quantos dos mais de 4.200 professores do município foram capacitados para trabalhar com a educação especial. O secretário da pasta, Lindomar Diamantino Segundo, admitiu que a inclusão está longe do ideal. De acordo com ele, o tema é um desafio para a sociedade.

"A escola brasileira, na sua história, não foi pensada para incluir. Mas já fizemos investimentos na formação dos professores, com vários cursos de inclusão. A nossa obrigação é sempre melhorar", disse. O garoto Luiz Felipe Wenceslau, 7, portador de paralisa cerebral, contou com o privilégio de ter passado pelas mãos de uma psicopedagoga, em uma escola pública no bairro Inconfidentes, em Contagem, no ano passado. Mesmo assim, a mãe teve que batalhar pela presença de um auxiliar em sala de aula para cuidar do filho. "Sem estagiário, a professora tinha que deixar as 25 crianças para trocar a fralda dele. E ainda tive sorte porque ela tinha experiência na área", disse a comerciante Deyse Wenceslau. A professora do menino, Maria Eugênia Aleixo, relembrou com carinho da experiência de ensinar o aluno especial. Porém, disse que são poucos os colegas que conseguem sucesso. "Luiz Felipe foi um privilégio. Mas ainda acho que a lei no papel é uma coisa e no cotidiano da escola, o que se vê são alunos matando o tempo. Tudo é tratado como formalidade para matar o tempo."

Censo Escolar

Mudanças. Em 2004, passaram a ser coletados os dados sobre a série ou o ciclo escolar dos alunos atendidos pela educação especial, possibilitando a criação de indicadores sobre a qualidade da educação no país.

Publicado em: 08/03/2009

O TEMPO

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